{"id":3828,"date":"2019-02-20T19:11:31","date_gmt":"2019-02-20T19:11:31","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/?p=3828"},"modified":"2019-03-17T20:00:52","modified_gmt":"2019-03-17T20:00:52","slug":"azulejaria-em-portugal-nos-seculos-xv-e-xvi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/2019\/02\/20\/azulejaria-em-portugal-nos-seculos-xv-e-xvi\/","title":{"rendered":"Azulejaria em Portugal nos S\u00e9culos XV e XVI"},"content":{"rendered":"<blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">Azulejaria em Portugal nos S\u00e9culos XV e XVI<\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p><strong>Biografia do Autor:<\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify\">Jo\u00e3o Miguel dos Santos Sim\u00f5es (15.07.1907 \u2013 15.02.1972) foi um engenheiro e investigador portugu\u00eas que se especializou em azulejaria portuguesa. O interesse de Santos Sim\u00f5es pela Hist\u00f3ria de Arte poder\u00e1 ser o reflexo da sua educa\u00e7\u00e3o cultural. O pai era tesoureiro na Associa\u00e7\u00e3o dos Arque\u00f3logos Portugueses e acompanhava-o ao Museu do Carmo desde os 11 anos: uma biblioteca apetrechada, as v\u00e1rias excurs\u00f5es de estudo que acompanhou, e o conv\u00edvio com as principais figuras da Hist\u00f3ria de Arte Portuguesa, em especial com Jos\u00e9 Queir\u00f3s, alimentavam a sua curiosidade natural e sensibilizaram-no para as quest\u00f5es art\u00edsticas. Na d\u00e9cada de 40 iniciou o estudo sistem\u00e1tico da azulejaria: em 1942, publicou o seu primeiro estudo em azulejaria, \u201cAlguns Azulejos de \u00c9vora\u201d na revista <em>A Cidade de \u00c9vora<\/em>; em 1944, fez dois est\u00e1gios te\u00f3ricos em Madrid (no Instituto Valencia Don Juan e no Museu Arqueol\u00f3gico) e outro pr\u00e1tico em Talavera de la Reina (na f\u00e1brica Ruiz de la Luna), este que o inspirou a montar um pequeno laborat\u00f3rio para exame de pastas cer\u00e2micas e vidrados na sua casa em Tomar. Esta aplica\u00e7\u00e3o de processos t\u00e9cnicos e a sistematiza\u00e7\u00e3o do conhecimento herdado da metodologia das Ci\u00eancias seriam aplicados ao estudo da azulejaria e para a constru\u00e7\u00e3o de uma tipologia que ainda vigora entre os estudiosos da \u00e1rea. Entre 1944-60, multiplicaram-se os seus estudos naquela tem\u00e1tica e foi o investigador que mais se destacou internacionalmente (cerca de 26 artigos sobre azulejaria em portugu\u00eas, holand\u00eas, italiano, franc\u00eas e castelhano). Em 1957, prop\u00f4s ao presidente da FCG, o Dr. Jos\u00e9 de Azeredo Perdig\u00e3o, a publica\u00e7\u00e3o de uma obra sob o t\u00edtulo \u201cA Arte do Azulejo em Portugal\u201d, que se materializou no <em>Corpus da Azulejaria Portuguesa <\/em>(dois volumes em exposi\u00e7\u00e3o). Foi nomeado coordenador da Brigada de Estudos de Azulejaria em 1958 para concretizar essa obra colossal, sendo a finalidade deste grupo proceder ao \u201crastreio, colheita de fotografias e outros elementos informativos com vista \u00e0 publica\u00e7\u00e3o do corpus e estudos monogr\u00e1ficos\u201d (Sim\u00f5es: 1960), tendo sido publicados 5 tomos em 6 volumes entre 1963 e 1979 decorrente desse invent\u00e1rio. Foi vogal efetivo da Academia Nacional de Belas-Artes (1946) e membro correspondente da Real Academia de Bellas Artes de Santa Isabel de Hungr\u00eda (Sevilha, 1952).O legado de Santos Sim\u00f5es continua a ser uma refer\u00eancia incontorn\u00e1vel na \u00e1rea de estudo, invent\u00e1rio e investiga\u00e7\u00e3o da azulejaria, que se tornou independente da cer\u00e2mica, a n\u00edvel nacional e internacional, e foi essencial para a afirma\u00e7\u00e3o do azulejo como marca identit\u00e1ria e express\u00e3o art\u00edstica diferenciadora da cultura portuguesa, t\u00e3o em voga hoje em dia. O seu esp\u00f3lio foi doado pelos herdeiros ao Museu Nacional do Azulejo em 2007.