{"id":84,"date":"2018-10-19T17:10:22","date_gmt":"2018-10-19T16:10:22","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/?page_id=84"},"modified":"2019-05-16T15:01:59","modified_gmt":"2019-05-16T14:01:59","slug":"caso-2-o-elearning-os-simbolos-e-outros-desafios","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/caso-2-o-elearning-os-simbolos-e-outros-desafios\/","title":{"rendered":"Caso 2: O eLearning, os s\u00edmbolos e outros desafios"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"181\" height=\"173\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/15historias\/files\/2019\/03\/img-21.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-512\" \/><\/figure><\/div>\n\n\n<div class=\"container\">\n<h1 class=\"article-title\">Caso 2: O eLearning, os s\u00edmbolos e outros desafios<\/h1>\n<div class=\"author-card\">\n<p class=\"author-name\"><strong>Autores:<\/strong> Carina Rodrigues e Manuela Francisco<\/p>\n<p class=\"author-description\">Unidade de Ensino a Dist\u00e2ncia, Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria<\/p>\n<\/div>\n<p class=\"author-reference\"><strong>Referir este caso:<\/strong> Francisco, M. &amp; Rodrigues, C. (2018). O eLearning, os s\u00edmbolos e outros desafios. In R. Cadima, I. Pereira, M. Francisco &amp; S. Cunha (Coords.).\u00a0<em>15 hist\u00f3rias para incluir.<\/em> [Online]. Polit\u00e9cnico de Leiria: Leiria.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para come\u00e7ar<\/h2>\n<p>O e-learning ou eLearning, onde o \u2018e\u2019 significa electronic, \u00e9 uma modalidade de ensino que utiliza a tecnologia como ve\u00edculo do processo de ensino-aprendizagem, onde s\u00e3o disponibilizados conte\u00fados digitais e desencadeadas intera\u00e7\u00f5es recorrendo a diferentes meios (Laurillard, 2008, 2002; McGreal &amp; Elliott, 2004). Recorrendo a ferramentas de comunica\u00e7\u00e3o e intera\u00e7\u00e3o fundamentalmente ass\u00edncrona, estudantes e professor interagem em momentos diferentes n\u00e3o sendo necess\u00e1rio simultaneidade temporal e espacial.<\/p>\n<p>No que respeita \u00e0 inclus\u00e3o e acessibilidade no\u00a0eLearning, parte-se do pressuposto apontado por\u00a0Berners-Lee (1997), que o grande potencial da\u00a0internet \u00e9 a sua universalidade, pelo que o seu acesso n\u00e3o deve estar vedado a nenhum cidad\u00e3o.\u00a0Com base nesta premissa, considera-se que para um\u00a0ensino online verdadeiramente inclusivo, deve ser garantido o acesso a todos os conte\u00fados, intera\u00e7\u00f5es e funcionalidades disponibilizadas na plataforma web adotada pela institui\u00e7\u00e3o. Por\u00e9m, o processo de\u00a0implementar um eLearning inclusivo e acess\u00edvel \u00e9\u00a0complexo. Se por um lado se adaptam conte\u00fados\u00a0textuais com alguma facilidade seguindo as normas de acessibilidade do W3C, o mesmo n\u00e3o acontece\u00a0com conte\u00fados mais complexos como a m\u00fasica, matem\u00e1tica e outros, designados por conte\u00fados\u00a0STEM (science, technology, engineering, and\u00a0mathematics).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para ler<\/h2>\n<p>Sou a Maria, tenho 47 anos e sou professora de matem\u00e1tica.\u00a0Ensinar sempre foi a minha paix\u00e3o. Ainda estava na\u00a0faculdade e j\u00e1 dava explica\u00e7\u00f5es a jovens do ensino b\u00e1sico e\u00a0secund\u00e1rio&#8230; e sentia que tinha jeito. Assim que terminei o\u00a0meu curso concorri para dar aulas e consegui entrar numa\u00a0escola secund\u00e1ria. Andei a saltitar entre escolas pelo pa\u00eds.\u00a0Decidi fazer doutoramento e fiquei atenta aos concursos\u00a0para lecionar no ensino superior&#8230; e h\u00e1 cerca de 6 anos\u00a0consegui&#8230; depois de muitos concursos!!!