A globalização é um fenómeno intrinsecamente dependente do progresso tecnológico. A incessante rapidez com que este evolui começou a superiorizar-se às reais aplicações nas telecomunicações enquanto pilares da uniformização técnica da sociedade. O e-government é um assinalável exemplo dessa uniformização da sociedade tecnológica.

No cerne da questão centra-se a Internet, cuja velocidade de tráfego permitiu o investimento em novas tecnologias de comunicação como a vídeo-conferência e o VoIP. Porém a largura de banda, por esta disponibilizada, torna-se insuficiente para estes meios de comunicação. Os requisitos de rede são mais exigentes de que os demais serviço de Internet, mas esta dá – lhes um tratamento por igual (best-effort) retirando-lhes parte do seu potencial.

Deste problema emergem propostas que visam o tratamento justo dos tráfegos. Criado pelo IETF, o modelo DiffServ é um aposta forte para um tratamento justo e eficaz do tráfego, incorporando de forma incontornável a vanguarda deste emergente critério de navegação na Internet: qualidade de serviço (QoS).

A generalidade dos conteúdos e respectivos tráfegos da Internet estiveram sempre vulneráveis a interferências alheias ao fornecedor dos mesmos. O modelo de Serviços Diferenciados não foge a regra: é falível. Há perigos efectivos que corrompem o seu normal funcionamento e a informação processada por esse modelo. Esses perigos traduzem-se em ataques sob forma de interrupção de comunicações, intersecção, modificação e fabricação de fluxos. Este projecto propõe uma arquitectura que visa colmatar os inevitáveis ataques inerentes ao Modelo DiffServ baseada em quatro sistemas: sistema de autenticação de clientes, autorização de sessões, controlo de admissão e contabilização de recursos disponibilizados com QoS.

Figura 1:  Arquitectura geral do sistema

Figura 1: Arquitectura geral do sistema