{"id":296,"date":"2021-07-09T13:50:57","date_gmt":"2021-07-09T13:50:57","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/emda\/?page_id=296"},"modified":"2021-09-20T10:57:51","modified_gmt":"2021-09-20T10:57:51","slug":"emda-1","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/emda\/emda-1\/","title":{"rendered":"EMDA 1 &#8211; 14 de julho de 2021"},"content":{"rendered":"\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\">\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:100%\"><\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">O apresentador<\/h2>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex\">\n<div class=\"wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:66.66%\">\n<p><strong>Miguel Moiteiro Marques<\/strong><br>Universidade Aberta \/ CELGA-ILTEC da Universidade de Coimbra<br><br><strong>Biografia<\/strong><br>Ex-jornalista (1989-2003), formou-se como professor de portugu\u00eas e ingl\u00eas na Faculdade de Letras de Lisboa em 2006. De 2006 a 2011, foi leitor do Instituto Cam\u00f5es na Venezuela e na Nig\u00e9ria. De regresso \u00e0 FLUL, concluiu o mestrado em PLE\/PL2 (2017) e trabalhou como docente de PLE (2012-16\/2020-21). Iniciou o doutoramento em Estudos Portugueses na Universidade Aberta em 2018, quando foi leitor do Instituto Cam\u00f5es na Universidade da Nam\u00edbia (2017-20).<br><br><strong>CV<\/strong><br><a href=\"https:\/\/orcid.org\/0000-0001-8738-8682\">https:\/\/orcid.org\/0000-0001-8738-8682<\/a><\/p>\n<\/div>\n\n\n\n<div class=\"wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow\" style=\"flex-basis:33.33%\">\n<div class=\"wp-block-image is-style-rounded\"><figure class=\"aligncenter size-large is-resized\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/emda\/files\/2021\/07\/FotoDoCidadao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-300\" width=\"158\" height=\"211\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/emda\/files\/2021\/07\/FotoDoCidadao.jpg 360w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/emda\/files\/2021\/07\/FotoDoCidadao-225x300.jpg 225w\" sizes=\"(max-width: 158px) 100vw, 158px\" \/><figcaption>Miguel Moiteiro Marques<\/figcaption><\/figure><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">A apresenta\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<\/div>\n<\/div>\n\n\n\n<p><strong>T\u00edtulo<br><\/strong>O g\u00e9nero disserta\u00e7\u00e3o de mestrado em Portugal: propriedades estruturais,<br>estil\u00edsticas e tem\u00e1ticas de textos das \u00e1reas das ci\u00eancias e das humanidades<br><br><strong>Resumo<\/strong><br>Ser\u00e3o apresentadas as linhas gerais do projeto de tese que est\u00e1 a ser preparado no doutoramento em Estudos Portugueses (especialidade Lingu\u00edstica). O objeto de estudo s\u00e3o textos do g\u00e9nero acad\u00e9mico <em>disserta\u00e7\u00e3o de mestrado<\/em> apresentados em Portugal em duas \u00e1reas disciplinares tradicionalmente distintas (Hyland, 2004): Ci\u00eancias Naturais e Tecnol\u00f3gicas, Engenharias e Matem\u00e1tica (CTEM) <em>vs.<\/em> Ci\u00eancias Sociais e Humanas e Humanidades (CSHH). Os objetivos principais s\u00e3o identificar as suas propriedades estruturais, estil\u00edsticas e tem\u00e1ticas e assinalar as diferen\u00e7as associadas \u00e0s \u00e1reas disciplinares em que se inscrevem, explorando a rela\u00e7\u00e3o entre o g\u00e9nero <em>disserta\u00e7\u00e3o de mestrado<\/em> e a constru\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico especializado em diferentes \u00e1reas disciplinares.