{"id":121,"date":"2023-04-24T09:26:08","date_gmt":"2023-04-24T09:26:08","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/?p=121"},"modified":"2023-04-26T12:54:18","modified_gmt":"2023-04-26T12:54:18","slug":"artur-agostinho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/artur-agostinho\/","title":{"rendered":"Artur Agostinho"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"121\" class=\"elementor elementor-121\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-28add2f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"28add2f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-92e2f21\" data-id=\"92e2f21\" 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Gosta de se manter ativo e aponta o dedo a uma sociedade cada vez mais desumanizada.<\/strong><\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><strong>O seu \u00faltimo livro <em>Ningu\u00e9m morre duas vezes<\/em> \u00e9 sobre droga nas escolas. Porqu\u00ea este tema?<br \/><\/strong>\u00c9 um tema de grande atualidade e de grande preocupa\u00e7\u00e3o para todos. \u00c9 prefer\u00edvel abordar temas que possam ter alguma utilidade. O autor sente-se satisfeito consigo pr\u00f3prio por ter dado um contributo, embora pequeno, para que a sociedade possa compreender e atuar em face desses problemas.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>O tema do livro \u00e9-lhe pr\u00f3ximo?<br \/><\/strong>N\u00e3o. Mas conhe\u00e7o muitos casos de droga em jovens. Este livro obrigou-me a uma pesquisa grande. Para n\u00e3o cometer demasiados lapsos, apoiei-me muito em reportagens e em depoimentos de especialistas. Conversei com alguns arrumadores de autom\u00f3veis e encontrei tr\u00eas grupos: uns metidos na droga; um arrumador que estava a tratar-se; e um terceiro que j\u00e1 tinha sa\u00eddo da droga e que dizia estar a viver uma vida inteiramente diferente. Foi na fus\u00e3o destes tr\u00eas casos que me baseei para escrever o livro.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Porque decidiu enveredar pelos romances?<br \/><\/strong>J\u00e1 tive muitas atividades e, como os anos v\u00e3o pesando, temos de ir gerindo a nossa vida profissional da melhor maneira. Escrever implica um esfor\u00e7o mental, faz com que os neur\u00f3nios n\u00e3o parem e fisicamente n\u00e3o exige tanto esfor\u00e7o, como participar numa novela que obriga a grava\u00e7\u00f5es desde as oito da manh\u00e3 at\u00e9 \u00e0s oito da noite. Embora continue a poder fazer qualquer coisa em televis\u00e3o, escrever d\u00e1 uma certa tranquilidade f\u00edsica e uma certa atividade mental.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Quando come\u00e7a um romance j\u00e1 sabe que final lhe vai dar?<br \/><\/strong>Normalmente deixo correr os acontecimentos e envolvo-me com as figuras que criei. Descobri uma coisa espantosa na escrita: \u00e9 que crio determinados personagens e, a certa altura, dou por mim a conviver com eles\u2026 Os personagens ganham forma, ganham vida. Discut\u00edamos. Isto \u00e9 uma coisa de loucos. Parece que o personagem se revoltava contra o discurso que estava a construir. O romance \u00e9 uma coisa encantadora: dar vida \u00e0s personagens, cri\u00e1-las e depois permitir que elas discutam connosco.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Como \u00e9 que come\u00e7ou a sua carreira de jornalista?<br \/><\/strong>J\u00e1 depois da r\u00e1dio e do cinema. Um dia, \u00e0 mesa do caf\u00e9, fui convidado por uns amigos para colaborar nos jornais, porque na r\u00e1dio fazia muito humor e era amante de desporto. Comecei a fazer uma coluna n\u2019<em>A Bola<\/em> com piada, eram pequenos t\u00f3picos que olhavam cinco ou seis problemas da semana. Depois fiz tamb\u00e9m entrevistas, reportagens. E regressei agora \u00e0s colunas do <em>Record<\/em> com a rubrica \u201cFintas e Dribles\u201d.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>J\u00e1 fez um pouco de tudo. Qual \u00e9 a \u00e1rea que mais aprecia?<br \/><\/strong>Todas. Geri a minha carreira com altern\u00e2ncias e intensidades. Houve uma altura em que tinha a r\u00e1dio, televis\u00e3o, jornalismo, publicidade, cinema, e achava que era imposs\u00edvel manter-me numa situa\u00e7\u00e3o confort\u00e1vel em termos de popularidade em todos ao mesmo tempo. De maneira que fui gerindo. Havia \u00e9pocas em que gostava mais de ficar na televis\u00e3o e deixava um pouco as coisas da r\u00e1dio, depois, quando a televis\u00e3o abrandava ligeiramente, voltava \u00e0 publicidade. Ia diversificando a minha atividade. Tenho a no\u00e7\u00e3o de que saturamos as pessoas, sempre a aparecer todos os dias. O Herman, por exemplo, \u00e9 o maior humorista portugu\u00eas de sempre, tem esp\u00edrito de grande criatividade, de grande trabalho, mas o p\u00fablico vai-se cansando deste ou daquele formato. A pessoa tem de mudar.