{"id":4003,"date":"2019-03-12T18:50:01","date_gmt":"2019-03-12T18:50:01","guid":{"rendered":"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/?p=4003"},"modified":"2019-03-18T16:15:59","modified_gmt":"2019-03-18T16:15:59","slug":"nucleo-3-fabrica-secla","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/2019\/03\/12\/nucleo-3-fabrica-secla\/","title":{"rendered":"N\u00facleo 3 &#8211; F\u00e1brica SECLA"},"content":{"rendered":"\n<blockquote>\n<p><span style=\"font-size: 14pt\">F\u00e1brica SECLA <\/span><\/p>\n<\/blockquote>\n<div>\u00a0<\/div>\n<p style=\"text-align: justify\">Para nos guiar na reconstitui\u00e7\u00e3o deste n\u00facleo, solicitei a colabora\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Cardoso, que entrevistei por diversas vezes, recorri ao livro de mem\u00f3rias do fundador da SECLA, Alberto Pinto Ribeiro &#8211; <em>A Nova Cer\u00e2mica das Caldas: Sec. XX<\/em>, Lisboa, Edi\u00e7\u00e3o de Autor, 1989 -, e a um relat\u00f3rio, datado de Janeiro de 1968, assinado pelo ceramista Ferreira da Silva, relativo \u00e0 bolsa da Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian de que acabara de usufruir em Paris.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ant\u00f3nio Cardoso nasceu nas Caldas da Rainha em 1939. Em 1955 concluiu o curso de Cer\u00e2mica na Escola Industrial e Comercial. Aqui, tivera, como professores de Qu\u00edmica Tecnol\u00f3gica, Costa Ribeiro e, quando este saiu, Pinto Ribeiro.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Costa Ribeiro colaborou com a SECLA na montagem do Laborat\u00f3rio, em 1950.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Ant\u00f3nio Cardoso recorda Costa Ribeiro como um jovem engenheiro qu\u00edmico-industrial, com pouca experi\u00eancia profissional, esfor\u00e7ado, s\u00e9rio, e que providenciara um manual com p\u00e1ginas reproduzidas a stencil, baseado num tratado de cer\u00e2mica traduzido para espanhol, j\u00e1 antigo, desfasado da realidade da cer\u00e2mica daquela \u00e9poca. \u201cEra o que t\u00ednhamos, diz\u00a0 Cardoso, incipiente, mas era aquilo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1955, foi admitido na f\u00e1brica Jos\u00e9 Alves Cunha Sucessores, da qual seu av\u00f4 era s\u00f3cio-gerente, ali se mantendo at\u00e9 1959.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Refere-se ao av\u00f3, Francisco do Couto, como \u201cum homem que lia muito, com uma curiosidade enorme por tudo aquilo que fosse inova\u00e7\u00e3o. Como o acesso aos manuais era muito limitado, at\u00e9 por causa da l\u00edngua, o meu av\u00f4 lia cuidadosamente cat\u00e1logos. Os cat\u00e1logos eram uma fonte preciosa de informa\u00e7\u00e3o sobre os produtos usados na industria cer\u00e2mica. Lembro-me dos cat\u00e1logos da Wenger, uma empresa inglesa que vendia mat\u00e9rias primas para a cer\u00e2mica, e que tinha um distribuidor espanhol, o que ocasionava a edi\u00e7\u00e3o dos cat\u00e1logos em l\u00edngua espanhola\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A fam\u00edlia Wenger, de origem su\u00ed\u00e7a, estabeleceu-se em Stoke-on-Trent, a cidade da cer\u00e2mica, no condado de Staffordshire, na Inglaterra, na d\u00e9cada de 1860. Em 1870, Albert Francis Wenger p\u00f4s em funcionamento a sua empresa, na qual coexistia a produ\u00e7\u00e3o de faian\u00e7a industrial com a prepara\u00e7\u00e3o e venda de cores, \u00f3xidos, vidrados para a decora\u00e7\u00e3o cer\u00e2mica. De acordo com os seus prospectos, a Wenger fornecia materiais que podiam ser utilizados tanto na gama das temperaturas baixas, entre 500 e 600\u00ba, como das temperaturas acima dos 900 e at\u00e9 1400\u00ba.