{"id":108,"date":"2018-10-19T17:15:05","date_gmt":"2018-10-19T16:15:05","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/?page_id=108"},"modified":"2019-05-17T12:53:24","modified_gmt":"2019-05-17T11:53:24","slug":"caso-14-fotografia-para-todos-um-mito-ou-uma-realidade","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/caso-14-fotografia-para-todos-um-mito-ou-uma-realidade\/","title":{"rendered":"Caso 14: Fotografia para TODOS: um mito ou uma realidade?"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"187\" height=\"173\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/files\/2019\/03\/img-30.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-521\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div class=\"container\">\n<h1 class=\"article-title\">Caso 14: Fotografia para TODOS: um mito ou uma realidade?<\/h1>\n<div class=\"author-card\">\n<p class=\"author-name\"><strong>Autores:<\/strong> Andrea Gurgel<sup>1<\/sup> e Carla Freire<sup>2<\/sup><\/p>\n<p class=\"author-description\"><sup>1<\/sup> Universidade Federal do Rio Grande do Norte<br \/><sup>2<\/sup> Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancias Sociais, Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"author-reference\"><strong>Referir este caso:<\/strong> Gurgel, A. &amp; Freire, C. (2018). Fotografia para TODOS: um mito ou uma realidade? In R. Cadima, I. Pereira, M. Francisco &amp; S. Cunha (Coords.). <em>15 hist\u00f3rias para incluir.<\/em> [Online]. Polit\u00e9cnico de Leiria: Leiria.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para come\u00e7ar<\/h2>\n<p>Nos dias de hoje vivemos numa sociedade essencialmente visual. S\u00e3o v\u00e1rios os est\u00edmulos visuais que nos bombardeiam diariamente, dos quais, mais de 80% s\u00e3o assimilados pelo nosso sistema visual (Corsi, 2001).<\/p>\n<p>De acordo com a ACAPO (2018) a defici\u00eancia visual, que pode compreender a cegueira e a baixa vis\u00e3o, \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o que afeta a capacidade da pessoa nos mais diferentes dom\u00ednios do dia-a-dia. Segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS, 2018) estima-se que 253 milh\u00f5es de pessoas vivem com defici\u00eancia visual, existindo em Portugal 23% de pessoas com dificuldades de vis\u00e3o (Instituto Nacional de Estat\u00edstica, 2012).<\/p>\n<p>A imagem tem um papel fundamental na sociedade, cultura e comunica\u00e7\u00e3o. Ainda que a pessoa com defici\u00eancia visual, nomeadamente com cegueira, tenha dificuldade na perce\u00e7\u00e3o dos elementos gr\u00e1ficos, \u00e9 poss\u00edvel atrav\u00e9s de est\u00edmulos sensoriais criar imagens mentais. Estes est\u00edmulos podem ser ativados, por exemplo, atrav\u00e9s do tacto por meio de adapta\u00e7\u00e3o de materiais f\u00edsicos ou por meio de elementos auditivos. Ao adicionar a componente tecnol\u00f3gica, a pessoa com defici\u00eancia ter\u00e1 mais acesso ao mundo visual, n\u00e3o s\u00f3 como recetora da informa\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m como produtora das suas pr\u00f3prias imagens.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para ler<\/h2>\n<p>A Andrea \u00e9 formadora na \u00e1rea de comunica\u00e7\u00e3o visual e desenvolve, habitualmente, forma\u00e7\u00f5es na \u00e1rea da fotografia para principiantes, onde aborda v\u00e1rios conceitos relativos \u00e0 imagem, funcionalidades da m\u00e1quina fotogr\u00e1fica, planos fotogr\u00e1ficos e respetivo enquadramento, luminosidade, etc.<\/p>\n<p>Para este ano, foram previstas v\u00e1rias oficinas, cada uma com o n\u00famero m\u00e1ximo de 14 participantes.<\/p>\n<p>No dia em que a Oficina tem in\u00edcio, a Andrea depara-se com a Joana, uma participante de 27 anos, com cegueira cong\u00e9nita.