{"id":126,"date":"2023-04-21T14:45:41","date_gmt":"2023-04-21T14:45:41","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/?p=126"},"modified":"2023-04-26T13:28:31","modified_gmt":"2023-04-26T13:28:31","slug":"ines-pedrosa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/ines-pedrosa\/","title":{"rendered":"In\u00eas Pedrosa"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"126\" class=\"elementor elementor-126\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-18e0ef2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"18e0ef2\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-164e0f3\" data-id=\"164e0f3\" 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class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-41928bc9 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"41928bc9\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong style=\"font-size: 1rem\">Primeiro veio o jornalismo, depois a literatura. Eterna apaixonada pela escrita, In\u00eas Pedrosa conta com mais de uma dezena de obras publicadas. N\u00e3o gosta de hipocrisias nem de falsos moralismos e n\u00e3o entende o porqu\u00ea de tanto pessimismo em Portugal.<\/strong><\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Tem duas obras que inspiram e transpiram padre Ant\u00f3nio Vieira: <em>No Cora\u00e7\u00e3o do Brasil<\/em> e <em>A Eternidade e o Desejo<\/em>. O que \u00e9 que mais admira nesse \u201cImperador da L\u00edngua Portuguesa\u201d, como lhe chamou Fernando Pessoa?<br \/><\/strong>\u00c9 a uni\u00e3o de v\u00e1rios talentos, v\u00e1rias caracter\u00edsticas. N\u00e3o posso apontar apenas um tra\u00e7o. Cheguei ao padre Ant\u00f3nio Vieira pela extraordin\u00e1ria for\u00e7a e novidade dos seus textos, escrita e pensamento. Quando escrevo livros que, de alguma forma, apontam para ele, o objetivo \u00faltimo \u00e9 fazer com que as pessoas se interessem e leiam mais a sua obra, que tem estado um pouco esquecida.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Existem padres Ant\u00f3nio Vieira no nosso tempo?<br \/><\/strong>No tempo dele e a seguir a ele houve, e ainda h\u00e1, pessoas com a mesma capacidade de trabalhar a favor dos outros. Mas juntar numa s\u00f3 personalidade as caracter\u00edsticas de pregador, orador \u2013 ou pol\u00edtico, se quisermos \u2013,\u00a0 escritor de um talento t\u00e3o raro, diplomata e aventureiro, \u00e9 algo dif\u00edcil de conseguir. Ainda h\u00e1 um certo estigma social que procura \u201cproibir\u201d o escritor de intervir politicamente. A escrita n\u00e3o exige uma concentra\u00e7\u00e3o numa torre de marfim. Nessa medida, o padre Ant\u00f3nio Vieira continua a ser um exemplo. E realmente n\u00e3o vejo ningu\u00e9m semelhante nos dias de hoje.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>S\u00e3o muitas vezes outros povos que reconhecem o valor de artistas portugueses: Jos\u00e9 Saramago \u00e9 mais acarinhado pelos espanh\u00f3is; o Brasil l\u00ea mais padre Ant\u00f3nio Vieira do que Portugal. Temos tend\u00eancia a desvalorizar o que temos de melhor?<br \/><\/strong>N\u00e3o damos valor ao que de melhor se faz e tendemos a criticar permanentemente o trabalho dos outros. S\u00e3o cr\u00edticas feitas com o intuito de tentar destruir, desfazer o trabalho alheio. Perdemos tempo a queixarmo-nos da falta de oportunidades. Somos muito pouco positivos. Esta semana fui apontada como corajosa por assumir a dire\u00e7\u00e3o da Casa Fernando Pessoa. Mas corajosa porqu\u00ea? Vou lutar pelos meus objetivos, se n\u00e3o conseguir venho-me embora, sou livre como era. H\u00e1 quem diga que sem meios n\u00e3o vale a pena fazer nada. Mas o Francisco Jos\u00e9 Viegas tamb\u00e9m n\u00e3o tinha meios e fez bastante. \u00c0s vezes, tenho vontade de perguntar \u00e0s pessoas o que fariam se tivessem nascido no Afeganist\u00e3o ou no Sud\u00e3o. Matavam-se?<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Muitos autointitulam-se escritores. Todos produzem livros e o resultado \u00e9 exist\u00eancia de algumas obras de muito pouca qualidade. Por outro lado, as estat\u00edsticas revelam n\u00edveis de leitura muito baixos. Qual \u00e9 o hoje o papel da literatura?