{"id":272,"date":"2017-09-14T22:57:13","date_gmt":"2017-09-14T22:57:13","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/?page_id=272"},"modified":"2019-09-27T14:31:36","modified_gmt":"2019-09-27T14:31:36","slug":"fonte-das-3-bicas","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/fonte-das-3-bicas\/","title":{"rendered":"Fonte das 3 bicas"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"size-full wp-image-320 aligncenter\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0254.jpg\" alt=\"\" width=\"4752\" height=\"1761\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0254.jpg 4752w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0254-300x111.jpg 300w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0254-768x285.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0254-1024x379.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 4752px) 100vw, 4752px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left\"><span style=\"font-size: 18pt\"><strong>&#8230; Chafariz Grande <\/strong>ou<strong> F<\/strong><\/span><strong><span style=\"font-size: 18pt\">onte das Carrancas<\/span>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: right\"><strong> \u00a0<\/strong><em>Fonte Grande a fornecer<\/em><br \/>\n<em> \u00e1gua fresca noite e dia<\/em><br \/>\n<em> Quem desta \u00e1gua beber<\/em><br \/>\n<em> Nunca mais sai de Leiria<br \/>\n(Hor\u00e1cio Eliseu)<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-567 alignright\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/Poli.png\" alt=\"\" width=\"138\" height=\"187\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/Poli.png 301w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/Poli-222x300.png 222w\" sizes=\"auto, (max-width: 138px) 100vw, 138px\" \/>A <strong>Fonte Grande<\/strong>, tamb\u00e9m conhecida por <strong>Fonte das 3 Bicas<\/strong>, <strong>Chafariz Grande<\/strong> ou ainda <strong>Fonte das Carrancas\u00a0<\/strong><a href=\"#_ftn1\" name=\"_ftnref1\">[1]<\/a>, \u00e9 uma fonte barroca do s\u00e9culo XVII, com uma bacia central, tr\u00eas carrancas\u00a0cl\u00e1ssicas, e dois bebedouros para animais. Na frente destaca-se um varandim com <strong>polil\u00f3bulos\u00a0<\/strong><a href=\"#_ftn2\" name=\"_ftnref2\">[2]<\/a> e com uma est\u00e1tua de Santo Ant\u00f3nio ao centro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00c9 indiscut\u00edvel a import\u00e2ncia das fontes e fontan\u00e1rios que, no passado, foram a base do abastecimento de \u00e1gua de toda a popula\u00e7\u00e3o. Em 1811 procedeu-se ao \u201cconserto dos chafarizes e canos de \u00e1gua da Fonte\u201d (Cabral, J. 1993). Esta necessidade de assegurar a qualidade da \u00e1gua das fontes est\u00e1 bem patente na delibera\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal\u00a0<a href=\"#_ftn4\" name=\"_ftnref4\">[3]<\/a> em 1818 que definiu uma pena de cadeia de <strong>mil r\u00e9is\u00a0<\/strong><a href=\"#_ftn5\" name=\"_ftnref5\">[4]<\/a> para quem fizesse mau uso da \u00e1gua, \u201cmetade para o concelho e outra metade para o denunciante\u201d. Tr\u00eas anos mais tarde, em 1821, \u201cfoi resolvido afixar editais para nenhuma pessoa ir lavar coisa alguma \u00e0 Fonte Grande, \u2026, com pena de condena\u00e7\u00e3o\u201d\u00a0(Cabral, J. 1993).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Por esta \u00e9poca (s\u00e9culo XIX), a Fonte Grande tem um enquadramento urbano de excel\u00eancia, em frente \u00e0 <strong>Ponte dos Tr\u00eas Arcos<\/strong> e junto \u00e0 estrada nacional que ligava Lisboa e Porto.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-569 alignright\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/esfera-armilar-1.png\" alt=\"\" width=\"133\" height=\"200\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/esfera-armilar-1.png 299w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/esfera-armilar-1-199x300.png 199w\" sizes=\"auto, (max-width: 133px) 100vw, 133px\" \/>Atualmente, em frente \u00e0 Fonte Grande, podemos ver embutido no muro do rio Lis uma pedra de armas onde existiu a Ponte dos Tr\u00eas Arcos encimada por uma <strong>esfera armilar\u00a0<\/strong><a href=\"#_ftn6\" name=\"_ftnref6\">[5]<\/a>. Segundo alguns, esta esfera armilar ter\u00e1 vindo da Fonte Grande. Segundo outros, \u00e9 a que encimava o pelourinho que existia na Pra\u00e7a de S\u00e3o Martinho, atual Pra\u00e7a Rodrigues