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Em 1959, Ant\u00f3nio Cardoso aceitou o convite do seu antigo professor, Alberto Pinto Ribeiro, para trabalhar na SECLA, no Laborat\u00f3rio da f\u00e1brica. Iniciaria ent\u00e3o uma carreira profissional como t\u00e9cnico de cer\u00e2mica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Joaquim Alberto Pinto Ribeiro nasceu em Lisboa em 1921. Frequentou o curo de Arquitectura na Escola de Belas Artes de Lisboa, que n\u00e3o concluiu. Em 1944, quando se lan\u00e7ou numa aventura industrial nas Caldas Rainha, somara uma experi\u00eancia profissional que o colocara em contacto privilegiado com a economia americana. Estimulado por um importador de artesanato e animado pela possibilidade de ter um neg\u00f3cio pr\u00f3prio, decidiu fundar uma empresa que tinha por objecto a coloca\u00e7\u00e3o de cer\u00e2micas caldenses no mercado americano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Encontrou na VOLCAR, um empresa de origem brit\u00e2nica, activa em Portugal no per\u00edodo da II Guerra na explora\u00e7\u00e3o de volfr\u00e2mio, um parceiro para constituir a sua empresa. A f\u00e1brica de manilhas de gr\u00e9s de In\u00e1cio Perdig\u00e3o, na rua Henrique Salles, nas Caldas da Rainha, aceitou ceder parte das suas instala\u00e7\u00f5es para a produ\u00e7\u00e3o das faian\u00e7as de Pinto Ribeiro. Foi ali que nasceu a F\u00e1brica Mestre Francisco Elias, ainda em 1944. No ano seguinte j\u00e1 disporia de oficinas pr\u00f3prias, num terreno onde o pai de Alberto possu\u00eda uns barrac\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A SECLA substituiria a Mestre Francisco Elias em finais de 1946, com a entrada de\u00a0 quatro novos s\u00f3cios, em substitui\u00e7\u00e3o da VOLCAR: Fernando da Ponte e Sousa, Fernando Carneiro Mendes, Vitorino Costa Vinagre e Am\u00e9rico Castro Arez, estes tr\u00eas \u00faltimos s\u00f3cios da empresa Costa &amp; Arez Lda, uma firma que representava diversas marcas de aparelhos r\u00e1dio-el\u00e9ctricos de recep\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o. \u00c9 com a constitui\u00e7\u00e3o desta nova sociedade que a empresa muda o seu nome para Sociedade de Exporta\u00e7\u00e3o e Cer\u00e2mica Lda, em Dezembro de 1946.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alberto Pinto Ribeiro \u00e9 o gerente de f\u00e1brica. Em poucos anos, revoluciona, tanto no plano t\u00e9cnico e tecnol\u00f3gico, como no plano art\u00edstico e decorativo, a produ\u00e7\u00e3o de lou\u00e7a das Caldas. A sua presen\u00e7a na f\u00e1brica faz-se sentir em m\u00faltiplas frentes: a da orienta\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, a do design, a do contacto com os clientes e a da gest\u00e3o comercial e empresarial. Neste \u00faltimo dom\u00ednio, h\u00e1 que registar que a SECLA se torna uma empresa de grande dimens\u00f5es, assumindo que lhe cabe tamb\u00e9m desenvolver fun\u00e7\u00f5es sociais para os trabalhadores e fam\u00edlias: desde a assist\u00eancia m\u00e9dica ao fornecimento de refei\u00e7\u00f5es, desde a actividade cultural \u00e0 pr\u00e1tica desportiva. E ainda encontra disponibilidade para dar aulas de Qu\u00edmica Tecnol\u00f3gica na Escola Industrial, que encara como um campo potencial de recrutamento de ceramistas para a SECLA.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">A modernidade que traz \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de lou\u00e7a das Caldas traduz-se em novos produtos, em novo design, em novas cores, em novas pastas e novos processos e equipamentos de conforma\u00e7\u00e3o e de cozedura. Uma das inova\u00e7\u00f5es mais significativas que introduziu na produ\u00e7\u00e3o corrente assentou no novo papel que atribuiu \u00e0 pintura, em detrimento das composi\u00e7\u00f5es relevadas que tinham sido apan\u00e1gio da lou\u00e7a naturalista caldense desde o \u00faltimo quartel do s\u00e9culo XIX.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Alberto Pinto Ribeiro no seu livro de mem\u00f3rias sobre a SECLA refere-se ao deficiente conhecimento t\u00e9cnico e cient\u00edfico que imperava na cer\u00e2mica caldense:<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u201cAs f\u00f3rmulas dos vidrados eram emp\u00edricas e os processos de fabrico limitavam-se \u00e0 produ\u00e7\u00e3o em \u201clastras\u201d, em vez de se liquefazer o barro com a adi\u00e7\u00e3o de uma pequena quantidade de silicato de s\u00f3dio, o que era considerado um segredo dos supostos t\u00e9cnicos mais evolu\u00eddos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Esta