{"id":58,"date":"2018-10-19T11:45:29","date_gmt":"2018-10-19T10:45:29","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/?page_id=58"},"modified":"2019-07-30T14:40:38","modified_gmt":"2019-07-30T13:40:38","slug":"caso-1-o-veu-que-cobre-uma-historia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/caso-1-o-veu-que-cobre-uma-historia\/","title":{"rendered":"Caso 1: O v\u00e9u que cobre uma hist\u00f3ria"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"204\" height=\"173\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/files\/2019\/03\/img-20.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-511\"\/><\/figure><\/div>\n\n\n<div class=\"container\">\n<h1 class=\"article-title\">Caso 1: O v\u00e9u que cobre uma hist\u00f3ria<\/h1>\n<div class=\"author-card\">\n<p class=\"author-name\"><strong>Autor:<\/strong> S\u00f3nia Cunha<\/p>\n<p class=\"author-description\">Gabinete de Marketing Internacional, Polit\u00e9cnico de Leiria<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"author-reference\"><strong>Referir este caso:<\/strong> Cunha, S. (2018). O v\u00e9u que cobre uma hist\u00f3ria. In R. Cadima, I. Pereira, M. Francisco &amp; S. Cunha (Coords.).&nbsp;<em>15 hist\u00f3rias para incluir.<\/em> [Online]. Polit\u00e9cnico de Leiria: Leiria.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para come\u00e7ar<\/h2>\n<p>\u201c<em>A cultura adquire formas diversas atrav\u00e9s do tempo e do espa\u00e7o. Essa diversidade manifesta-se na originalidade e na pluralidade de identidades que caracterizam os grupos e as sociedades que comp\u00f5em a humanidade. Fonte de interc\u00e2mbios, de inova\u00e7\u00e3o e de criatividade, a diversidade cultural \u00e9, para o g\u00e9nero humano, t\u00e3o necess\u00e1ria como a diversidade biol\u00f3gica para a natureza.<\/em>\u201d (UNESCO, 2002:3)<\/p>\n<p>O contexto social e econ\u00f3mico atual, vivido em torno da problem\u00e1tica dos migrantes e refugiados, p\u00f5e esta quest\u00e3o na ordem do dia e desafia a humanidade a viver no seu quotidiano situa\u00e7\u00f5es onde a diferen\u00e7a cultural est\u00e1 patente seja ela de ordem pol\u00edtica, familiar ou religiosa. De acordo com Michel Godet e Jean-Michel Boussemart, citados por Bastos e Albuquerque (2018), \u201c<em>Em 2050, a Europa poder\u00e1&nbsp;estagnar \u00e0 volta de 500 milh\u00f5es de habitantes e&nbsp;perder 49 milh\u00f5es de pessoas em idade de trabalhar&nbsp;no estrato dos 20-64 anos. Ser\u00e3o precisos bra\u00e7os&nbsp;e c\u00e9rebros para compensar estas perdas de ativos<\/em>.\u201d<\/p>\n<p>Portugal \u00e9 o quinto pa\u00eds mais envelhecido do mundo&nbsp;e \u201c<em>enfrenta um problema de d\u00e9fice demogr\u00e1fico que&nbsp;\u00e9 hoje uma emerg\u00eancia<\/em>\u201d. Para tal, ser\u00e1 certamente&nbsp;necess\u00e1rio desenvolver pol\u00edticas de integra\u00e7\u00e3o e&nbsp;consolidar o trabalho de acolhimento de v\u00e1rias&nbsp;popula\u00e7\u00f5es migrantes.