<\/div>\n<h1>\u00a0<\/h1>\n<p><strong>Resumo da Monografia:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Inclu\u00eddo no <em>Corpus da Azulejaria Portuguesa<\/em>, este tomo refere-se \u00e0 hist\u00f3ria da arte azulejar durante os s\u00e9culos XV e XVI em Portugal, ou seja, aos prim\u00f3rdios do emprego de azulejos em territ\u00f3rio nacional. Santos Sim\u00f5es come\u00e7a com uma introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 tem\u00e1tica, com indica\u00e7\u00e3o de bibliografia recomendada e respetiva an\u00e1lise cr\u00edtica, e defini\u00e7\u00e3o de terminologia utilizada no estudo da azulejaria. Segue-se uma breve refer\u00eancia aos azulejos arcaicos, a hist\u00f3ria da azulejaria peninsular (ligadas \u00e0s artesanais de extra\u00e7\u00e3o mourisca), a influ\u00eancia exterior na azulejaria dos s\u00e9culos XV e XVI (azulejaria peninsular, italo-flamenga e talaverana), as composi\u00e7\u00f5es azulejares decorrentes da estabiliza\u00e7\u00e3o da forma do azulejo num ladrilho quadrado (de \u201cxadrez\u201d e enxaquetadas), e a produ\u00e7\u00e3o oficinal portuguesa no s\u00e9culo XVI (\u201ctapetes\u201d\u00a0 ou azulejaria de padronagem, pain\u00e9is historiados, e azulejos ornamentais). Segue-se o elenco, ou seja, a enumera\u00e7\u00e3o de n\u00facleos de azulejos onde se registam exemplares mais representativos da \u00e9poca em estudo. e as estampas, terminando com os \u00edndices onom\u00e1stico, topogr\u00e1fico e cronol\u00f3gico. Inclu\u00ed refer\u00eancias \u00e0s Caldas da Rainha nas p. 64 e 127, e na estampa XXVIII (Santa Catarina).<\/p>\n<h2>\u00a0<\/h2>\n<p style=\"text-align: center\"><span style=\"font-size: 10pt\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-3798\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-221x300.jpg\" alt=\"\" width=\"666\" height=\"904\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-221x300.jpg 221w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-768x1044.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-754x1024.jpg 754w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-7x10.jpg 7w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-432x587.jpg 432w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-396x538.jpg 396w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-1120x1522.jpg 1120w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-660x897.jpg 660w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/01\/1092_002-162x220.jpg 162w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/>&#8211;\u00a0<\/span><span style=\"font-size: 10pt\">SIM\u00d5ES, J. M. dos Santos &#8211; <em>Azulejaria em Portugal nos s\u00e9culos XV e XVI : Introdu\u00e7\u00e3o geral.<\/em> Adendas de Rafael Caldado e Jos\u00e9 Meco; il. Em\u00edlio Guerra de Oliveira; fotografias do autor e do Est\u00fadio M\u00e1rio Novais. 2\u00aa ed. atual. Lisboa: Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, 1990. [6], 197, [2] p. (Corpus da Azulejaria Portuguesa. 