situa\u00e7\u00e3o que vim encontrar na cer\u00e2mica caldense iria limitar qualquer poss\u00edvel melhoria em termos de qualidade. A irregularidade da temperatura dos fornos era tal que o oleiro considerava o resultado da fornada como se fosse uma carta fechada que s\u00f3 se sabia quando era aberta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Foi portanto necess\u00e1rio recorrer aos livros estrangeiros, como <em>Ceramic Glazes<\/em>, de Parmelee, <em>Glazes<\/em>, de Koenig, e muitos outros, para obter resultados, o que s\u00f3 consegui ao longo de muitos estudos\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">O tratado de Parmelee sobre vidrados foi tamb\u00e9m a primeira obra da biblioteca pessoal de Ant\u00f3nio Cardoso que recorda, a prop\u00f3sito, a aprendizagem pr\u00e9via a que teve de proceder da l\u00edngua inglesa. \u201cComprei um curso de ingl\u00eas, salvo erro, Linguaphone, em discos. Depois pedi a um familiar emigrado nos Estados Unidos que me adquirisse e trouxesse o livro do Parmelee\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Pinto Ribeiro, recorda Ant\u00f3nio Cardoso, n\u00e3o se poupava a esfor\u00e7os para promover a actualiza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica da f\u00e1brica. Isso implicava n\u00e3o apenas a aquisi\u00e7\u00e3o de manuais e tratados, mas, sobretudo, a aquisi\u00e7\u00e3o de revistas. De facto, as revistas tinham passado a ser o instrumento de actualiza\u00e7\u00e3o mais din\u00e2mico do mundo cientifico, t\u00e9cnico e industrial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Entre as revistas que a SECLA assinava encontravam-se a <em>Inter-ceram<\/em>, alem\u00e3, que se come\u00e7ou a publicar em 1952, o <em>Journal of the American Ceramic Society<\/em>, editado desde 1919, o <em>Bulletin of the American Ceramic Society<\/em>, em publica\u00e7\u00e3o desde 1922, <em>Cer\u00e2mica<\/em>, uma revista editada desde 1955 pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Cer\u00e2mica (constitu\u00edda em S. Paulo, em 1952) e a <em>Pottery Gazette and Glass Trade Review<\/em>, uma publica\u00e7\u00e3o inglesa surgida na d\u00e9cada de 1880.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">Completa esta reconstitui\u00e7\u00e3o da biblioteca de um ceramista do tempo da SECLA uma refer\u00eancia a duas obras colhida no Relat\u00f3rio que o ceramista Ferreira da Silva, colaborador da SECLA desde 1954, produziu para a Funda\u00e7\u00e3o Calouste Gulbenkian em 1967 quando lhe foi atribu\u00edda um a bolsa para est\u00e1gio na \u00c9cole des M\u00e9thiers d\u2019Arts em Paris: Karl Spingler. <em>M\u00e9todos de Calculo y Cifras Experimentales de la Ind\u00fastria Cer\u00e2mica,<\/em> e R.F.Kuta, <em>Tratado Moderno de Cer\u00e0mica Mecanica y Manual<\/em>, ambas editadas em tradu\u00e7\u00e3o espanhola em 1964.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-4004\" 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style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-4005\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-300x202.jpg\" alt=\"\" width=\"826\" height=\"556\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-300x202.jpg 300w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-768x516.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-10x7.jpg 10w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-432x290.jpg 432w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-396x266.jpg 396w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-660x443.jpg 660w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/14_Sem-t\u00edtulo2-327x220.jpg 327w, 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England: [s.n.], 1933. 