{"id":270,"date":"2017-09-14T22:56:54","date_gmt":"2017-09-14T22:56:54","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/?page_id=270"},"modified":"2017-09-22T21:20:13","modified_gmt":"2017-09-22T21:20:13","slug":"igreja-da-misericordia","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/igreja-da-misericordia\/","title":{"rendered":"Igreja da Miseric\u00f3rdia"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-318 aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0229_v2.jpg\" alt=\"\" width=\"2381\" height=\"944\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0229_v2.jpg 2381w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0229_v2-300x119.jpg 300w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0229_v2-768x304.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0229_v2-1024x406.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 2381px) 100vw, 2381px\" \/><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 18pt\"><strong>Imprensa e t\u00e1buas astron\u00f3micas<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1411, D. Jo\u00e3o I concedia a Gon\u00e7alo Louren\u00e7o de Gomilde\u00a0<a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, seu escriv\u00e3o da puridade\u00a0<a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a>, alvar\u00e1 para instalar junto \u00e0 ponte dos Cani\u00e7os (a ponte mais antiga de Leiria e j\u00e1 assim designada nesta altura) um moinho para, entre outros of\u00edcios, fabricar papel\u00a0<a href=\"#_ftn3\" name=\"_ftnref3\">[3]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-571 alignright\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/zacuto1.jpg\" alt=\"\" width=\"375\" height=\"269\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/zacuto1.jpg 2323w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/zacuto1-300x215.jpg 300w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/zacuto1-768x551.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/zacuto1-1024x734.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 375px) 100vw, 375px\" \/>Dada a preced\u00eancia de Leiria na instala\u00e7\u00e3o de uma f\u00e1brica de papel\u00a0<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[4]<\/a>, diversos historiadores cr\u00eaem que Leiria ter\u00e1 tido tamb\u00e9m a primazia tipogr\u00e1fica do Reino (e possivelmente da Pen\u00ednsula Ib\u00e9rica) c. 1464-1465 <a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[5]<\/a>.\u00a0Esta hip\u00f3tese \u00e9 rejeitada por outros historiadores devido \u00e0 falta de provas nesse sentido (nomeadamente livros impressos nesta \u00e9poca que o atestem), no entanto, irrefutavelmente, data dos fins do s\u00e9culo XV o estabelecimento da imprensa hebraica em Leiria, na sua Judiaria, junto da atual igreja da Miseric\u00f3rdia, ent\u00e3o Sinagoga, propriedade do judeu Samuel Ortas e seus tr\u00eas filhos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Expulsos de Castela, a fam\u00edlia Ortas decide fixar-se em Leiria e nela instalar a primeira imprensa hebraica no Reino, n\u00e3o s\u00f3 devido ao facto de aqui j\u00e1 se produzir papel h\u00e1 bastante tempo, mas tamb\u00e9m por serem mercadores judeus a comercializ\u00e1-lo. Por\u00e9m, o destinat\u00e1rio das edi\u00e7\u00f5es sa\u00eddas do prelo de Leiria n\u00e3o seria o mercado local, mas antes a grande comunidade judaica de Lisboa, respons\u00e1vel pelas encomendas das obras aqui editadas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A actividade desta imprensa ter\u00e1 sido curta (uma vez que, em 1495, D. Manuel I determina a expuls\u00e3o dos judeus do Reino) e a sua produ\u00e7\u00e3o editorial reduzida pois, desta imprensa, apenas se conhecem os incun\u00e1bulos\u00a0<a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[6]<\/a>: <strong>Prov\u00e9rbios de Salom\u00e3o<\/strong>, 1492; <strong>Profetas Primeiros<\/strong>, 1494; <strong>Caminho da Vida<\/strong>, 1495 e as tr\u00eas edi\u00e7\u00f5es conhecidas (duas em latim e uma em castelhano) do <strong>Almanach Perpetuum<\/strong> de Abra\u00e3o Zacuto\u00a0<a