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para ler<\/h2>\n<p>O meu nome \u00e9 Ana e estudo artes numa escola do Porto. Gosto do meu curso e da possibilidade que a escola me d\u00e1 em conhecer pessoas de todo o mundo. Tenho uma turma multicultural e no meu grupo de trabalho tenho uma colega do Ir\u00e3o, a Berika. N\u00e3o foi um contacto f\u00e1cil \u00e0 primeira vista, pois ela \u00e9 uma pessoa fechada, mas depois, com o tempo fui aprendendo a conhec\u00ea-la melhor. A sua hist\u00f3ria no Porto come\u00e7a com o fim da sua licenciatura no Ir\u00e3o.<\/p>\n<p>A Berika queria muito fazer o mestrado fora do seu pa\u00eds,&nbsp;e depois de muito google e envio de emails, acabou por&nbsp;eleger Portugal como o seu <em>study abroad destination<\/em> e&nbsp;acab\u00e1mos no mesmo curso, Artes Pl\u00e1sticas, fazendo ela&nbsp;hoje parte da comunidade de estudantes internacionais da&nbsp;escola.<\/p>\n<p>Contou-me que quando soube da sua admiss\u00e3o sentiu borboletas na barriga. Ansiosa por experimentar uma nova cultura, receosa por n\u00e3o saber como seria aceite. Afinal \u00e9 mu\u00e7ulmana, enquanto cerca de 80% da popula\u00e7\u00e3o portuguesa se identifica com religi\u00e3o cat\u00f3lica. D\u00favidas assaltavam-lhe a mente: Quantos estudantes mu\u00e7ulmanos haveria? E dos pa\u00edses \u00e1rabes?<\/p>\n<p>Quando c\u00e1 chegou percebeu rapidamente que fazia parte&nbsp;de uma minoria e a press\u00e3o de se sentir diferente foi quase&nbsp;inevit\u00e1vel. E os primeiros embates logo se fizeram sentir. E&nbsp;eu como testemunha. \u00c9 verdade!<\/p>\n<p>Numa aula de Hist\u00f3ria das Ideias, o professor pediu para nos juntarmos em grupos de 3 para desenvolver um projeto. Como normalmente fa\u00e7o o trabalho com a Leonor, amiga de longa data, que n\u00e3o estava nesse dia, decidi convidar a Berika para se juntar ao grupo, pedido esse aceite de imediato. No dia seguinte, encontrei-me com a Leonor, e no meio de tantos assuntos, veio \u00e0 baila a quest\u00e3o do trabalho de grupo para a cadeira da Hist\u00f3ria das Ideias e contei-lhe que a Berika estava no grupo.<\/p>\n<div class=\"story--dialog\">\n<p>&#8211; Quem???? A do len\u00e7o??? \u2013 pergunta-me ela incr\u00e9dula.<\/p>\n<p>&#8211; Sim, a Berika. \u2013 respondi-lhe admirada.<\/p>\n<p>&#8211; Mas porqu\u00ea? N\u00e3o havia outra pessoa? \u2013 continua ela.<\/p>\n<p>&#8211; Mas qual \u00e9 o problema Leonor? N\u00e3o estou a perceber\u2026 \u2013 pergunto j\u00e1 chateada.<\/p>\n<p>&#8211; N\u00e3o est\u00e1s a perceber? N\u00e3o v\u00eas as not\u00edcias? Aquele len\u00e7o\u2026 desconfia Ana, desconfia\u2026 tu tens sempre a mania de confiares em toda a gente e agora \u00e9 preciso ter muito cuidado com quem andamos.<\/p>\n<p>&#8211; Leonor, tu nunca falaste com ela. Nem sequer lhe est\u00e1s a dar uma oportunidade de a&nbsp;conhecer melhor. Est\u00e1s a julg\u00e1-la por ela usar o <em>hijab<\/em>?<\/p>\n<p>&#8211; O qu\u00ea? O que \u00e9 isso? Nem sei do que falas.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 o v\u00e9u ou len\u00e7o. Aprende: a palavra \u00e9 de origem \u00e1rabe e por isso utilizada em todo&nbsp;o mundo isl\u00e2mico e quer dizer \u201ccobertura\u201d. Se tivesses falado um pouco com ela, ias&nbsp;perceber, e ganhavas mais um pouco de cultura, n\u00e3o?