Lobo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A Ponte dos Tr\u00eas Arcos j\u00e1 existiria no s\u00e9culo XIV e foi deitada abaixo em 1902. Em 1882, foi considerada urgente a necessidade do arrasamento da ponte por se crer que os seus arcos n\u00e3o suportariam a for\u00e7a das \u00e1guas das cheias, o que levaria a grandes inunda\u00e7\u00f5es. Ap\u00f3s a sua destrui\u00e7\u00e3o, foi constru\u00edda no seu lugar uma ponte provis\u00f3ria de madeira conhecida como <strong>Ponte de Pau<\/strong>. Esta ponte de Pau, por sua vez, foi demolida depois da constru\u00e7\u00e3o e abertura ao p\u00fablico da <strong>Ponte Afonso Z\u00faquete\u00a0<\/strong><a href=\"#_ftn9\" name=\"_ftnref9\">[6]<\/a>. Havia uma rampa de acesso \u00e0 ponte de Pau que, depois do calcetamento e constru\u00e7\u00e3o de passeios na Rua Tenente Valadim, foi substitu\u00edda por umas escadas (com algumas similitudes com as atuais escadas de acesso \u00e0 nova ponte pedonal El-Rei D. Dinis).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Aquando da constru\u00e7\u00e3o da Ponte Afonso Z\u00faquete procedeu-se ao alteamento do pavimento do Largo Alexandre Herculano e da Rua Tenente Valadim. Em consequ\u00eancia, a Fonte Grande ficou com um n\u00edvel mais abaixo do referido Largo. Atualmente, a fonte apresenta tr\u00eas degraus \u00e0 vista, estando outros tantos soterrados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"wp-image-626 alignleft\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2019\/09\/inscri\u00e7\u00e3o_2.jpg\" alt=\"\" width=\"306\" height=\"289\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2019\/09\/inscri\u00e7\u00e3o_2.jpg 2741w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2019\/09\/inscri\u00e7\u00e3o_2-300x283.jpg 300w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2019\/09\/inscri\u00e7\u00e3o_2-768x725.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2019\/09\/inscri\u00e7\u00e3o_2-1024x967.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 306px) 100vw, 306px\" \/>N\u00e3o foi s\u00f3 por esta zona da cidade que se verificou um alteamento do n\u00edvel do solo. No ano de 1600, a 21 de dezembro, houve uma grande cheia que inundou Leiria\u00a0com cerca de 1,5 metros de altura no Largo Paio Guterres (Largo do Gato Preto) \u201cde acordo com uma inscri\u00e7\u00e3o que est\u00e1 na primeira casa da Rua Ac\u00e1cio de Paiva\u00a0a entestar com aquele largo, cujos dizeres s\u00e3o: EM DIA DE S\u00c3O TOM\u00c9 DE 1600 DEU POR AQUI A ESPANTOSA CHEIA\u201d (Cabral, J. 1993) <a href=\"#_ftn11\" name=\"_ftnref11\">[7]<\/a>. A pedra encontra-se agora a cerca de meio metro do solo, o que mostra que o mesmo subiu cerca de um metro desde essa altura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" wp-image-574 alignright\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0264.jpg\" alt=\"\" width=\"303\" height=\"202\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0264.jpg 4752w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0264-300x200.jpg 300w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0264-768x512.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/files\/2017\/09\/IMG_0264-1024x683.jpg 1024w\" sizes=\"auto, (max-width: 303px) 100vw, 303px\" \/>Os rios sempre desempenharam um papel importante na vida das popula\u00e7\u00f5es e muitas vezes foram criados belos poemas para os descrever, como \u00e9 o caso dos seguintes versos sobre o <strong>rio Lis<\/strong>, do poeta leiriense Francisco Rodrigues Lobo\u00a0<a href=\"#_ftn12\" name=\"_ftnref12\">[8]<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u2026<br \/>\n<em style=\"text-align: left\">Fermoso rio lis, que entre arvoredos<br \/>\n<\/em><em style=\"text-align: left\">Ides detendo as \u00e1guas vagarosas,<br \/>\n<\/em><em>At\u00e9 que umas sobre as outras, de invejosas,<br \/>\n<\/em><em>Ficam cobrindo o v\u00e3o destes penedos;<br \/>\n<\/em>\u2026<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Como se pode depreender dos Anais do Munic\u00edpio de Leiria, n\u00e3o se conhece exatamente a origem do nome Lis. Sabe-se que o rio se chamava Heirena, \u201ccomo se v\u00ea no foral de Leiria, dado por D. Afonso Henriques em 1142\u201d (Cabral, J. 1993). Segundo a mesma fonte, com o decorrer dos s\u00e9culos, o rio \u201csurgiu baptizado de Rio das Cortes ou Rio de Ulmar\u201d acompanhando tamb\u00e9m a ideia da cria\u00e7\u00e3o da palavra Lis \u201cpelo buc\u00f3lico poeta leiriense\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Durante v\u00e1rios s\u00e9culos, Leiria debateu-se com grandes cheias registando-se as maiores nos anos de 1475, 1596, 1612, 1646, 1886 e 1902, chegando a \u00faltima \u00e0 altura de 2 metros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Na tentativa de atenuar os efeitos devastadores provocados pelas cheias, no s\u00e9culo XVII, in\u00edcio do s\u00e9culo XVIII, a Casa do Infantado\u00a0<a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[9]<\/a> mandou corrigir o leito do rio, sendo a verba para esta obra de 4 contos de r\u00e9is.