<\/p>\n<p>Como adoro desafios, aceitei este ano algo completamente\u00a0novo para mim &#8211; lecionar em regime de eLearning. Foi-me\u00a0proposto pelo coordenador de curso lecionar uma unidade\u00a0curricular de matem\u00e1tica no 2\u00ba semestre&#8230; ele garantiu-me\u00a0que n\u00e3o era nada complicado. Fiquei assustada, confesso.\u00a0Era tudo novidade para mim. Rapidamente, comecei a\u00a0investigar sobre a forma de ensinar online, que tecnologia\u00a0teria de dominar, que tipo de exerc\u00edcios podia fazer, como\u00a0faria com os conte\u00fados &#8211; s\u00f3 pensava em gravar aulas e fazer\u00a0digitaliza\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Eram muitas as d\u00favidas&#8230; por isso decidi inscrever-me num curso online, um desses que agora toda a gente fala &#8211; MOOC. Achei que devia passar pela experi\u00eancia de ser aluno online e perceber o que se passa \u201cdo outro lado\u201d. L\u00e1 fiz umas pesquisas e encontrei um da Open University que parecia responder a algumas das minhas quest\u00f5es \u201cCreating open educational resources\u201d. Foi r\u00e1pido e aprendi algumas coisas interessantes&#8230; at\u00e9 tive vergonha de ter pensado em digitaliza\u00e7\u00f5es com tantas ferramentas que permitem criar conte\u00fados interessantes.<\/p>\n<p>J\u00e1 estava cheia de ideias. Muito segura de mim, fui falar com o coordenador para lhe explicar o que pensava fazer. Ele achou muito interessante, mas alertou-me que a turma onde iria lecionar tinha um estudante cego. A\u00ed tudo me caiu! Entrei em p\u00e2nico! Nunca socializei com uma pessoa cega quanto mais ensinar. Perguntei se havia algu\u00e9m na institui\u00e7\u00e3o que desse forma\u00e7\u00e3o sobre pessoas com necessidades especiais. A resposta foi negativa, mas deu-me um conselho \u201dExperimente falar com os outros colegas que est\u00e3o a lecionar nessa turma\u201d.<\/p>\n<p>Bom, sem algu\u00e9m especialista na mat\u00e9ria para ajudar, como\u00a0haveria de fazer? E os exerc\u00edcios? Como ia explicar mat\u00e9rias\u00a0eminentemente visuais onde os s\u00edmbolos predominam? Teria de\u00a0aprender Braille&#8230; num m\u00eas??? Sim, estava a um m\u00eas do in\u00edcio do\u00a0semestre!!!<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para equacionar<\/h2>\n<p>Repensar a metodologia de ensino<\/p>\n<ul>\n<li>Onde se informar<\/li>\n<li>Que estrat\u00e9gias adotar<\/li>\n<li>Como abordar o aluno<\/li>\n<li>Problema da leitura\/escrita linear da matem\u00e1tica<\/li>\n<li>Como preparar os conte\u00fados<\/li>\n<li>Que ferramentas usar<\/li>\n<li>Acompanhamento do percurso\u00a0de aprendizagem<\/li>\n<li>Avalia\u00e7\u00e3o das aprendizagens<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para debater<\/h2>\n<p class=\"section--subtitle\">1. Como abordar o aluno?<\/p>\n<p>A Maria s\u00f3 tem informa\u00e7\u00e3o de que o estudante \u00e9 cego.<\/p>\n<p>Dever\u00e1 obter mais informa\u00e7\u00f5es?\u00a0Ser\u00e1 que \u00e9 pertinente colocar as suas d\u00favidas diretamente ao estudante?<\/p>\n<p>Algumas d\u00favidas\u00a0s\u00e3o talvez muito b\u00e1sicas&#8230; \u201cse ele n\u00e3o v\u00ea como usa o computador\u201d? Ele poder\u00e1 ficar\u00a0ofendido ou pensar que ela \u00e9 uma incompetente&#8230;<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">2. Que estrat\u00e9gias espec\u00edficas para os conte\u00fados STEM?<\/p>\n<p>Vamos tentar entrar na especificidade dos conte\u00fados STEM (Science, Technology,\u00a0Engineering, and Mathematics) e no uso da tecnologia digital. A Maria, \u00e0 semelhan\u00e7a\u00a0de outros professores de matem\u00e1tica e outras ci\u00eancias exatas, utiliza o software\u00a0LaTeX para criar exerc\u00edcios. Ou seja, os documentos\u00a0j\u00e1 est\u00e3o em formato digital, mas com muita informa\u00e7\u00e3o visual.