{"id":128,"date":"2023-04-24T09:17:10","date_gmt":"2023-04-24T09:17:10","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/?p=128"},"modified":"2023-04-26T12:56:01","modified_gmt":"2023-04-26T12:56:01","slug":"adelino-gomes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/adelino-gomes\/","title":{"rendered":"Adelino Gomes"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"128\" class=\"elementor elementor-128\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-9864983 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"9864983\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-eee54db\" data-id=\"eee54db\" 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E, sobre o que lhe falta fazer, diz: \u201cTudo\u201d.<\/strong><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><\/p>\n<p><strong>J\u00e1 foi correspondente de guerra. Nas guerras que cobriu, tanto em Angola como em Timor, sentiu alguma vez que a sua vida corria perigo?<br><\/strong>Senti em ambos os s\u00edtios, mas sobretudo em Timor. Na noite de 15 para 16 de outubro de 1975 e ao longo dos tr\u00eas dias seguintes senti que havia o in\u00edcio de uma invas\u00e3o e que a minha vida estava em perigo.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>O que \u00e9 mais dif\u00edcil no trabalho em cen\u00e1rios dessa natureza?<br><\/strong>\u00c9 conseguir perceber para onde nos devemos movimentar. Numa guerra h\u00e1 uma intera\u00e7\u00e3o entre os que d\u00e3o tiro e os que respondem. E onde \u00e9 que o jornalista deve estar? Por um lado, para n\u00e3o levar um tiro, mas, por outro, para ver os tiros que s\u00e3o dados. O jornalista tem de ter uma vis\u00e3o mais ampla, tem de ver a floresta e n\u00e3o apenas a \u00e1rvore.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>O jornalismo tem a devida import\u00e2ncia na constru\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica?<br><\/strong>Como o jornalismo se faz, escreve, produz, narra ao mesmo tempo que a realidade se desenvolve, \u00e0s vezes ele interfere na realidade. H\u00e1 um jornalista que disse \u201co drama de um rep\u00f3rter \u00e9 que o rep\u00f3rter fala, tem que falar, da guerra, da paz, da alegria, da tristeza, enquanto as l\u00e1grimas caem dos olhos das pessoas, enquanto as pessoas s\u00e3o felizes\u201d. Dizia ele: \u201co jornalista nada num mar de paix\u00f5es\u201d. O jornalista conta uma hist\u00f3ria que ainda se est\u00e1 a desenvolver, cujo resultado desconhece.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Houve reportagens em que sentiu dificuldade em distanciar-se emocionalmente dos acontecimentos?<br><\/strong>Sim, muitas. N\u00f3s, enquanto jornalistas, temos sempre cora\u00e7\u00e3o. Estamos \u00e9 treinados, exigimos p\u00f4r o cora\u00e7\u00e3o e o sentimento entre par\u00eantesis. O jornalismo \u00e9 um ato de humanidade e, nesse sentido, o que \u00e9 necess\u00e1rio \u00e9 aprendermos t\u00e9cnicas que permitam ser-se pessoa e jornalista em simult\u00e2neo. E \u00e9 desta conjuga\u00e7\u00e3o que nasce o jornalismo. Nasce do cora\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m da raz\u00e3o. H\u00e1 dois ou tr\u00eas anos, em Timor, estava a trabalhar numa reportagem para o jornal <em>P\u00fablico<\/em> e houve par\u00e1grafos que escrevi a chorar, mas n\u00e3o deixei de escrever. E ningu\u00e9m percebeu que estava a chorar.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>Se fosse um \u201cm\u00e9dico jornalista\u201d como analisaria o estado da comunica\u00e7\u00e3o social portuguesa?