<\/p>\n<p>A Andrea, ao falar com a Joana, questiona-a sobre as motiva\u00e7\u00f5es para a sua participa\u00e7\u00e3o na oficina, uma vez que se trata de uma \u00e1rea essencialmente visual. Pelo que a Joana, responde que sendo engenheira inform\u00e1tica e desenvolvendo trabalho na \u00e1rea da Web, sente necessidade de compreender mais sobre a imagem, uma vez que o ambiente online funciona muito com base na componente visual. Al\u00e9m disso, gostaria, tamb\u00e9m, de tirar as suas pr\u00f3prias fotografias e public\u00e1-las no seu blogue.<\/p>\n<p>A Andrea fica receosa pela forma como vai lidar com a situa\u00e7\u00e3o. Esta forma\u00e7\u00e3o tem a dura\u00e7\u00e3o de 4 semanas, decorrendo aos s\u00e1bados de manh\u00e3 e conta com 12 participantes. Como tal, questiona-se como vai gerir as aulas, uma vez que todos necessitam de apoio e prev\u00ea que esta situa\u00e7\u00e3o requeira mais tempo e materiais diferentes.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para equacionar<\/h2>\n<p>Como proceder?<\/p>\n<ul>\n<li>Colocar requisitos para a forma\u00e7\u00e3o<\/li>\n<li>Considerar rea\u00e7\u00f5es dos restantes participantes<\/li>\n<li>Criar forma\u00e7\u00f5es para p\u00fablicos espec\u00edficos<\/li>\n<li>Que estrat\u00e9gias para ensinar fotografia a diferentes p\u00fablicos<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para debater<\/h2>\n<p class=\"section--subtitle\">1. Rea\u00e7\u00f5es dos participantes<\/p>\n<p>Uma vez que est\u00e3o a ser introduzidos ao tema, sendo o tempo limitado e tendo pago uma inscri\u00e7\u00e3o os participantes esperam aten\u00e7\u00e3o mais personalizada. Existindo uma colega cega, que provavelmente necessita mais tempo, como ir\u00e3o os outros participantes reagir?<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">2. Literacia visual para todos<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que para tirar fotografias \u00e9 preciso ter presentes os aspetos t\u00e9cnicos e eventualmente est\u00e9ticos? Ser\u00e1 que para uma pessoa que nunca viu, \u00e9 importante ter a no\u00e7\u00e3o de cor, de enquadramento, da luminosidade, etc.?<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">3. Estrat\u00e9gias a adotar<\/p>\n<p>De que forma se pode adaptar uma oficina de fotografia a pessoas cegas? Como pode a Andrea explicar \u00e0 Joana o enquadramento de uma fotografia? Que tipo de materiais se podem utilizar para uma melhor compreens\u00e3o dos t\u00f3picos a abordar na Oficina?<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">4. Processo de inscri\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>O que deve a Andrea fazer? A Andrea deve aceitar a inscri\u00e7\u00e3o da Joana? Deve existir algum requisito? Estar\u00e3o todas as pessoas habilitadas para esta atividade?<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<blockquote>\n<p><em>Criar dispositivos de apoio pr\u00f3prios para a oficina, principalmente no enquadramento. Em aula pr\u00e1tica dentro do laborat\u00f3rio, um \u201cjogo da velha\u201d em madeira poderia ser aplicado sobre uma superf\u00edcie para que a pessoa com defici\u00eancia visual compreendesse a regra dos ter\u00e7os<\/em>.<br \/><cite><em>Paulo Eduardo Mau\u00e1<\/em><\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p><em>Os t\u00f3picos apresentados s\u00e3o importantes para a fotografia, mas ser\u00e1 que n\u00e3o podemos pensar numa nova forma de fazer fotografia, a partir da concep\u00e7\u00e3o do que as pessoas cegas querem com a fotografia? (\u2026) acredito que \u00e9 necess\u00e1rio respeitar o local de fala de cada um e, para isso, consultar e tentar entender as concep\u00e7\u00f5es de mundo das pessoas com defici\u00eancia visual. <\/em><br \/><cite><em>Val\u00e9ria Abdalla<\/em><\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p><em>Considero que o facto de ter incapacidade visual, n\u00e3o significa que necessite de mais aten\u00e7\u00e3o que os outros formandos. Ela j\u00e1 aprendeu a \u201cver o mundo\u201d \u00e0 sua maneira, e esta forma de usar os outros sentidos (&#8230;) poder\u00e1 ser at\u00e9 uma mais-valia para a formadora e para os outros formados<\/em>.