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que os leitores de ecr\u00e3 conseguem ler estes ficheiros? Ser\u00e1 que devem ser\u00a0convertidos para Braille, uma vez que nem todos os cegos sabem Braille.<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">3. E se for outra \u00e1rea?<\/p>\n<p>O problema da Maria \u00e9 ensinar matem\u00e1tica a um estudante cego&#8230; mas e se fosse noutra \u00e1rea?<\/p>\n<p>Qual seria a abordagem da Maria se tivesse de ensinar m\u00fasica, artes visuais, f\u00edsica, qu\u00edmica&#8230;?\u00a0Os desafios seriam os mesmos?<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">4. Como acompanhar o percurso de aprendizagem do estudante?<\/p>\n<p>No caso dos exerc\u00edcios que os estudantes devem resolver e enviar para corre\u00e7\u00e3o,\u00a0a Maria disponibiliza os enunciados na plataforma, os estudantes descarregam os\u00a0ficheiros e imprimem. Depois dos exerc\u00edcios resolvidos, os estudantes digitalizam e\u00a0submetem para avalia\u00e7\u00e3o na plataforma de eLearning.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que o procedimento ser\u00e1 o mesmo com o estudante cego? E se ele resolver os\u00a0exerc\u00edcios em Braille como \u00e9 que a Maria vai perceber o que ele escreveu? Qual a melhor forma de acompanhar a aprendizagem deste estudante cego?<\/p>\n<p class=\"section--subtitle\">5. Como preparar os materiais e que ferramentas deve usar?<\/p>\n<p>A Maria pensou em disponibilizar na plataforma de elearning cap\u00edtulos de livros e exerc\u00edcios digitalizados. Tamb\u00e9m ponderou disponibilizar alguns v\u00eddeos criados por ela a explicar a mat\u00e9ria.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 que estes materiais s\u00e3o adequados para o estudante cego?\u00a0O que deve fazer para que os mesmos lhe sejam \u00fateis?<\/p>\n<blockquote>\n<p>S\u00f3 depois de contactar o aluno \u00e9 que a Maria poder\u00e1 saber quais as melhores estrat\u00e9gias a serem adotadas.<br \/><cite>Cristiana Bastos<\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>No caso do aluno cego, ele\u00a0n\u00e3o necessita de imprimir a\u00a0documenta\u00e7\u00e3o: precisa apenas que\u00a0o documento possa ser lido pelas\u00a0tecnologias de apoio que ele utiliza\u00a0(&#8230;) provavelmente, a Maria ter\u00e1 de\u00a0adaptar algum material para escrita\u00a0Braille (&#8230;).<br \/><cite>Marta Costa<\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<blockquote>\n<p>(\u2026) Os cegos fazem as\u00a0mesmas coisas que os\u00a0demais, apenas usam\u00a0t\u00e9cnicas diferentes. O\u00a0que marca a diferen\u00e7a\u00a0s\u00e3o as \u201ct\u00e9cnicas\u201d usadas\u00a0e n\u00e3o as pessoas.<br \/><cite>Manuel Teixeira<\/cite><\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n<div class=\"container--gray mr-top30 mr-bottom50\">\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para reter<\/h2>\n<p>Considerando que cada caso \u00e9 um caso e que as solu\u00e7\u00f5es adotadas para uma situa\u00e7\u00e3o poder\u00e3o n\u00e3o ser as indicadas para\u00a0outras, deixamos um poss\u00edvel desfecho, baseado numa situa\u00e7\u00e3o real.<\/p>\n<p>Se o estudante cego n\u00e3o dominar o sistema Braille, dever\u00e1 ser adotada outra estrat\u00e9gia de comunica\u00e7\u00e3o, por exemplo, com\u00a0recurso \u00e0 tecnologia.<\/p>\n<p>Atualmente existem alguns programas que permitem fazer uma leitura linear de f\u00f3rmulas e gr\u00e1ficos, como por exemplo\u00a0o MathML. Por\u00e9m, para usar esta linguagem \u00e9 necess\u00e1rio conhecer a sua\u00a0estrutura e c\u00f3digo, por parte dos docentes e por parte dos estudantes. No caso dos docentes, ser\u00e1 mais simples uma vez que\u00a0existem conversores de LaTeX &#8211; software usado por muitos docentes de matem\u00e1tica &#8211; para\u00a0MathML e vice-versa.