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">V\u00e1rias pontes t\u00eam vindo a atravessar o rio Lis. Resultante do Programa Polis, iniciado em 2006, foram constru\u00eddas 6 pontes pedonais na cidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 18pt\"><strong>Pontes pedonais constru\u00eddas no \u00e2mbito do Programa Leiria Polis:<\/strong><\/span><\/p>\n<ol style=\"text-align: justify\">\n<li>Ponte Parque Infantil\u00a0<a href=\"#_ftn16\" name=\"_ftnref16\">[10]<\/a> \u2013 pr\u00f3ximo do Mercado Municipal;<\/li>\n<li>Ponte Bar \u2013 nas traseiras do Museu de Leiria;<\/li>\n<li>Ponte Bal\u00e7\u00e3o \u2013 nas traseiras do Convento de Santo Agostinho;<\/li>\n<li>Ponte Piquenique \u2013 junto ao parque das Olhavas;<\/li>\n<li>Ponte Sof\u00e1 \u2013 junto ao parque de S\u00e3o Rom\u00e3o;<\/li>\n<li>Ponte El-Rei D. Dinis \u2013 liga a rua Tenente Valadim ao jardim Vala Real e o largo da Antiga Ponte dos Tr\u00eas Arcos. A inaugura\u00e7\u00e3o aconteceu pelas 21h30 do dia \u00a021 de agosto de 2013 e contou com a ajuda dos participantes das caminhadas e das corridas do <em>Brisas do Lis Night Run<\/em>, que atravessaram a ponte ao mesmo tempo que praticavam exerc\u00edcio.<\/li>\n<\/ol>\n<p style=\"text-align: justify\"><span style=\"font-size: 18pt\"><strong>Lenda dos rios Lis e Lena<\/strong><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Nasceu o rio Lis junto a uma serra<br \/>\n<\/em><em>No mesmo dia em que nasceu o Lena;<br \/>\n<\/em><em>Mas com muita paix\u00e3o, muita Pena<br \/>\n<\/em><em>De seu ber\u00e7o n\u00e3o ser na mesma Terra<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Andando, andando alegres, murmurantes,<br \/>\n<\/em><em>Na mesma dire\u00e7\u00e3o ambos corriam;<br \/>\n<\/em><em>Neles bebendo as \u00e1rvores chilreantes<br \/>\n<\/em><em>Cantavam esse amor que ambos sentiam<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Um dia j\u00e1 espigados, j\u00e1 crescidos<br \/>\n<\/em><em>Contrataram casar, de amor perdidos<br \/>\n<\/em><em>Num domingo, em leiria de mansinho \u2026<\/em><em><br \/>\n<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><em>Mas Lena, assim a modo envergonhada<br \/>\n<\/em><em>Do povo, foi casar toda enfeitada<br \/>\n<\/em><em>Com o Lis mais abaixo um bocadinho<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Marques da Cruz<br \/>\n1888 &#8211; 1954<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">_____________________________________<\/p>\n<p><strong>Refer\u00eancias:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Cabral, J. 1993. Anais do Munic\u00edpio de Leiria, Volume 1, 2.\u00aa Edi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Leiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Gon\u00e7alves, A. S. 2010.\u00a0Leiria \u2013 As Fontes, o Rio Lis e as suas Pontes. Edi\u00e7\u00e3o: Junta de Freguesia de Leiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Margarido, A. P. 1998. LEIRIA hist\u00f3ria e morfologia urbana, Edi\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Municipal de Leiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Verdelho da Costa, L. 1988. Cidades e vilas de Portugal \u2013 Leiria, Editorial Presen\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: center\">_____________________________________<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref1\" name=\"_ftn1\">[1]<\/a> Carranca: ornato escult\u00f3rico constitu\u00eddo por cara de fei\u00e7\u00f5es grotescas; cara feia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref2\" name=\"_ftn2\">[2]<\/a> L\u00f3bulo: segmento de c\u00edrculo usado como elemento decorativo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref4\" name=\"_ftn4\">[3]<\/a> \u201c\u2026 tendo-se limpo a Fonte Grande e posta na forma de se aproveitar a \u00e1gua com limpeza e para se conduzir aos tanques por causa de se lavar na mesma pia e nos tanques hortali\u00e7as e roupas e at\u00e9 mesmo peixe, determinaram que se passasse edital e se fixasse na dita fonte \u2026 e que toda a pessoa que for compreendida no que o edital determina pagar\u00e1 em pena de cadeia mil r\u00e9is metade para o concelho e outra metade para o denunciante\u201d (Cabral, J. 1993).