href=\"#_ftn7\" name=\"_ftnref7\">[7]<\/a>; a primeira obra n\u00e3o hebraica sa\u00edda de uma oficina hebraica, se bem que meio-cristianizada\u00a0<a href=\"#_ftn8\" name=\"_ftnref8\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-291 alignright\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/AlmanachPerpetuum.jpg\" alt=\"\" width=\"328\" height=\"439\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/AlmanachPerpetuum.jpg 787w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/AlmanachPerpetuum-224x300.jpg 224w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/AlmanachPerpetuum-768x1029.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/AlmanachPerpetuum-765x1024.jpg 765w\" sizes=\"auto, (max-width: 328px) 100vw, 328px\" \/>O <strong>Almanach Perpetuum<\/strong>, com as T\u00e1buas astron\u00f3micas de Abra\u00e3o Zacuto\u00a0<a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[9]<\/a>, foi traduzido de hebraico\u00a0<a href=\"#_ftn10\" name=\"_ftnref10\">[10]<\/a> para latim e para castelhano por Jos\u00e9 Vizinho\u00a0<a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[11]<\/a> e foram utilizadas pelos navegantes dos descobrimentos, inclusive, por Crist\u00f3v\u00e3o Colombo, na sua viagem para as Am\u00e9ricas, e ainda por Vasco da Gama e Pedro \u00c1lvares Cabral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Este <strong>Almanaque<\/strong> cont\u00e9m um conjunto de t\u00e1buas astron\u00f3micas elaboradas por Abra\u00e3o Zacuto e explica\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias para a sua consulta da autoria do seu disc\u00edpulo Jos\u00e9 Vizinho. Os dados das tabelas s\u00e3o referentes aos anos de 1473 a 1476 mas, atrav\u00e9s de algumas corre\u00e7\u00f5es, o almanaque prev\u00ea os momentos e coordenadas de acontecimentos celestes (efem\u00e9rides \u2013 no caso, correspondentes ao Sol, Lua e cinco planetas conhecidos \u00e0 data: Merc\u00fario, V\u00e9nus, Marte, J\u00fapiter e Saturno) para os anos posteriores. Deste modo, era poss\u00edvel determinar a posi\u00e7\u00e3o dos astros, determinar o momento dos eclipses e fazer diversos c\u00e1lculos astron\u00f3micos, important\u00edssimos para os navegadores desta \u00e9poca de Descobrimentos ultramarinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">As primeiras quatro t\u00e1buas do <strong>Almanaque<\/strong> permitiam determinar o \u00ablugar do Sol\u00bb na ecl\u00edtica\u00a0<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[12]<\/a>. Recorrendo \u00e0 quinta t\u00e1bua determinava-se o valor da declina\u00e7\u00e3o do Sol\u00a0<a href=\"#_ftn13\" name=\"_ftnref13\">[13]<\/a>, que permitia obter a latitude do ponto de observa\u00e7\u00e3o. A consulta desta tabela exigia alguns c\u00e1lculos aritm\u00e9ticos elaborados para a \u00e9poca (interpola\u00e7\u00f5es lineares) que estariam fora do alcance da generalidade dos pilotos. Assim o <strong>Almanaque<\/strong> continha as t\u00e1buas quadrienais onde constavam as corre\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para as previs\u00f5es para anos posteriores a 1476.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O grau de precis\u00e3o oferecido por estas t\u00e1buas era tal que elas foram utilizadas como base de diversas outras t\u00e1buas destinadas aos marinheiros, onde se indicavam os resultados dos c\u00e1lculos requeridos pelas t\u00e1buas de Zacuto. Foram destas t\u00e1buas que se deduziram todas as t\u00e1buas solares quadrienais calculadas em Portugal at\u00e9 \u00e0 publica\u00e7\u00e3o das t\u00e1buas do Sol de Pedro Nunes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">N\u00e3o apenas este\u00a0<strong>Almanaque<\/strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/igreja-da-misericordia\/#_ftn14\">[14]<\/a>\u00a0mas todas as obras impressas pela fam\u00edlia Ortas de Leiria s\u00e3o bastante raras. No caso do <strong>Almanaque<\/strong> est\u00e3o inventariados 23 exemplares conhecidos \u00e0 data, nenhum deles no nosso pa\u00eds <a href=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/igreja-da-misericordia\/#_ftn15\">[15]<\/a>. A expuls\u00e3o dos judeus do pa\u00eds por D. Manuel I levou ao \u00eaxodo de importantes intelectuais judeus (incluindo os tip\u00f3grafos judeus, excepto Abra\u00e3o Ortas que aceita baptizar-se), mas tamb\u00e9m das obras por eles impressas.