<\/p>\n<p>&#8211; Ah, ah, ah&#8230; Pois n\u00e3o sei\u2026 O que sei \u00e9 que o uso do len\u00e7o foi proibido em alguns pa\u00edses, tipo a Fran\u00e7a e B\u00e9lgica. Alguma raz\u00e3o deve haver, n\u00e3o te parece? E mais, se est\u00e1 em Portugal n\u00e3o precisa de o usar. Segue as regras do pa\u00eds de acolhimento\u2026 a mim parece bastante l\u00f3gico.<\/p>\n<p>&#8211; Mas onde vamos com esta conversa? N\u00e3o a queres no grupo, \u00e9 isso? Achas que ela vai&nbsp;detonar uma bomba? Boom! Achas que pode estar a passar informa\u00e7\u00e3o do nosso trabalho&nbsp;aos outros grupos? \u2013 pergunto-lhe em tom ir\u00f3nico.<\/p>\n<p>&#8211; \u00c9 isso mesmo! N\u00e3o vou fazer trabalho com ela. Escolhe, ou ela ou eu. Prefiro fazer com&nbsp;portugueses e para mais n\u00e3o me apetece estar constantemente a falar ingl\u00eas, fixar os olhos naquele ar s\u00e9rio de quem raramente ri.<\/p>\n<\/div>\n<p>Mau. Por esta \u00e9 que eu n\u00e3o estava \u00e0 espera. Ent\u00e3o a minha amiga de sempre, aquela&nbsp;que me acompanha desde o secund\u00e1rio est\u00e1 a fazer-me chantagem? Ent\u00e3o e agora?<\/p>\n<p>Fiquei sem saber o que fazer&#8230; dizer \u00e0 Berika que afinal n\u00e3o dava para ficar no&nbsp;grupo? N\u00e3o lhe podia fazer isso! Ainda no outro dia me senti impotente perante o desabafo da Berika:<\/p>\n<div class=\"story--dialog\">\n<p>&#8211; Ana, o Isl\u00e3o faz parte de quem eu sou. Mas n\u00e3o consigo evitar sentir press\u00e3o. Sentir que estou a ser julgada com base em como eu sou ou visto. Sinto que n\u00e3o me posso dar ao luxo de ter um dia ruim, com medo de generaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<\/div>\n<p>E ela tinha raz\u00e3o. Eu bem via os olhares dos outros. E n\u00e3o me posso esquecer daquele dia&nbsp;em que um estudante a abordou em tom jocoso e perguntou:<\/p>\n<div class=\"story--dialog\">\n<p>&#8211; Olha l\u00e1, em algum momento podes tirar essa cena?<\/p>\n<p>&#8211; Eu n\u00e3o tomo banho com isto &#8211; respondeu ela meio apanhada de surpresa.<\/p>\n<\/div>\n<p>As l\u00e1grimas saltaram-lhe dos olhos e eu ali sem saber muito bem como consol\u00e1-la.&nbsp;E ela mesmo assim recomp\u00f4s-se e disse-me:<\/p>\n<div class=\"story--dialog\">\n<p>&#8211; Eu j\u00e1 percebi que a escola tem estudantes de origens muito diversas e eu sei que muitos deles n\u00e3o t\u00eam grandes popula\u00e7\u00f5es mu\u00e7ulmanas nos seus pa\u00edses. Sei que muitos nem sequer viram um mu\u00e7ulmano e s\u00e3o agu\u00e7ados pela curiosidade e fazem-me perguntas loucas, do tipo \u201cOuvi dizer que os homens podem ter quatro esposas &#8230;\u201d. Mas eu tento responder porque \u00e9 uma maneira de eu tamb\u00e9m passar uma mensagem sobre a minha identidade cultural e religiosa e desmistificar algumas quest\u00f5es. Mas gosto de sentir que as pessoas est\u00e3o realmente interessadas. N\u00e3o est\u00e3o a gozar ou a julgar. \u00c0s vezes sinto mesmo a falta de poder estar com algu\u00e9m que vive as mesmas coisas. Sair em grupo com mais mu\u00e7ulmanos, ir a eventos e at\u00e9 mesmo rezar&#8230;<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para equacionar<\/h2>\n<p>Como integrar estes casos?