3). ISBN 972-678-024-1<\/span><\/p>\n<h2>\u00a0<\/h2>\n<p><strong>Santos Sim\u00f5es e o Museu do Azulejo:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Santos Sim\u00f5es foi uma pe\u00e7a fundamental para a constitui\u00e7\u00e3o do Museu Nacional do Azulejo. Para entendermos a sua import\u00e2ncia, teremos de recuar \u00e0s suas primeiras intera\u00e7\u00f5es com o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), institui\u00e7\u00e3o respons\u00e1vel pelo Museu do Azulejo at\u00e9 \u00e0 sua emancipa\u00e7\u00e3o em 1980. Entre 1944-45, Santos Sim\u00f5es foi convidado a colaborar com o Centro de Estudos de Arte e Museologia do MNAA para estudar os azulejos desse n\u00facleo museol\u00f3gico, onde tamb\u00e9m apresentou comunica\u00e7\u00f5es sobre Azulejaria. Escreveu para o Boletim do museu um artigo com os resultados desse estudo, <em>Considera\u00e7\u00f5es sobre a colec\u00e7\u00e3o de azulejaria do Museu Nacional de Arte Antiga<\/em> em 1947. Nesse mesmo ano, organizou a VI\u00aa Exposi\u00e7\u00e3o Tempor\u00e1ria &#8211; Azulejos (patente de 1 de mar\u00e7o a 1 de julho). Al\u00e9m de ter sido tamb\u00e9m respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o do cat\u00e1logo, no dia 3 de mar\u00e7o apresentou a confer\u00eancia <em>Panorama do Azulejo em Portugal<\/em>. Simultaneamente, Santos Sim\u00f5es come\u00e7ou a colaborar com o MNAA na qualidade de conservador-ajudante, prestando apoio \u00e0 cole\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica em 1957. Entre 1957-58, com o apoio da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian, foram realizadas as primeiras obras de cariz museol\u00f3gico no antigo Convento da Madre de Deus, para a realiza\u00e7\u00e3o de uma exposi\u00e7\u00e3o comemorativa por ocasi\u00e3o do V Centen\u00e1rio do Nascimento da Rainha D. Leonor. Por despacho ministerial de homologa\u00e7\u00e3o no dia 12 de novembro de 1957, ficou determinado a sua integra\u00e7\u00e3o no Museu Nacional de Arte Antiga atrav\u00e9s de orienta\u00e7\u00f5es pol\u00edticas espec\u00edficas de salvaguarda patrimonial. Terminada a exposi\u00e7\u00e3o, os edif\u00edcios do convento foram entregues \u00e0 tutela daquele museu, tendo sido logo levantada a quest\u00e3o de aproveitamento dos espa\u00e7os para a instala\u00e7\u00e3o de um Museu do Azulejo. Santos Sim\u00f5es foi respons\u00e1vel pela montagem e organiza\u00e7\u00e3o dos azulejos transferidos do MNAA, para a nova Sec\u00e7\u00e3o de Cer\u00e2mica do Museu Nacional de Arte Antiga, em funcionamento desde 1959. No \u00e2mbito da cria\u00e7\u00e3o do Museu do Azulejo, Santos Sim\u00f5es redigiu v\u00e1rios documentos: <em>Museu do Azulejo: Proposta para a sua crea\u00e7\u00e3o <\/em>(1960), <em>Adapta\u00e7\u00e3o dos Edif\u00edcios do antigo convento da Madre de Deus a Museu de Azulejaria <\/em>(1960),<em> Da exposi\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria de azulejaria ao Museu do Azulejo (1945-1961) <\/em>(1962) e <em>Da montagem e apresenta\u00e7\u00e3o museol\u00f3gica de azulejos <\/em>(1962). No dia 18 de novembro de 1963 foi nomeado conservador-ajudante do Museu Nacional de Arte Antiga. Finalmente, em 1965, foi fundado o Museu do Azulejo, na parte dada como montada no Convento da Madre de Deus, sendo Santos Sim\u00f5es nomeado o seu primeiro diretor, embora funcionando como anexo do MNAA, nos termos do Decreto-Lei n\u00aa 46758, de 18 de dezembro. Pelo Decreto-Lei n\u00aa 404\/80, de 26 de setembro, o Museu recebe a sua emancipa\u00e7\u00e3o, tornando-se Nacional e aut\u00f3nomo do MNAA.<\/p>\n\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Azulejaria em Portugal nos S\u00e9culos XV e XVI \u00a0 Biografia do Autor: Jo\u00e3o Miguel dos Santos Sim\u00f5es (15.07.1907 \u2013 15.02.1972) foi um engenheiro e investigador portugu\u00eas que se especializou em azulejaria portuguesa. O interesse de Santos Sim\u00f5es pela Hist\u00f3ria de Arte poder\u00e1 ser o reflexo da sua educa\u00e7\u00e3o cultural. 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