<br \/><\/strong>Tenho uma perspetiva otimista quanto a isso. Se \u00e9 verdade que se editam mais livros que n\u00e3o s\u00e3o literatura, tamb\u00e9m \u00e9 verdade que as tiragens s\u00e3o muito maiores do que h\u00e1 30 anos. E as pessoas leem mais literatura. A raz\u00e3o pela qual florescem editoras deve-se precisamente ao aumento das vendas. Claro que poderia haver um crescimento mais favor\u00e1vel \u00e0 literatura. Por outro lado, h\u00e1 mais bibliotecas por todo o pa\u00eds. Por isso, tenho esperan\u00e7a que o trigo e o joio se separem. Que os bons e os maus livros comecem a ser facilmente identificados.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>O que \u00e9 mais saboroso: a escrita jornal\u00edstica ou a escrita liter\u00e1ria?<br \/><\/strong>\u00c9 claro que a escrita liter\u00e1ria \u00e9 mais livre. Apetece sempre mais. Por outro lado, tamb\u00e9m se torna mais complicada, mais exigente, mais angustiante. Mas tem um sabor especial, sem d\u00favida.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Acredita no dom?<br \/><\/strong>Acredito que cada pessoa tem o seu dom particular. Deve procur\u00e1-lo, deve descobri-lo e desenvolv\u00ea-lo. O dom n\u00e3o est\u00e1 obrigatoriamente ligado \u00e0 criatividade. Ser um excelente contabilista \u00e9 um dom e n\u00e3o \u00e9 trabalho criativo. Um dos defeitos da educa\u00e7\u00e3o nos \u00faltimos anos foi a t\u00f3nica que se colocou na necessidade de as crian\u00e7as serem criativas. Ainda n\u00e3o sabem escrever portugu\u00eas correto e j\u00e1 t\u00eam de escrever grandes composi\u00e7\u00f5es. O que pode tornar-se at\u00e9 angustiante. Existem jovens no liceu que escrevem dois versos e acham maravilhoso. N\u00e3o leem nada porque dizem que n\u00e3o querem ser influenciados. H\u00e1 dons, sim. Muito diferenciados. Mas \u00e9 preciso ver o que os outros fizeram. A criatividade absoluta n\u00e3o existe.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-0f5d274 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"0f5d274\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a9719b2\" data-id=\"a9719b2\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-1cf2fff elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"1cf2fff\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><h1 style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;H\u00e1 um certo estigma social que procura proibir<br \/>o escritor de intervir politicamente&#8221;<\/strong><\/h1><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-6bd71f3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"6bd71f3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-625e95e\" data-id=\"625e95e\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-85c7532 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"85c7532\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Defende-se que a comunica\u00e7\u00e3o social \u00e9 imprescind\u00edvel para a manuten\u00e7\u00e3o da democracia. O que representa para si o jornalismo?<br \/><\/strong>Em Portugal, \u00e9 muitas vezes o jornalismo que denuncia o sistema burocr\u00e1tico e de dif\u00edcil acesso ao sistema judicial. H\u00e1 casos que demoram anos nos tribunais, o que \u00e9, por si s\u00f3, uma injusti\u00e7a. Os processos s\u00e3o arquivados e as pessoas ficam com a no\u00e7\u00e3o de que n\u00e3o h\u00e1 justi\u00e7a. Isto \u00e9 uma falta e democracia terr\u00edvel. O jornalismo tem a fun\u00e7\u00e3o de fazer perguntas. De continuar a alertar e a inquietar as pessoas sobre o que n\u00e3o funciona na sociedade. Nesse sentido, \u00e9 um elemento imprescind\u00edvel. \u00c9 por isso que nenhuma ditadura gosta de jornalistas e todas os pro\u00edbem.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Se fosse uma cirurgi\u00e3 da comunica\u00e7\u00e3o, que altera\u00e7\u00f5es faria aos meios de comunica\u00e7\u00e3o nacionais?<br \/><\/strong>O problema fundamental da imprensa prende-se com a insist\u00eancia em fazer concorr\u00eancia \u00e0 televis\u00e3o e \u00e0 r\u00e1dio. D\u00e1-se cada vez mais espa\u00e7o \u00e0 imagem e menos ao texto. N\u00e3o se investe em investiga\u00e7\u00e3o e em grandes reportagens. Se as pessoas acabam de ler o jornal e sentem que n\u00e3o aprendem mais do que a ouvir a r\u00e1dio de manh\u00e3 ou a ver a televis\u00e3o \u00e0 noite, desistem de o comprar. Investe-se pouco em jornalismo de investiga\u00e7\u00e3o porque \u00e9 caro, demora tempo. A televis\u00e3o, pelo contr\u00e1rio, j\u00e1 percebeu que uma grande reportagem no final do telejornal prende as pessoas e aumenta as audi\u00eancias.