<\/p>\n<ul>\n<li>Desmistificar o uso do len\u00e7o<\/li>\n<li>Di\u00e1logo intercultural<\/li>\n<li>Acolhimento de minorias<\/li>\n<li>Apoio institucional<\/li>\n<li>Papel de cada indiv\u00edduo<\/li>\n<li>Regras da comunidade de&nbsp;acolhimento ou da cultura nativa<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para debater<\/h2>\n<h3 class=\"section--subtitle\">1. Colocando-se no papel da Ana o que faria?<\/h3>\n<p>A nossa vida confronta-nos diariamente com a tomada de decis\u00f5es e algumas delas&nbsp;nada f\u00e1ceis. Est\u00e3o envolvidos neste caso valores como respeito, toler\u00e2ncia, liberdade.&nbsp;Mas tamb\u00e9m existe uma rela\u00e7\u00e3o longa de amizade.<\/p>\n<p>O que faria se fosse a Ana? Tentaria&nbsp;convencer\/argumentar com a Leonor a fazer o trabalho a 3 ou seguiria apenas com a&nbsp;Berika e fazia o trabalho a duas?<\/p>\n<p>J\u00e1 enfrentou situa\u00e7\u00f5es semelhantes?<\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle\">2. Quem pode e como mediar as rela\u00e7\u00f5es interculturais?<\/h3>\n<p>Numa era de globaliza\u00e7\u00e3o \u00e9 cada vez mais comum a presen\u00e7a de diferentes nacionalidades, etnias, religi\u00f5es, etc., em diversos cen\u00e1rios, sejam eles, de natureza profissional, acad\u00e9mica ou social.<\/p>\n<p>Faz sentido existirem mediadores, equipas multidisciplinares, grupos sociais, para&nbsp;gerir estas rela\u00e7\u00f5es?<\/p>\n<p>Se sim, quem s\u00e3o estas pessoas e onde devem estar integradas?&nbsp;Que a\u00e7\u00f5es devem ser tomadas para promover a educa\u00e7\u00e3o para a diferen\u00e7a?<\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle\">3. Como conciliar a pluralidade cultural e as diferen\u00e7as individuais?<\/h3>\n<p>No mundo global tem-se assistido ao aumento de tens\u00f5es sociais e \u00e0 consequente necessidade do indiv\u00edduo se refugiar com aqueles com quem se identifica.<\/p>\n<p>Como mediar e gerir estes processos de intera\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p>Quando se fala de&nbsp;diversidade cultural, falamos (obrigatoriamente) em conflito?<\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle\">4. Como desmistificar o uso do len\u00e7o na nossa comunidade?<\/h3>\n<p>O uso do len\u00e7o \u00e9 um tema controverso e muitas vezes \u00e9 associado a atos de terrorismo, ou de comportamentos radicais. Em alguns pa\u00edses o seu uso foi condicionado ou proibido ( Jornal P\u00fablico, 14 de mar\u00e7o de 2017). De facto, nesta hist\u00f3ria, o len\u00e7o \u00e9 inibidor de di\u00e1logo.<\/p>\n<p>Dever\u00e3o ser promovidas a\u00e7\u00f5es de esclarecimento sobre o uso do v\u00e9u ou, pelo contr\u00e1rio, dever\u00e1 ser proibido (por quem e em que condi\u00e7\u00f5es) o seu uso em p\u00fablico?<\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle\">5. Est\u00e3o as institui\u00e7\u00f5es e os indiv\u00edduos preparados para acolher as minorias?