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref5\" name=\"_ftn5\">[4]<\/a> No s\u00e9culo XIV o <em>real<\/em> foi a unidade monet\u00e1ria de Portugal que substitui o <em>dinheiro<\/em> \u00e0 taxa de 1 real igual a 120 dinheiros. O real foi popularizado pelo termo <em>r\u00e9is<\/em> e esteve em vigor desde cerca de 1430 at\u00e9 1911, altura em que a unidade monet\u00e1ria portuguesa passou a ser o escudo, 1000 r\u00e9is \u00e9 igual a 1 escudo.<br \/>\nA 1 de janeiro de 2002, a unidade monet\u00e1ria de Portugal, juntamente com mais outros 11 pa\u00edses estados-membros da Uni\u00e3o Europeia, passa a ser o Euro com 1 Euro igual a 200,482 escudos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref6\" name=\"_ftn6\">[5]<\/a> Esfera armilar: esfera com an\u00e9is ou armilas utilizada como representa\u00e7\u00e3o do universo. A esfera armilar foi adotada como emblema pessoal de D. Manuel I (1495-1521), est\u00e1 presente na Bandeira Nacional e consagra a epopeia mar\u00edtima portuguesa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref9\" name=\"_ftn9\">[6]<\/a> Afonso Ver\u00edssimo de Azevedo Z\u00faquete\u00a0(1883-1921)\u00a0nasceu em Leiria, formou-se em Filosofia e em Engenharia Civil, foi professor do Liceu e Presidente da C\u00e2mara Municipal de Leiria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref11\" name=\"_ftn11\">[7]<\/a> Ac\u00e1cio de Paiva\u00a0(1863-1944), poeta nascido em Leiria e licenciado em Farm\u00e1cia na Escola M\u00e9dico-cir\u00fargica do Porto em 1887.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref12\" name=\"_ftn12\">[8]<\/a> Francisco Rodrigues Lobo\u00a0(1579-1621)\u00a0nasceu em Leiria, estudou na Universidade de Coimbra onde se formou em Direito (<em>In<\/em> www.portaldaliteratura.com).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftn15\" name=\"_ftnref15\">[9]<\/a>\u00a0A Casa do Infantado foi criada a 11 de agosto de 1654 por ordem do rei D. Jo\u00e3o IV (1604-1656), destinava-se aos filhos segundos dos monarcas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref16\" name=\"_ftn16\">[10]<\/a> A ponte Parque Infantil est\u00e1 equipada com mobili\u00e1rio de parques infantis da autoria de famoso arquiteto holand\u00eas Aldo Van Eych (1918-1999) \u2013 um dos protagonistas mais influentes do movimento arquitet\u00f3nico do estruturalismo (movimento de arquitetura e planeamento de meados do s\u00e9culo XX).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><a href=\"#_ftnref13\" name=\"_ftn13\"><\/a><a href=\"#_ftnref15\" name=\"_ftn15\"><\/a><\/p>\n<p><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; &#8230; Chafariz Grande ou Fonte das Carrancas\u00a0 \u00a0Fonte Grande a fornecer \u00e1gua fresca noite e dia Quem desta \u00e1gua beber Nunca mais sai de Leiria (Hor\u00e1cio Eliseu) A Fonte Grande, tamb\u00e9m conhecida por Fonte das 3 Bicas, Chafariz Grande ou ainda Fonte das Carrancas\u00a0[1], \u00e9 uma fonte barroca do s\u00e9culo XVII, com uma bacia &hellip; <a href=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/fonte-das-3-bicas\/\" class=\"more-link\">Continuar a ler <span class=\"screen-reader-text\">Fonte das 3 bicas<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2147,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","template":"","meta":{"footnotes":""},"class_list":["post-272","page","type-page","status-publish","hentry"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/272","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2147"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=272"}],"version-history":[{"count":64,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/272\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":629,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/pages\/272\/revisions\/629"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/matematicaporleiria\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=272"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}