<\/p>\n\n\n\n<p>Toma-se como base um quadro te\u00f3rico-metodol\u00f3gico comp\u00f3sito, com contributos de diversos modelos te\u00f3ricos: An\u00e1lise Textual dos Discursos (Adam, 2001); escola francesa de An\u00e1lise do Discurso (Maingueneau, 2014); Interacionismo Sociodiscursivo (Bronckart, 2006) e Ingl\u00eas para Fins Acad\u00e9micos (Swales, 2004). Nesse sentido, assume-se que as pr\u00e1ticas discursivas de cada comunidade est\u00e3o ligadas \u00e0s atividades nelas desenvolvidas e aos pap\u00e9is sociais desempenhados pelos seus membros, configurando os g\u00e9neros textuais dispon\u00edveis dentro do grupo (Bronckart, 2006). Dado que os g\u00e9neros funcionam como modelos para textos que emergem em contextos de pr\u00e1ticas socioculturais particulares, as realiza\u00e7\u00f5es emp\u00edricas desses modelos podem sofrer modifica\u00e7\u00f5es que, caso venham a ser adotadas pela maioria da comunidade, ser\u00e3o inova\u00e7\u00f5es integradas no g\u00e9nero textual.<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da comunidade acad\u00e9mica, os g\u00e9neros textuais visam autenticar conhecimento, estabelecer hierarquias e sistemas de recompensas e manter a autoridade cultural da \u00e1rea disciplinar, funcionando como ve\u00edculos de constru\u00e7\u00e3o, afirma\u00e7\u00e3o e legitima\u00e7\u00e3o do conhecimento (Hyland, 2004). Como tal, refletir\u00e3o a perspetiva ideol\u00f3gica do mundo em cada \u00e1rea disciplinar, as suas assun\u00e7\u00f5es sobre a natureza das coisas e sobre metodologias, o sistema hier\u00e1rquico interno de rela\u00e7\u00f5es de poder e o corpo de conhecimento doutrin\u00e1rio da disciplina sobre a realidade externa (Sullivan, 1996). Estas pr\u00e1ticas socioculturais particulares refletir-se-\u00e3o empiricamente nos textos ao n\u00edvel da escolha da l\u00edngua inglesa ou portuguesa na escrita (Bennett, 2014), dos modelos estruturais globais dominantes (Swales, 2004; Hyland, 2004) e das componentes de g\u00e9nero (Adam, 2001) das disserta\u00e7\u00f5es de cada \u00e1rea disciplinar, bem como na dimens\u00e3o e estrutura\u00e7\u00e3o ret\u00f3rica das suas sec\u00e7\u00f5es de introdu\u00e7\u00e3o (Bunton, 2002; Swales, 1990) e de conclus\u00e3o (Nguyen &amp; Pramoolsook, 2016; Santos &amp; Silva, 2020).<\/p>\n\n\n\n<p>V\u00e1rios trabalhos t\u00eam sido publicados nos \u00faltimos anos em Portugal tendo como objeto de estudo o artigo cient\u00edfico e a tese de doutoramento (c.f. Santos &amp; Silva, 2019, 2020, 2021, entre outros). No caso da <em>disserta\u00e7\u00e3o de mestrado<\/em>, diversas sec\u00e7\u00f5es t\u00eam sido objeto de pesquisa noutros pa\u00edses, com foco nos seus movimentos ret\u00f3ricos (c.f. Nguyen &amp; Pramoolsook, 2016, entre outros).&nbsp; Em Portugal, o estudo explorat\u00f3rio feito por Silva (Silva, 2013) aponta para diferen\u00e7as nos textos inscritos em diferentes \u00e1reas de conhecimento, mas n\u00e3o h\u00e1, at\u00e9 agora, um conjunto sistem\u00e1tico de investiga\u00e7\u00f5es sobre a disserta\u00e7\u00e3o de mestrado. O projeto de trabalho que agora se apresenta visa colmatar esta lacuna e confrontar os dados obtidos com a an\u00e1lise existente sobre as teses de doutoramento de diferentes \u00e1reas cient\u00edficas.&nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Bibliografia<\/strong><\/p>\n\n\n\n<ul class=\"wp-block-list\"><li>Adam, J.