<\/h3>\n<p>\u201cPortugal \u00e9 o terceiro pa\u00eds mais pac\u00edfico do mundo, num ranking de 163 pa\u00edses&nbsp;(\u2026) tendo subido duas posi\u00e7\u00f5es este ano\u201d (Jornal de not\u00edcias, 01 de junho de&nbsp;2017).<\/p>\n<p>Sendo Portugal considerado um dos pa\u00edses mais hospitaleiros e agora o terceiro&nbsp;mais pac\u00edfico, significar\u00e1 isto que estamos naturalmente preparados para a&nbsp;diversidade? Ou ainda h\u00e1 muito a fazer no campo da interven\u00e7\u00e3o social no que&nbsp;respeita a quest\u00f5es de preconceito e acolhimento de minorias?<\/p>\n<blockquote>\n<p>Se h\u00e1 diferen\u00e7as culturais na sala de aula, \u00e9 melhor falar sobre elas&#8230; fazer perguntas.<br>Todos saem a ganhar quando diferentes culturas interagem e se conhecem.<cite>Manuel Teixeira<\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para reter<\/h2>\n<p>N\u00e3o existindo um desfecho real para esta situa\u00e7\u00e3o, permanece o desafio \u00e0s institui\u00e7\u00f5es, \u00e0 comunidade e aos indiv\u00edduos.&nbsp;Contudo ficam algumas recomenda\u00e7\u00f5es baseadas em situa\u00e7\u00f5es reais que, na problem\u00e1tica, se assemelham com a hist\u00f3ria&nbsp;apresentada.<\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle-header\">Recomenda\u00e7\u00f5es para este caso:<\/h3>\n<h4 class=\"section--subtitle\">Recomenda\u00e7\u00e3o 1<\/h4>\n<p>Promover debates, discuss\u00f5es na comunidade educativa sobre diferen\u00e7as culturais aumentando a consciencializa\u00e7\u00e3o para a&nbsp;responsabilidade social. A Ana, em conjunto com a Berika podem desenvolver iniciativas que promovam a divulga\u00e7\u00e3o da sua&nbsp;cultura, inclusivamente, sobre os diferentes significados da indument\u00e1ria t\u00edpica dos pa\u00edses isl\u00e2micos, atividades religiosas, etc.<\/p>\n<h4 class=\"section--subtitle\">Recomenda\u00e7\u00e3o 2<\/h4>\n<p>Ouvir o feedback de quem est\u00e1 \u201cem minoria\u201d e perceber onde e como se pode atuar.<\/p>\n<h4 class=\"section--subtitle\">Recomenda\u00e7\u00e3o 3<\/h4>\n<p>Desenvolver programas de rede fam\u00edlia-escola-sala de aula e mobilizar outros players para desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es&nbsp;partilhadas com as institui\u00e7\u00f5es de ensino superior.<\/p>\n<h4 class=\"section--subtitle\">Recomenda\u00e7\u00e3o 4<\/h4>\n<p>Organizar n\u00facleos, academias ou outros grupos onde na sua composi\u00e7\u00e3o estejam estudantes de nacionalidades diferentes&nbsp;que atuem como embaixadores\/ buddies\/ mentores, e que tenham vivido na primeira pessoa as mesmas dificuldades e&nbsp;possam ajudar \u00e0 integra\u00e7\u00e3o da Berika com o seu testemunho e experi\u00eancia.<\/p>\n<h4 class=\"section--subtitle\">Recomenda\u00e7\u00e3o 5<\/h4>\n<p>A Berika, com a ajuda da Ana, pode pesquisar e localizar a exist\u00eancia de uma comunidade mu\u00e7ulmana no Porto, procurando quer um espa\u00e7o de ora\u00e7\u00e3o, quer motivando o envolvimento dessa comunidade para uma participa\u00e7\u00e3o nas atividades\/eventos da comunidade educativa.