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Isso acontece porqu\u00ea? O p\u00fablico \u00e9 pouco agradecido?<br \/><\/strong>O p\u00fablico n\u00e3o \u00e9 pouco agradecido, mas esquece com facilidade, o que n\u00e3o acontece noutros pa\u00edses. Por exemplo, no Brasil t\u00eam um grande culto por antigos artistas, est\u00e3o permanentemente a prestar-lhes homenagens e a record\u00e1-los. Em Portugal esquece-se tudo mais depressa. Mas n\u00e3o tenho nenhuma raz\u00e3o de queixa, pelo contr\u00e1rio; como tenho estado sempre em atividade, as pessoas n\u00e3o me esqueceram. Ainda hoje me cruzo na rua com pessoas que me acarinham muito. Acho o p\u00fablico ador\u00e1vel, s\u00e3o uns ador\u00e1veis mentirosos: dizem-me que estou cada vez melhor. S\u00e3o simp\u00e1ticos, mas n\u00f3s temos de nos convencer que aquilo \u00e9 uma mentira piedosa.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Como \u00e9 ser um jornalista sob os olhos da censura?<br \/><\/strong>Como era um jornalista de desporto nunca senti muito a censura. Os \u00fanicos problemas que tive eram relativos \u00e0 Acad\u00e9mica, porque o poder na altura considerava que a Acad\u00e9mica era um embri\u00e3o revolucion\u00e1rio, do contra. Vou dizer uma barbaridade: a censura \u00e9 uma coisa terr\u00edvel, mas tinha algumas vantagens, obrigava-nos a puxar pela cabe\u00e7a. \u201cComo \u00e9 que hei de dizer isto?\u201d Como na revista, em que a cr\u00edtica n\u00e3o era objetiva porque a censura n\u00e3o deixava. Escrever dava um gozo imenso. Conseguir furar essa teia provocava uma certa criatividade.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-14bd9df elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"14bd9df\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-7baaf98\" data-id=\"7baaf98\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-54f51c3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"54f51c3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><h1 style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;O jornalista tem de ter alma&#8221;<\/strong><\/h1><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-f9aef63 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"f9aef63\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1cd4d34\" data-id=\"1cd4d34\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-9dc97ba elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"9dc97ba\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><span style=\"font-weight: bolder\">O jornalismo hoje \u00e9 diferente\u2026<br \/><\/span>Agora faz-se um jornalismo em maior liberdade, o que \u00e0s vezes \u00e9 mais perigoso. N\u00e3o h\u00e1 censura objetiva, mas h\u00e1 uma censura subjetiva muito complicada. As coisas evolu\u00edram muito, a maneira de fazer jornalismo era outra. Mas as modernas tecnologias \u00e9 que s\u00e3o realmente a grande diferen\u00e7a, sobretudo na r\u00e1dio e na televis\u00e3o. Eu fazia r\u00e1dio sem condi\u00e7\u00f5es. Conseguir por uma pessoa ao telefone a dialogar com o locutor da cabina era complicado porque as linhas eram m\u00e1s, ouvia-se ru\u00eddo de fundo, n\u00e3o se ouviam as pessoas. Depois porque n\u00e3o havia a possibilidade que h\u00e1 hoje de se fazer em qualquer lado uma entrevista com um telem\u00f3vel. Os t\u00e9cnicos tinham de ligar o circuito telef\u00f3nico e estender cabo com o microfone e, quando l\u00e1 chegavam, \u00e0s vezes j\u00e1 tinha acabado o acontecimento. Nos primeiros anos em que trabalhei na televis\u00e3o n\u00e3o havia nem teleponto, nem registo magn\u00e9tico. Os programas eram todos em direto e n\u00e3o ficavam gravados. Os t\u00e9cnicos faziam maravilhas gra\u00e7as ao seu talento. Era tudo feito a \u201colh\u00f3metro\u201d. A pessoa hoje tem uma ideia e a tecnologia resolve quase tudo.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: bolder\">Que conselhos daria a um jovem jornalista?<br \/><\/span>Primeiro tem de trabalhar. Tem de ser humilde, tem de tentar aprender com os que t\u00eam mais experi\u00eancia. \u00c9 preciso saber reconhecer os erros e sobretudo respeitar o p\u00fablico e respeitar-se a si pr\u00f3prio como profissional. E se verificar, ao fim de um ano ou dois anos, que as coisas n\u00e3o saem bem, mude o quanto antes. Perdi um ano ou dois porque me matriculei no Instituto Superior T\u00e9cnico e, no fundo, n\u00e3o tinha voca\u00e7\u00e3o nenhuma para Engenharia. Fui para o T\u00e9cnico porque tinha instala\u00e7\u00f5es para fazer desporto, tinha uma bela piscina, tinha um ringue de patinagem, tinha um grande sal\u00e3o para gin\u00e1stica, para voleibol, basquetebol e t\u00e9nis de mesa. E ao fim de um ano pensei: \u201cMas eu n\u00e3o gosto disto\u201d. Se o trabalho n\u00e3o nos der prazer, n\u00e3o vale a pena. Mais um conselho: a m\u00e1quina ajuda muito, mas n\u00e3o se deixem dominar por ela. Queremos qualquer coisa, vamos \u00e0 internet, tiramos e d\u00e1 menos trabalho, mas falta-lhe alma. O jornalista tem de ter alma, tem de fazer o seu jornalismo com amor, com profundidade, pondo o seu cora\u00e7\u00e3o no que faz.