<br><\/strong>Estava pr\u00f3ximo do coma. Mas, se fosse m\u00e9dico, diria que \u00e9 sempre poss\u00edvel salvarmo-nos mesmo quando a doen\u00e7a \u00e9 complicada. A imprensa escrita est\u00e1 em risco de vida. E \u00e9 uma pena, do meu ponto de vista. Uma crise da imprensa escrita \u00e9 uma crise do jornalismo em geral. A r\u00e1dio est\u00e1 a tornar-se menos relevante do que foi e a televis\u00e3o est\u00e1 a sofrer uma tend\u00eancia de aligeiramento na informa\u00e7\u00e3o \u2013 o chamado <em>infotainment<\/em> \u2013 e, conjuntamente com o fen\u00f3meno da internet, o velho paradigma a que est\u00e1vamos acostumados da informa\u00e7\u00e3o tradicional est\u00e1 em crise. Dela o jornalismo pode emergir doente, ag\u00f3nico, morto, ou pode ressuscitar, espero que ressuscite e encontre um novo caminho. O jornalismo n\u00e3o vai ser o mesmo que era no passado.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><\/p>\n<p><strong>O que pensa funcionar menos na democracia portuguesa?<br><\/strong>A morosidade e a falta de justi\u00e7a. Hoje em dia pensa-se que h\u00e1 a possibilidade de se cometer crimes, nomeadamente os de \u201ccolarinho branco\u201d, sem que sejam condenados ou julgados com justi\u00e7a pelos tribunais. Tamb\u00e9m h\u00e1 falta de uma igualdade econ\u00f3mica. Apesar de nascermos todos com os mesmos direitos perante a Lei, na verdade n\u00e3o temos direito ao p\u00e3o, habita\u00e7\u00e3o ou emprego. Esta democracia econ\u00f3mica n\u00e3o foi conseguida com o 25 de Abril.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-1f62070 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"1f62070\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-d81b2ab\" data-id=\"d81b2ab\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d51d508 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d51d508\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><h1 style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;Enquanto jornalistas<br \/><\/strong><strong>temos sempre cora\u00e7\u00e3o&#8221;<\/strong><\/h1><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e1cdb1e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e1cdb1e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-86b5171\" data-id=\"86b5171\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-cdf4259 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"cdf4259\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>J\u00e1 trabalhou em imprensa, r\u00e1dio e televis\u00e3o. Que meio mais aprecia?<br \/><\/strong>Imprensa escrita. Tamb\u00e9m gosto de r\u00e1dio, e \u00e9 aquele a que estou ligado historicamente, foi na r\u00e1dio que comecei. \u00c9 o meio mais pobre e o mais dif\u00edcil. Apenas atrav\u00e9s da voz temos de conseguir que a mensagem seja transmitida, entendida e atrativa para os ouvintes. A televis\u00e3o \u00e9 o meio de maior impacto. Ou as pessoas t\u00eam telegenia ou n\u00e3o. O mais dif\u00edcil \u00e9 a imprensa escrita. Em primeiro lugar porque est\u00e1 em crise, em segundo porque exige racioc\u00ednio e intelig\u00eancia, as pessoas t\u00eam de ter vontade de ler e n\u00f3s temos de contar uma hist\u00f3ria. \u00c9, hoje, o meio de comunica\u00e7\u00e3o mais exigente, o \u00faltimo a chegar \u00e0s pessoas. Significa que todo o nosso esfor\u00e7o deve estar na capacidade de sabermos narrar bem o acontecimento, narrar uma hist\u00f3ria de uma forma que seja aliciante.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Tem tamb\u00e9m v\u00e1rias experi\u00eancias no ensino. Qual a mensagem mais importante sobre a profiss\u00e3o que faz quest\u00e3o de deixar aos seus alunos?<br \/><\/strong>\u00c9 uma mat\u00e9ria da qual, mesmo quando se \u00e9 doutor, nunca se sabe tudo. Temos de fazer todos os dias a revis\u00e3o da mat\u00e9ria dada. H\u00e1 doutores em jornalismo, porque t\u00eam doutoramento, mas o doutoramento \u00e9 feito todos os dias no terreno. Os que estudam jornalismo devem ter consci\u00eancia que o jornalismo vai ser uma constante aprendizagem. O jornalismo trata da novidade. H\u00e1 uma aprendizagem constante nesta profiss\u00e3o.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Hoje em dia os jornalistas saem do ensino superior bem preparados para o mercado de trabalho?