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">_____________________________________<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cabral, J. 1993. Anais do Munic\u00edpio de Leiria, Volumes 1 e 2. 2.\u00aa edi\u00e7\u00e3o revista e aumentada, C\u00e2mara Municipal de Leiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gomes, P. 1998. Leiria \u2013 A Terra e o Tempo, MinhaTerra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gomes, S. 2010. A Comuna Judaica de Leiria, das Origens \u00e0 Expuls\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Margarido, A. 1988. Leiria, Hist\u00f3ria e Morfologia Urbana. C\u00e2mara Municipal de Leiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Silva, V. 2004. Leiria, Na Rota do Patrim\u00f3nio, Ferraz &amp; Azevedo, Lda.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Zuquete, A. 1950. Monografia de Leiria, A cidade e o Concelho 1950. Folheto.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">_____________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Bisav\u00f4 de Afonso de Albuquerque \u2013 Vice-Rei e Governador da \u00cdndia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> Alto funcion\u00e1rio da Coroa com a fun\u00e7\u00e3o de secret\u00e1rio pessoal do Rei, com a responsabilidade de lidar com os seus principais e mais reservados documentos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref3\" name=\"_ftn3\">[3]<\/a> O Alvar\u00e1 indica <em>[\u2026]<\/em> <em>dous assentamentos velhos que em outro tempo foram moynhos que som em termo e ribeira da nossa villa de leirea [\u2026] que stam aso a ponte dos cani\u00e7os [\u2026] <\/em>para que ali se instalassem <em>[\u2026] arteficios e engenhos de fazer ferro e serrar madeira e pisar burel <\/em>[tecido artesanal portugu\u00eas feito de l\u00e3]<em> e fazer papel ou outras algu\u00e3s cousas que se fa\u00e7am com arteficio dagoa[\u2026] contando que n\u00e3o sejam moinhos de p\u00e3o.<\/em> Na verdade, o termo correto ser\u00e1 Azenha e n\u00e3o moinho, pois uma azenha \u00e9 um moinho de roda vertical mo\u00eddo a \u00e1gua, que foi o caso deste engenho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[4]<\/a> Apenas 103 anos depois se instalou uma segunda f\u00e1brica de papel no convento da Batalha, sendo a terceira instalada, em 1537, nos coutos de Alcoba\u00e7a, em Ferven\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[5]<\/a> Am\u00e9rico Cortez Pinto, em Da Famosa Arte da Imprimiss\u00e3o (1949), refere a exist\u00eancia de uma imprensa crist\u00e3, pr\u00e9-judaica, sob dire\u00e7\u00e3o dos Cruzios (c\u00f3negos regulares do Mosteiro de Santa Cruz de Coimbra, que detinham a jurisdi\u00e7\u00e3o de Leiria) localizada na base do monte da Nossa Senhora da Encarna\u00e7\u00e3o, pr\u00f3ximo da f\u00e1brica de papel, que ter\u00e1 publicado v\u00e1rias obras, entretanto desaparecidas; em particular uma tradu\u00e7\u00e3o da Imita\u00e7\u00e3o de Cristo, de Tom\u00e1s Kempis, as Obras do Infante D. Pedro e, provavelmente, as primeiras edi\u00e7\u00f5es das Cartilhas ou Cartinhas de D. Diogo Ortiz, Cartilhas de ABC, usadas na difus\u00e3o da l\u00edngua portuguesa nas terras descobertas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[6]<\/a> Designa\u00e7\u00e3o dada aos livros impressos nos prim\u00f3rdios da imprensa com tipos: caracteres m\u00f3veis de metal, mais uniformes que os antigos caracteres de madeira e, acima de tudo, mais duradouros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref7\" name=\"_ftn7\">[7]<\/a> Na verdade, as tr\u00eas primeiras ainda s\u00e3o impress\u00f5es tabulares, i.e., impress\u00f5es em caracteres de madeira, que tem o inconveniente deste material que servia de matriz se tornar imprest\u00e1vel ap\u00f3s um certo n\u00famero de c\u00f3pias. No caso do <strong>Almanach Perpetuum<\/strong>, a impress\u00e3o j\u00e1 foi tipogr\u00e1fica, isto \u00e9, com tipos de metal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref8\" name=\"_ftn8\">[8]<\/a> O impressor desta obra, dono da tipografia leiriense, Abra\u00e3o Ortas fez-se crist\u00e3o-novo para evitar a expuls\u00e3o do Reino.