Este documento descreve o processo de desenvolvimento de uma arquitectura IMS com a norma IEEE 802.21 integrada. Tal como a Internet, o mundo das comunicações móveis está também em larga expansão em todo mundo, evolução das redes sem fios, com tecnologias como 802.11 (Wi-Fi), 802.16 (WiMAX) e 3G, em todo o mundo. Num futuro bem próximo, os equipamentos de acesso, como os telefones, terão mais de uma interface (de acesso). Ou seja, o mesmo aparelho estará equipado com 3G, Wi-Fi, Bluetooth, WiMAX, etc.

Por exemplo se tivermos a utilizar 3G e o equipamento detectar uma rede WiMAX com melhor sinal, este muda automaticamente para funcionar com WiMAX. Tudo feito de uma forma transparente para o utilizador e sem que este tenha a percepção da mudança de tecnologia, sendo este um dos principais desafios nesta área.

Actualmente, o IMS fornece uma arquitectura de convergência para diferentes redes de acesso bem como mobilidade, fornecendo no futuro a maioria dos serviços IP. No entanto a arquitectura actual do IMS (associada ao protocolo SIP) não fornece mobilidade transparente (ou imperceptível) para o utilizador final, ou seja, sem que este se aperceba que mudou de tecnologia de acesso no decorrer de um serviço.

A mobilidade no IMS poderá ser optimizada através da integração do IEEE 802.21, norma essa desenvolvida com o intuito de fornecer mecanismos que facilitem e optimizem os handovers de forma independente da tecnologia.

O facto do IMS não suportar a mobilidade transparente (Seamless Mobility) para sessões em cenários de comutação de pacotes

uma arquitectura que suporte tal.

A elaboração da arquitectura IMS com a norma IEEE 802.21 implicou um estudo aprofundado destas tecnologias, que levou mais tarde à integração do MPA (Media independent Pre-Authentication), o qual inclui um conjunto de mecanismos de optimização do handover. Como resultado deste projecto desenvolveu-se uma arquitectura IMS com a norma IEEE 802.21 e MPA integrados, de modo a optimizar a mobilidade entre múltiplas tecnologias de acesso (sem fios), bem como um cenário real que demonstra a viabilidade da mesma.

Figura1: Arquitectura proposta

Figura1: Arquitectura proposta

Figura 2: Dispositivo móvel

Figura 2: Dispositivo móvel

Figura 3: Servidor aplicacional IEEE 802.21

Figura 3: Servidor aplicacional IEEE 802.21