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: bolder\">O que tem de ter um bom comunicador?<br \/><\/span>\u00c9 uma coisa natural, que nasce connosco. Acho que nem \u00e9 vaidade dizer que sinto que tenho capacidade de comunica\u00e7\u00e3o. Nasci assim, n\u00e3o fiz nada para isso. Tamb\u00e9m a podemos desenvolver, adapt\u00e1-la \u00e0 \u00e1rea em que trabalhamos. O p\u00fablico varia muito, no teatro, por exemplo, varia de sess\u00e3o para sess\u00e3o, e n\u00f3s temos de ir tateando.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: bolder\">Que projetos tem para o futuro?<br \/><\/span>Desde h\u00e1 muito tempo que n\u00e3o fa\u00e7o projetos. \u00c9 muito bonito ter projetos, mas \u00e9 muito triste n\u00e3o conseguir concretiz\u00e1-los. Quando cheguei ao ponto em que toda a gente sabe o que posso fazer fico \u00e0 espera que o projeto venha ter comigo. \u00c9 preciso n\u00e3o ter pressa de chegar. Se formos devagar, chegamos com certeza.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: bolder\">Qual \u00e9 o segredo da vitalidade?<br \/><\/span>A atividade. Estar ativo. N\u00e3o parar. Tive esse benef\u00edcio, como atuava em muitas \u00e1reas, havia sempre o que fazer. Agora, como tenho mais dificuldades f\u00edsicas, ponho a cabe\u00e7a a trabalhar, vou escrevendo\u2026<\/p><p>\u00a0<\/p><p><span style=\"font-weight: bolder\">Quando olha para tr\u00e1s sente saudades de alguma c<\/span><span style=\"font-weight: bolder\">oisa?<br \/><\/span>As tert\u00falias acabaram e fazem falta. As pessoas encontravam-se e conversavam sobre tudo. Hoje h\u00e1 uma certa desumaniza\u00e7\u00e3o, as pessoas n\u00e3o comunicam, e, n\u00e3o comunicando, v\u00e3o endurecendo a sua maneira de ser, perdendo a conviv\u00eancia, a entreajuda. \u00c9 dif\u00edcil criar-se um movimento c\u00edvico. As pessoas n\u00e3o querem saber. \u00c9 o pagamento da fatura do progresso. Faz falta a troca de ideias.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-d299b37 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"d299b37\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-019dce4\" data-id=\"019dce4\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-c188b9a elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"c188b9a\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00a0<\/p><hr \/><p style=\"color: #5b5858\"><span style=\"font-weight: bolder\">Akad\u00e9micos 21 (29 de novembro de 2007)<br \/>Entrevista por: <\/span>David Sineiro, Sara Vieira, David Sousa e Bruno Fernandes<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a4036cd elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a4036cd\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-4b20237\" data-id=\"4b20237\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b3f0cab elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b3f0cab\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>* Artur Agostinho<\/strong> (25.12.1920-22.03.2011)<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/*! elementor &#8211; v3.12.1 &#8211; 02-04-2023 *\/ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=&#8221;.svg&#8221;]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} Artur Agostinho Comunicador Comunicador dos sete of\u00edcios, Artur Agostinho falou da sua \u00faltima obra Ningu\u00e9m morre duas vezes, dos 70 anos de carreira e do \u201cador\u00e1vel mentiroso\u201d que \u00e9 o p\u00fablico portugu\u00eas. Gosta de se manter ativo e aponta o dedo a uma [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4604,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-121","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4604"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=121"}],"version-history":[{"count":25,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1465,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/121\/revisions\/1465"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=121"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=121"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=121"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}