Uma vida sem fios….

O notável desenvolvimento e avanço na indústria electrónica tem permitido que novas tecnologias sejam usadas para a criação de dispositivos e equipamentos cada vez mais pequenos. A incorporação e ligação de elementos sensores, circuitos de processamento e actuadores, módulos de comunicação e gestão de energia, em estreita ligação com o desenvolvimento de linguagens e métodos de programação direccionados para os mesmos, permitiu um avanço espectacular e exponencial nos últimos dez anos na criação de soluções globais e em larga escala para as redes sensores sem fios conhecidas por RSSF (Wireless Sensors NetWorks).

Incluído do grupo das WSN – Wireless Sensors NetWorks está o subgrupo WBAN – Wireless Body Area Networks. As WBAN são redes compostas por um ou mais sensores espalhados pelo corpo – fixados na roupa, debaixo da pele ou outros, e que monitorizam parâmetros físicos e comportamentais do indivíduo. Esta observação diz respeito, em muitos casos, a variáveis vitais para a sobrevivência do ser humano, ou até, como no caso de grávidas, do feto que geram dentro de si.

É fácil de perceber a grande utilidade destas redes, no estudo, desenvolvimento e evolução do ser humano, mas principalmente na prestação e criação de serviços de emergência médica e de cuidados continuados. Dada a grande facilidade em integrar estas tecnologias com outras existentes conseguem-se soluções bastante eficazes quer sejam instaladas num ambiente local ou remota.

A ligação de uma rede de sensores sem fios a uma rede à escala global como é presentemente, a Internet, significa a partilha e aquisição de conhecimento com uma vantagem fundamental – podemos receber dados respeitantes aos mais variados fenómenos, no momento e em qualquer parte do mundo.

Figura 1: Arquitectura do sistema desenvolvido

Figura 1: Arquitectura do sistema desenvolvido