<br \/><\/strong>Saem mais bem preparados do que n\u00f3s. Hoje j\u00e1 h\u00e1 forma\u00e7\u00e3o espec\u00edfica. Defendo, ao contr\u00e1rio de muitas pessoas, que o jornalismo est\u00e1 melhor do que no passado. O que acontece hoje \u00e9 que ficamos indignados quando um licenciado comete um erro.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Ocupa atualmente o cargo de provedor do ouvinte, na RDP. Que reclama\u00e7\u00f5es lhe surgem com mais frequ\u00eancia?<br \/><\/strong>Apresentei h\u00e1 dias um relat\u00f3rio destes primeiros sete meses. A maior parte das reclama\u00e7\u00f5es s\u00e3o contra ou a prop\u00f3sito de situa\u00e7\u00f5es que se passam na\u00a0<em>Antena 1<\/em>. A segunda raz\u00e3o de queixa \u00e9 relativa \u00e0\u00a0<em>Antena 2<\/em>\u00a0e a terceira sobre desporto. H\u00e1 tamb\u00e9m algumas reclama\u00e7\u00f5es relacionadas com a informa\u00e7\u00e3o.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Os portugueses s\u00e3o espectadores, leitores, ouvintes cr\u00edticos?<\/strong><\/p><p>[risos] Os portugueses s\u00e3o complicados. Como provedor do ouvinte recebo muitas mensagens, as \u00e9 uma \u00ednfima parte daqueles que ouvem. Logo, diria que, mesmo sendo muitos os leitores e espectadores, s\u00e3o poucos os que participam.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Tem um percurso profissional extenso e variado. O que lhe falta fazer?<br \/><\/strong>[risos] Tudo! Reportagem, sobretudo reportagens. N\u00f3s em Portugal somos enviados especiais intermitentes e senti sempre falta de poder ser enviado especial durante cinco anos seguidos. Gostava de fazer uma revisita\u00e7\u00e3o dos lugares e das pessoas que entrevistei para escrever outra vez a hist\u00f3ria delas.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Que mem\u00f3rias guarda de Leiria?<br \/><\/strong>S\u00e3o mem\u00f3rias grandes. Nasci nos Marrazes. Guardo mem\u00f3rias futebol\u00edsticas entre os jogos do [Sport Clube] Leiria e Marrazes e o Uni\u00e3o [Desportiva] de Leiria. Conheci a minha esposa no liceu. Continuo a ir a Leiria de vez em quando. \u00c9 uma terra a que me sinto ainda ligado, embora n\u00e3o acompanhe o dia a dia, mas sou um leiriense. N\u00f3s somos sempre da terra onde nascemos, mesmo quando estamos afastados.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>O que o levou a ser jornalista?<br \/><\/strong>O desejo de estar em todo o lado onde alguma coisa de interessante se passa. A vontade de ser porta-voz de anseios, queixas, s\u00faplicas de quem n\u00e3o tem outra maneira de chegar para l\u00e1 da sua rua e dos seus conhecidos. O gosto pelo desafio de viver e relatar ao mesmo tempo, para os meus contempor\u00e2neos, o tempo em que vivo. A ambi\u00e7\u00e3o de exercer um of\u00edcio em que autonomia, independ\u00eancia e responsabilidade constituem as palavras-chave.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-e65b93a elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"e65b93a\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-516b4e1\" data-id=\"516b4e1\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-fca91f2 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"fca91f2\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00a0<\/p><hr \/><p><strong>Akad\u00e9micos 34 (26 de mar\u00e7o de 2009)<br \/>Entrevista por:<\/strong> Tiago Gomes e Andreia Antunes<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/*! elementor &#8211; v3.12.1 &#8211; 02-04-2023 *\/ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=&#8221;.svg&#8221;]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} Adelino Gomes Jornalista Com experi\u00eancia em jornais, r\u00e1dio e televis\u00e3o, o atual provedor do ouvinte da RDP explica porque escolheu o jornalismo como profiss\u00e3o. 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