<br \/><cite><em>Gabriela Lima<\/em><\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para reter<\/h2>\n<p>Considerando que cada caso \u00e9 um caso e que as solu\u00e7\u00f5es adotadas para uma situa\u00e7\u00e3o poder\u00e3o n\u00e3o ser as indicadas para outras, deixamos um poss\u00edvel desfecho, baseado numa situa\u00e7\u00e3o real.<\/p>\n<p>Colocar requisitos numa forma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da fotografia poderia ser uma forma c\u00f3moda de evitar lidar com este tipo de situa\u00e7\u00f5es. No entanto, \u00e9 importante analisar bem todas as partes que constituem um dado problema. \u00c9 essencial fazer um diagn\u00f3stico do que existe, das dificuldades, das necessidades e das motiva\u00e7\u00f5es que uma pessoa possa ter. Este estudo permitir\u00e1 determinar se existem condi\u00e7\u00f5es para tornar um determinado ambiente\/contexto inclusivo.<\/p>\n<p>Neste sentido, a Andrea ouviu bem a Joana, assim como os restantes participantes da Oficina, o que lhe permitiu conhecer melhor os seus estudantes e o que pretendiam com a forma\u00e7\u00e3o. Numa fase inicial, alguns colegas mostraram-se um pouco apreensivos, na medida em que procuravam conhecer mais sobre fotografia e tinham receio que a Andrea dedicasse mais tempo \u00e0 Joana do que a eles pr\u00f3prios. Ap\u00f3s uma discuss\u00e3o em grupo, todos os elementos assumiram o compromisso de avan\u00e7ar com a Oficina e ajudarem-se mutuamente, procurando formas de explicar conceitos essencialmente visuais.<\/p>\n<p>Tornou-se necess\u00e1rio adaptar a Oficina para que ficasse acess\u00edvel a pessoas cegas, foram encontradas estrat\u00e9gias t\u00e1teis (por exemplo, molduras com el\u00e1sticos para explica\u00e7\u00e3o da regra dos ter\u00e7os, imagens com relevo a demonstrarem os planos, etc.) e sonoras (por exemplo, o som de disparo da c\u00e2mara fotogr\u00e1fica) que permitiram \u00e0 Joana compreender os conceitos e colocar em pr\u00e1tica os conte\u00fados aprendidos.<\/p>\n<p>A maioria das pessoas nem sempre tem em conta aspetos t\u00e9cnicos ou est\u00e9ticos no ato de tirar fotografias, limitando-se, muitas vezes, a fazer registos do que veem para posteriormente recordarem e para partilharem. Se as pessoas cegas n\u00e3o veem, porque ser\u00e1 que gostariam de aprender fotografia? Muitas vezes pelos mesmos motivos das pessoas que n\u00e3o t\u00eam dificuldades visuais, para partilharem determinados momentos com outras pessoas, sejam familiares ou amigos. Neste sentido, \u00e9 importante que TODOS possam ter acesso a alguns conceitos b\u00e1sicos ao n\u00edvel t\u00e9cnico e est\u00e9tico, que lhes permitam tirar boas fotografias para mais tarde recordarem e partilharem.<\/p>\n<p>Moral da hist\u00f3ria:<\/p>\n<p>A Oficina foi um pouco trabalhosa, na medida em que exigiu muito de todos, n\u00e3o s\u00f3 da Andrea, mas tamb\u00e9m dos participantes. Para encontrarem estrat\u00e9gias e t\u00e9cnicas para explicarem os conceitos \u00e0 Joana, foi necess\u00e1rio aprofundarem os conhecimentos na \u00e1rea da fotografia. Neste sentido, as aprendizagens em aula, deram lugar a pesquisas aut\u00f3nomas fora do espa\u00e7o formal da Oficina, o que contribuiu n\u00e3o s\u00f3 para uma melhor compreens\u00e3o das quest\u00f5es t\u00e9cnicas e est\u00e9ticas, mas tamb\u00e9m do conceito de inclus\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para consultar<\/h2>\n<p class=\"section--subtitle\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p>ACAPO. (2018). Gloss\u00e1rio. <a href=\"http:\/\/www.acapo.pt\/deficiencia-visual\/glossario\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.acapo.pt\/deficiencia-visual\/glossario<\/a><\/p>\n<p>Corsi, M.,G.,F. (2001). Vis\u00e3o subnormal: interven\u00e7\u00e3o planejada. S\u00e3o Paulo: M.G.F.