173 p. Cat\u00e1logo de pre\u00e7os da Wengers, Ltd, Etruria, Stoke-on-Trent, Inglaterra &#8211; fabricantes de produtos qu\u00edmicos, corantes, esmaltes, minerais e materiais para a cer\u00e2mica, fabrico de azulejos, ladrilhos, vidro e cristal, e esmalte de metal<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-4009\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--196x300.jpg\" alt=\"\" width=\"657\" height=\"1006\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--196x300.jpg 196w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--768x1177.jpg 768w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--668x1024.jpg 668w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--7x10.jpg 7w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--432x662.jpg 432w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--396x607.jpg 396w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--1120x1716.jpg 1120w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--660x1011.jpg 660w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/18_Parmelee-Ceramic-glazes--144x220.jpg 144w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/> <span style=\"font-size: 12px\">PARMELEE, Cullen W. &#8211; <em>Ceramic glazes<\/em>. Chicago: Industrial Publications, cop. 1948. x, 321 p.<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone  wp-image-4010\" src=\"http:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/19_P-Munier-189x300.jpg\" alt=\"\" width=\"832\" height=\"1321\" srcset=\"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/19_P-Munier-189x300.jpg 189w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/19_P-Munier-6x10.jpg 6w, https:\/\/sites.ipleiria.pt\/projetocp2s\/files\/2019\/03\/19_P-Munier-139x220.jpg 139w\" sizes=\"auto, (max-width: 600px) 91vw, (max-width: 900px) 600px, (max-width: 1060px) 50vw, (max-width: 1200px) 520px, (max-width: 1400px) 43vw, 600px\" \/><span style=\"font-size: 12px\">MUNIER, P. &#8211; <em>Technologies des fa\u00efences<\/em>. Pref\u00e1cio e dire\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o de M. P. de Groote. Paris: Gauthier-Villars, 1957. vi, 228 p. (Cours de c\u00e9ramique industrielle)<\/span><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\"><strong>Esp\u00e9cies bibliogr\u00e1ficas:<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">1 &#8211; KOENIG, J. H.; EARHART, W. H. &#8211; <em>Literature abstracts of ceramic glazes<\/em>. Chicago: Ceramic Industry, cop. 1942. 285 p<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">2 &#8211; SINGER, Felix &#8211; <em>Ceramic glazes<\/em>. 3\u00aa ed. London: Borax Consolidated, 1951. 96 p..<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">3 &#8211; PARMELEE, Cullen W. &#8211; <em>Ceramic glazes<\/em>. Chicago: Industrial Publications, cop. 1948. x, 321 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">4 &#8211; MUNIER, P. &#8211; <em>Technologies des fa\u00efences<\/em>. Pref\u00e1cio e dire\u00e7\u00e3o da cole\u00e7\u00e3o de M. P. de Groote. Paris: Gauthier-Villars, 1957. vi, 228 p. (Cours de c\u00e9ramique industrielle)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">5 &#8211; KUTA, R. F. &#8211; <em>Tratado moderno de Cer\u00e1mica : Mec\u00e1nica y manual<\/em>. Barcelona: Serrahima y Urp\u00ed, 1944. 439, [9] p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">6 &#8211; RIBEIRO, Alberto Pinto &#8211; <em>A nova cer\u00e2mica das Caldas : Sec. XX<\/em>. [S.l.]: Edi\u00e7\u00e3o do autor, 1989. 143 p.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">7 &#8211; CARDOSO, Armando &#8211; <em>Manual de Cer\u00e2mica<\/em>. 2\u00aa ed. Lisboa: Bertrand, D. L. 1970. 285 p. (Nova Biblioteca de instru\u00e7\u00e3o profissional)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify\">8 &#8211; WENGERS, LTD. &#8211; <em>Lista de precios, no. 29<\/em>. England: [s.n.], 1933. 173 p. Cat\u00e1logo de pre\u00e7os da Wengers, Ltd, Etruria, Stoke-on-Trent, Inglaterra &#8211; fabricantes de produtos qu\u00edmicos, corantes, esmaltes, minerais e materiais para a cer\u00e2mica, fabrico de azulejos, ladrilhos, vidro e cristal, e esmalte de metal<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>F\u00e1brica SECLA \u00a0 Para nos guiar na reconstitui\u00e7\u00e3o deste n\u00facleo, solicitei a colabora\u00e7\u00e3o de Ant\u00f3nio Cardoso, que entrevistei por diversas vezes, recorri ao livro de mem\u00f3rias do fundador da SECLA, Alberto Pinto Ribeiro &#8211; A Nova Cer\u00e2mica das Caldas: Sec. 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