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[9]<\/a> Astr\u00f3nomo judeu de origem castelhana, refugiado em Portugal ap\u00f3s a expuls\u00e3o dos judeus pelos reis cat\u00f3licos. Em 1493 est\u00e1 ao servi\u00e7o do rei D. Jo\u00e3o II como Astr\u00f3nomo e Historiador Real, mas esteve em Portugal pouco tempo pois os judeus seriam tamb\u00e9m expulsos de Portugal por D. Manuel I em 1496. Tendo recusado a converter-se ao catolicismo, acabou por se refugiar em Constantinopla.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref10\" name=\"_ftn10\">[10]<\/a> O original hebraico tem o nome de <strong>Hajibur Hagadol<\/strong> (t\u00e1buas astron\u00f3micas), <strong>Biur Luchot <\/strong>(c\u00e2nones) e ter\u00e1 sido escrito entre 1473 e 1478.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[11]<\/a> M\u00e9dico (f\u00edsico) e cientista judeu de origem portuguesa, aluno de Matem\u00e1tica e Cosmografia de Abra\u00e3o Zacuto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[12]<\/a> Proje\u00e7\u00e3o sobre a esfera celeste da trajet\u00f3ria aparente do Sol observada a partir da Terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\">[13]<\/a> \u00c2ngulo entre o plano do equador terrestre e o Sol, que pode tamb\u00e9m ser visto, em termos pr\u00e1ticos, como o \u00e2ngulo entre os raios da luz solar e o plano do equador. Como o \u00e2ngulo entre o eixo de rota\u00e7\u00e3o da Terra e o plano da \u00f3rbita terrestre (a ecl\u00edtica) se mant\u00e9m constante nos 23\u00b027\u2019 = 23.45\u00b0, a declina\u00e7\u00e3o do Sol varia regularmente ao longo do ano, repetindo o padr\u00e3o que origina as esta\u00e7\u00f5es do ano. Como a excentricidade da \u00f3rbita da Terra \u00e9 muito pequena, ela pode ser aproximada, para estes efeitos, a um c\u00edrculo. Admitindo essa aproxima\u00e7\u00e3o, a declina\u00e7\u00e3o aproximada do Sol (\u03b4) pode ser calculada, para qualquer dia do ano, por:<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-440 aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/f\u00f3rmula.jpg\" alt=\"\" width=\"454\" height=\"64\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/f\u00f3rmula.jpg 454w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/f\u00f3rmula-300x42.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 454px) 100vw, 454px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">onde <em><strong>N<\/strong><\/em> representa o n\u00famero de dias decorridos desde 1 de janeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref14\" name=\"_ftn14\">[14]<\/a> Foi reproduzido em 1915 por Joaquim Bensa\u00fade a partir de um exemplar que existe na Biblioteca de Augsburg, na Alemanha, e da tradu\u00e7\u00e3o em castelhano dos C\u00e2nones que existe na Biblioteca P\u00fablica de \u00c9vora.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\">[15]<\/a> Conseguimos rastrear dois exemplares do <strong>Almanaque<\/strong>: um na Biblioteca do Congresso dos EUA (John B. Thatcher, Rare Book and Special Collections Division (<a href=\"http:\/\/www.loc.gov\/exhibits\/haventohome\/haven-haven.html\">http:\/\/www.loc.gov<\/a>) e outro no Museu Hebraico de Nova Iorque (<a href=\"http:\/\/mjhnyc.org\/\">http:\/\/mjhnyc.org\/<\/a>). Existem tamb\u00e9m edi\u00e7\u00f5es fac-s\u00edmile do <strong>Almanaque<\/strong>, uma delas da Imprensa Nacional \u2013 Casa da Moeda, datada de 1986. Uma c\u00f3pia digital da vers\u00e3o em latim do Almanaque pode ser consultada a partir da Biblioteca Nacional: <a href=\"http:\/\/purl.pt\/22001\/3\/#\/1\">http:\/\/purl.pt\/22001\/3\/#\/1<\/a>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Imprensa e t\u00e1buas astron\u00f3micas Em 1411, D. 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