\u00a0Instituto Nacional de Estat\u00edstica (2012). Censos 2011 Resultados Definitivos \u2013 Portugal. Lisboa: INE I.P.<\/p>\n<p>OMS (2018). Visual impairment and blindness. <a href=\"http:\/\/www.who.int\/mediacentre\/factsheets\/fs282\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.who.int\/mediacentre\/factsheets\/fs282\/en\/<\/a><\/p>\n<p>Sugest\u00f5es de pesquisa<\/p>\n<p>Congresso de Acessibilidade (2017). Teco Barbero, Fot\u00f3grafo, Palestrante e Aux. De Eventos [P\u00e1gina WEB]. Consultado a 30\/05\/2018 a partir de <a href=\"http:\/\/www.congressodeacessibilidade.com\/speaker\/teco-barbero\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.congressodeacessibilidade.com\/speaker\/teco-barbero\/<\/a><\/p>\n<p>Maia, J. (n.d.). Fotografia Cega [Blogue]. <a href=\"http:\/\/fotografiacega.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/fotografiacega.com.br\/<\/a><\/p>\n<p>Mattos, L. K. de; Zanella, A. V; Nuernberg, A. H. (2014). Entre olhares e (in)visibilidades: reflex\u00f5es sobre a fotografia como produ\u00e7\u00e3o dial\u00f3gica. In: Fractal, Rev. Psicol., v. 26 \u2013 n. 3, p. 901-918, Set. \/ Dez. <a href=\"http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/1984-0292\/895\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/1984-0292\/895<\/a><\/p>\n<p>Jardim, J. &amp; Walter, C. (Diretores) (2001). Janela da Alma [Document\u00e1rio em v\u00eddeo]. <a href=\"http:\/\/www.who.int\/mediacentre\/factsheets\/fs282\/en\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=_I9l7upG0DI<\/a><\/p>\n<p>Sugest\u00f5es de leitura<\/p>\n<p>Alves, J. F. (2008). No meio do caminho, tinha um obst\u00e1culo: a leitura de imagem para (e com) o outro. In: Martins, L. A. R.; Nascimento, G.P.; Pires, J. (Org.). Pol\u00edticas e Pr\u00e1ticas Educacionais Inclusivas. Natal\/RN: EDUFRN, p. 367-380.<\/p>\n<p>Freitas, A. G. (2014). N\u00e3o ver e ser visto: Uma experi\u00eancia entre Pontos de Cultura mediada pela fotografia (Especializa\u00e7\u00e3o em Acessibilidade Cultural). Universidade Federal do Rio de Janeiro.<\/p>\n<p>Museu de Arte Moderna (2015). Programa Igual Diferente. S\u00e3o Paulo: Minist\u00e9rio da Cultura, Governo do Estado de S\u00e3o Paulo, Secretaria da Cultura e Museu de Arte Moderna de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso 14: Fotografia para TODOS: um mito ou uma realidade? Autores: Andrea Gurgel1 e Carla Freire2 1 Universidade Federal do Rio Grande do Norte2 Escola Superior de Educa\u00e7\u00e3o e Ci\u00eancias Sociais, Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria Referir este caso: Gurgel, A. &amp; Freire, C. (2018). Fotografia para TODOS: um mito ou uma realidade? In R. Cadima, (&#8230;)<\/p>\n","protected":false},"author":60,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":4,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"page-templates\/stories.php","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-108","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/108","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/users\/60"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=108"}],"version-history":[{"count":18,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/108\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":660,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/108\/revisions\/660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=108"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}