-M. (2001). Types de textes ou genres de discours\u202f? Comment classer les textes qui disent de et comment faire\u202f? <em>Langages<\/em>, 10\u201327. https:\/\/www.persee.fr\/doc\/lgge_0458-726x_2001_num_35_141_872<\/li><li>Bennett, K. (2014). <em>The semiperiphery of academic writing: Discourses, communities and practices<\/em>. Springer.<\/li><li>Bronckart, J.-P. (2006). <em>Atividade de linguagem, discurso e desenvolvimento humano<\/em>. Mercado de Letras.<\/li><li>Bunton, D. (2002). Generic moves in Ph. D. thesis introductions. In J. Flowerdew (Ed.), <em>Academic discourse<\/em> (pp. 57\u201375). Routledge.<\/li><li>Hyland, K. (2004). <em>Disciplinary discourses, Michigan classics ed.: Social interactions in academic writing<\/em>. University of Michigan Press.<\/li><li>Maingueneau, D. (2014). Discurso e an\u00e1lise do discurso. <em>S\u00e3o Paulo: Par\u00e1bola Editorial<\/em>.<\/li><li>Nguyen, L. T. T., &amp; Pramoolsook, I. (2016). A move-based analysis of TESOL master\u2019s thesis conclusion chapters by Vietnamese postgraduates. <em>Global Journal of Foreign Language Teaching<\/em>, <em>6<\/em>(1), 02\u201312. https:\/\/doi.org\/10.18844\/gjflt.v6i1.973<\/li><li>Santos, J. V., &amp; Silva, P. N. da. (2019). Itiner\u00e1rios da escrita acad\u00e9mica no ensino superior\u202f: Um projeto de investiga\u00e7\u00e3o aplicada sobre textos e g\u00e9neros 1 Itiner\u00e1rios da escrita acad\u00e9mica no ensino superior\u202f: Um projeto de investiga\u00e7\u00e3o aplicada sobre textos e g\u00e9neros. In CELGA-ILTEC\/ESECS-IPL (Ed.), <em>Discurso Acad\u00e9mico: uma \u00e1rea disciplinar em constru\u00e7\u00e3o<\/em> (pp. 265\u2013286).<\/li><li>Santos, J. V., &amp; Silva, P. N. da. (2020). In my ending is my beginning\u202f: as estruturas argumentativas das sec\u00e7\u00f5es finais em teses de doutoramento como ponto de partida para novas argumenta\u00e7\u00f5es. In Z. G. O. de Aquino, P. R. Gon\u00e7alves-Segundo, &amp; M. A. G. Pinto (Eds.), <em>Argumenta\u00e7\u00e3o e discurso: fronteiras e desafios<\/em> (Issue June, pp. 188\u2013207). FFLCH\/USP.<\/li><li>Santos, J. V., &amp; Silva, P. N. da. (2021). Din\u00e2micas de g\u00e9nero e de texto\u202f: entre plano convencional e plano ocasional nas teses de doutoramento da Universidade de Coimbra. <em>IV GRATO &#8211; Confer\u00eancia Internacional Sobre Gram\u00e1tica e Teto<\/em>, <em>February<\/em>.<\/li><li>Silva, P. N. da. (2013). Par\u00e2metros e marcadores do g\u00e9nero \u201cDisserta\u00e7\u00e3o de Mestrado\u201d: an\u00e1lise de um corpus do portugu\u00eas europeu. <em>Estudos Lingu\u00edsticos\/Linguistic Studies<\/em>, 243\u2013261. https:\/\/repositorioaberto.uab.pt\/bitstream\/10400.2\/7605\/1\/Paulo N Silva %282013%29 Par\u00e2metros e marcadores do g\u00e9nero disserta\u00e7\u00e3o de mestrado.pdf<\/li><li>Sullivan, D. (1996). Displaying Disciplinarity. <em>Written Communication<\/em>, <em>13<\/em>(2), 221\u2013250. https:\/\/doi.org\/10.1177\/0741088396013002003<\/li><li>Swales, J. M. (1990). <em>Genre analysis: English in academic and research settings<\/em>. Cambridge University Press.Swales, J. M. (2004). <em>Research genres: Explorations and applications<\/em>. Cambridge University Press.<\/li><\/ul>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O apresentador Miguel Moiteiro MarquesUniversidade Aberta \/ CELGA-ILTEC da Universidade de Coimbra BiografiaEx-jornalista (1989-2003), formou-se como professor de portugu\u00eas e ingl\u00eas na Faculdade de Letras de Lisboa em 2006. De 2006 a 2011, foi leitor do Instituto Cam\u00f5es na Venezuela e na Nig\u00e9ria. 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