<\/p>\n<p>No entanto, para o estudante cego, caso n\u00e3o tenha aprendido esta linguagem, em particular no ensino\u00a0secund\u00e1rio, ler ou fazer exerc\u00edcios em MathMl poder\u00e1 exigir uma aprendizagem extracurricular, colocando-o em desvantagem\u00a0relativamente aos restantes colegas.<\/p>\n<p>Neste caso, e por sugest\u00e3o do estudante, optou-se pelo ASCII Math por ser muito mais simples. Todos\u00a0os documentos foram disponibilizados na plataforma de eLearning em vers\u00e3o PDF (criado a partir do LaTeX) e em vers\u00e3o\u00a0ASCII Math. Os trabalhos submetidos pelo estudante eram realizados em ASCII Math.\u00a0Contudo, a leitura linear da matem\u00e1tica exige mais tempo que a leitura gr\u00e1fica, ou seja, \u00e9 necess\u00e1rio ler linha a linha, ao\u00a0passo que a leitura gr\u00e1fica (visual) permite saltar entre linhas e ter uma vis\u00e3o do problema inicial ou de uma etapa espec\u00edfica\u00a0do processo de resolu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Sugest\u00f5es para as institui\u00e7\u00f5es de ensino:<\/p>\n<ul>\n<li>Apostar no ensino do Braille aos docentes;<\/li>\n<li>Desenvolver a\u00e7\u00f5es de forma\u00e7\u00e3o, para docentes e estudantes, relativamente ao MathML e\/ou ASCII Math;<\/li>\n<li>Dar tempo aos docentes para prepararem previamente os materiais;<\/li>\n<li>Formar a comunidade acad\u00e9mica relativamente \u00e0 intera\u00e7\u00e3o com diferentes perfis de pessoas e v\u00e1rios modos de\u00a0comunica\u00e7\u00e3o\/intera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"container\">\n<h2 class=\"article-subtitle\">Para consultar<\/h2>\n<p class=\"section--subtitle\">Refer\u00eancias<\/p>\n<p>Berners-Lee, T. (1997). Realising the Full Potential of the Web. Based on a talk presented at the W3C meeting, London, 1997\/12\/3. [Online]. <a href=\"http:\/\/www.w3.org\/1998\/02\/Potential.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/www.w3.org\/1998\/02\/Potential.html<\/a><\/p>\n<p>Laurillard, D. (2008). Digital technologies and their role in achieving our ambitions for education. London: Institute of Education, University of London. <a href=\"http:\/\/eprints.ioe.ac.uk\/628\/1\/Laurillard2008Digital_technologies.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/eprints.ioe.ac.uk\/628\/1\/Laurillard2008Digital_technologies.pdf<\/a><\/p>\n<p>Laurillard, D. (2002). Rethinking University Teaching: A Conversational Framework for the Effective Use of Learning Technologies. (2\u00aa edi\u00e7\u00e3o). London:\u00a0Routledge Falmer.<\/p>\n<p>McGreal, Rory &amp; Elliott, Michael (2004). Technologies of Online Learning (E-learning). In T. Anderson &amp; F. Elloumi (Eds.), Theory and Practice of Online\u00a0Learning (5). Athabasca University.<\/p>\n<p><strong>Sugest\u00f5es de pesquisa<\/strong><\/p>\n<p>ASCII Math (<a href=\"http:\/\/asciimath.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">http:\/\/asciimath.org\/<\/a>)<\/p>\n<p>LaTeX (<a href=\"https:\/\/www.latex-project.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/www.latex-project.org\/<\/a>)<\/p>\n<p>MathML (<a href=\"https:\/\/w3c.github.io\/mathml\/mathml.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">https:\/\/w3c.github.io\/mathml\/mathml.html<\/a>)<\/p>\n<\/div>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caso 2: O eLearning, os s\u00edmbolos e outros desafios Autores: Carina Rodrigues e Manuela Francisco Unidade de Ensino a Dist\u00e2ncia, Instituto Polit\u00e9cnico de Leiria Referir este caso: Francisco, M. &amp; Rodrigues, C. (2018). O eLearning, os s\u00edmbolos e outros desafios. In R. Cadima, I. Pereira, M. Francisco &amp; S. 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