<\/p>\n<h4 class=\"section--subtitle\">Recomenda\u00e7\u00e3o 6<\/h4>\n<p>Dar exemplos \u00e0 Leonor de outras situa\u00e7\u00f5es iguais \u00e0 que est\u00e1 a viver, onde uma decis\u00e3o baseada num preconceito acabou por&nbsp;se revelar precipitada, pois no final a diversidade cultural potenciou uma aprendizagem mais rica.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para consultar<\/h2>\n<h3 class=\"section--subtitle\">Refer\u00eancias<\/h3>\n<p>Bastos, J. e Albuquerque, R. (2018, fevereiro, 18). Europa a caminho do \u201csuic\u00eddio demogr\u00e1fico\u201d. Expresso [Online]. <a href=\"https:\/\/expresso.sapo.pt\/sociedade\/2018-02-18-Europa-a-caminho-do-suicidio-demografico-1#gs.IY5vp3I\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/expresso.sapo.pt\/sociedade\/2018-02-18-Europa-a-caminho-do-suicidio-demografico-1#gs.IY5vp3I<\/a><\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00e3o Universal sobre a Diversidade Cultural (2002) da UNESCO. Confer\u00eancia Geral da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e&nbsp;Cultura, de 2 de novembro de 2001. <a href=\"http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0012\/001271\/127160por.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/unesdoc.unesco.org\/images\/0012\/001271\/127160por.pdf<\/a><\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle\">Sugest\u00f5es de pesquisa<\/h3>\n<p>Coelho, M. H. (2008). A Constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica da multiculturalidade. In Portugal: percursos de interculturalidade, Volume I &#8211; Ra\u00edzes e Estruturas. <a href=\"http:\/\/www.om.acm.gov.pt\/documents\/58428\/182327\/1_PI_Cap2.pdf\/2571d4a8-e5f3-4f25-b9bf-ec5c6748db9c\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.om.acm.gov.pt\/documents\/58428\/182327\/1_PI_Cap2.pdf\/2571d4a8-e5f3-4f25-b9bf-ec5c6748db9c&nbsp;<\/a><\/p>\n<p>Caldas, A. (2008) A biologia da multiculturalidade. In Portugal: percursos de interculturalidade, Volume I &#8211; Ra\u00edzes e Estruturas. <a href=\"http:\/\/www.om.acm.gov.pt\/documents\/58428\/182327\/1_PI_Cap1.pdf\/ff2b14ac-b218-4927-ab83-a1b0da412b06\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.om.acm.gov.pt\/documents\/58428\/182327\/1_PI_Cap1.pdf\/ff2b14ac-b218-4927-ab83-a1b0da412b06<\/a><\/p>\n<p>Dire\u00e7\u00e3o-Geral da Educa\u00e7\u00e3o (2018) Educa\u00e7\u00e3o Intercultural. [website] <a href=\"http:\/\/www.dge.mec.pt\/educacao-intercultural\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.dge.mec.pt\/educacao-intercultural<\/a><\/p>\n<h3 class=\"section--subtitle\">Relacionados<\/h3>\n<p>Observat\u00f3rio da Responsabilidade Social e Institui\u00e7\u00f5es de Ensino Superior (ORSIES) <a href=\"http:\/\/orsies.forum.pt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/orsies.forum.pt\/<\/a><\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso 1: O v\u00e9u que cobre uma hist\u00f3ria Autor: S\u00f3nia Cunha Gabinete de Marketing Internacional, Polit\u00e9cnico de Leiria Referir este caso: Cunha, S. (2018). O v\u00e9u que cobre uma hist\u00f3ria. In R. Cadima, I. Pereira, M. Francisco &amp; S. Cunha (Coords.).&nbsp;15 hist\u00f3rias para incluir. [Online]. Polit\u00e9cnico de Leiria: Leiria. 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