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>H\u00e1 uns dias, um jornalista perguntava ao presidente da Rep\u00fablica se o mundial de futebol de 2018 n\u00e3o deveria ser uma \u201cprioridade nacional\u201d. O que tem a dizer sobre as prioridades dos portugueses?<br \/><\/strong>S\u00f3 temos alento para as grandes comemora\u00e7\u00f5es. S\u00f3 vi Portugal encorajado aquando do Euro 2004. Com o campeonato europeu gastaram-se muitos recursos. Se recebermos o mundial vai voltar a ser gasto muito dinheiro, que \u00e9 algo que o pa\u00eds n\u00e3o tem. Acho um esc\u00e2ndalo. \u00c9 mesmo criminoso o que se gasta com o futebol. Para os hospitais, para os incentivos \u00e0 fixa\u00e7\u00e3o das pessoas no interior, para a cultura, para n\u00e3o ter de se fechar tudo quanto h\u00e1, j\u00e1 n\u00e3o existem esses recursos financeiros.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Assumiu esta semana a dire\u00e7\u00e3o da Casa Fernando Pessoa. Quais s\u00e3o as grandes metas para este novo desafio?<br \/><\/strong>Continuar o trabalho que vinha a ser feito pelo Francisco Jos\u00e9 Viegas e divulgar a obra de Fernando Pessoa s\u00e3o duas grandes prioridades. Al\u00e9m disso, \u00e9 importante manter aquele espa\u00e7o, que foi o \u00faltimo onde viveu Fernando Pessoa, como polo cultural. A Casa debate-se com fortes dificuldades financeiras. Criar uma linha de\u00a0<em>merchandising<\/em>, com\u00a0<em>t-shirts<\/em>\u00a0e postais ligados ao autor seria muito positivo. Mas h\u00e1 imensos entraves. A legisla\u00e7\u00e3o financeira n\u00e3o prev\u00ea que os lucros de museus e casas-museu revertam a seu favor. Nem na sua totalidade, nem parcialmente. O dinheiro vai todo para o bolo do Estado, l\u00e1 para cima, para uma nuvem qualquer. Quero empenhar-me em alterar esta situa\u00e7\u00e3o para conseguir mais receitas para a Casa.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Apesar da passagem dos tempos, continuamos a assistir a in\u00fameras viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos. A comunidade internacional tem cumprido o seu dever?<br \/><\/strong>Deveriam ser estabelecidos valores m\u00ednimos para os eventos conjuntos de n\u00edvel internacional. Seria a \u00fanica forma de press\u00e3o. Mas hoje vivemos numa m\u00e1 consci\u00eancia, convictos de que todas as culturas e civiliza\u00e7\u00f5es s\u00e3o iguais. N\u00e3o s\u00e3o. Uma cultura que maltrata uma parte da humanidade, sejam as mulheres ou as crian\u00e7as, n\u00e3o \u00e9 igual a uma cultura que respeita a dignidade das pessoas. Diz-se que s\u00e3o especificidades culturais. Ora, amputa\u00e7\u00f5es e apedrejamentos n\u00e3o podem ser especificidades culturais. Se pensarmos um pouco, a China nunca devia ser o palco dos Jogos Ol\u00edmpicos porque n\u00e3o cumpre os crit\u00e9rios m\u00ednimos. \u00c9 preciso relembrar que os Jogos Ol\u00edmpicos s\u00e3o, al\u00e9m de uma celebra\u00e7\u00e3o de desporto, uma celebra\u00e7\u00e3o de valores da Humanidade. Sempre foram, desde a Gr\u00e9cia Antiga. Valores esses que n\u00e3o s\u00e3o cumpridos naquele pa\u00eds.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e2c20a3 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e2c20a3\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-49ef312\" data-id=\"49ef312\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-edb5b77 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"edb5b77\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00a0<\/p><hr \/><p><strong>Akad\u00e9micos 24 (28 de fevereiro de 2008)<br \/>Entrevista por: <\/strong>Miriam Gil e Cl\u00e1udia Silva<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/*! elementor &#8211; v3.12.1 &#8211; 02-04-2023 *\/ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=&#8221;.svg&#8221;]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} In\u00eas Pedrosa Jornalista e Escritora Primeiro veio o jornalismo, depois a literatura. 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