{"id":130,"date":"2023-04-24T10:33:30","date_gmt":"2023-04-24T10:33:30","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/?p=130"},"modified":"2023-04-26T12:50:49","modified_gmt":"2023-04-26T12:50:49","slug":"goncalo-cadilhe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/goncalo-cadilhe\/","title":{"rendered":"Gon\u00e7alo Cadilhe"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"130\" class=\"elementor elementor-130\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a009100 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a009100\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-0c0fd87\" data-id=\"0c0fd87\" 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Rejeita o r\u00f3tulo de aventureiro, mas j\u00e1 visitou os cinco continentes apenas com uma mochila \u00e0s costas. Escreve, semanalmente, uma cr\u00f3nica das suas experi\u00eancias no jornal <em>Expresso<\/em>, tendo tamb\u00e9m editado v\u00e1rios livros.<\/strong><br><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 1rem\"><br><\/strong><\/p>\n<p><strong style=\"font-size: 1rem\">\u00c9 formado em gest\u00e3o de empresas mas optou pelo jornalismo, escrevendo as suas aventuras pelo mundo. Porqu\u00ea essa escolha?<\/strong><\/p>\n<p>Com 14 ou 15 anos, ainda n\u00e3o se sabe o que se quer fazer da vida. Na altura, para ficar na mesma escola que os meus amigos, tive de escolher contabilidade. Por isso, entrei na universidade para a licenciatura de gest\u00e3o de empresas. Rapidamente percebi que n\u00e3o era uma coisa que me interessava. Ainda estive sete meses a trabalhar como gestor de empresas, mas fiquei ainda mais convencido que n\u00e3o era por a\u00ed. Escolhi ent\u00e3o essa ideia rom\u00e2ntica de andar com uma mochila \u00e0s costas \u00e0 volta do mundo, a fazer um pouco de tudo o que me aparecia pela frente. Era uma ideia com consist\u00eancia liter\u00e1ria, pois os autores que eu gostava na minha juventude, como Hemingway, tamb\u00e9m fizeram um bocadinho de tudo at\u00e9 serem escritores. Via isso quase como um ritual de passagem. E tive sorte porque fui dos primeiros em Portugal a fazer isso.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>&nbsp;<\/strong><strong>Como iniciou a atividade de jornalista?<br><\/strong>Fui batendo porta \u00e0 porta. Queria publicar as cr\u00f3nicas das minhas viagens. Tinha j\u00e1 algum talento a escrever, o que me ajudou. A primeira revista que me aceitou foi a Grande Reportagem, do Miguel Sousa Tavares. Depois, a pouco e pouco, foram aparecendo mais revistas e fui formando o que se pode chamar de minha carreira.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Para al\u00e9m das leituras dos autores de que gostava, houve mais alguma coisa que lhe desse esse esp\u00edrito de aventura?<br><\/strong>O facto de a minha juventude ter sido nos anos 70, numa cidade como a Figueira da Foz, uma cidade aberta, onde se estava sempre nos parques, na praia, na serra e onde os meus pais n\u00e3o estavam preocupados em saber onde andava, porque toda a gente se conhecia, ajudou. Mas tamb\u00e9m andei nos escuteiros, praticava <em>surf<\/em>\u2026 Foi todo um conjunto de coisas que consolidou este esp\u00edrito aventureiro.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 que financiou a sua primeira viagem?<br><\/strong>Quando estava ainda na faculdade, em 1991, participei num concurso liter\u00e1rio para jovens. Concorri com dois trabalhos. Um em meu nome e outro no nome de um amigo meu [risos]. Ganharam os dois. Os dois pr\u00e9mios juntos deram-me dinheiro suficiente para, nas f\u00e9rias de ver\u00e3o, ir ao M\u00e9xico.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Nas viagens que faz n\u00e3o tem por h\u00e1bito viajar de avi\u00e3o. Porqu\u00ea?<br><\/strong>Sou um viajante profissional. Para al\u00e9m de viagens, fa\u00e7o projetos. E cada projeto tem a sua condicionante e o seu fio condutor. Se a ideia \u00e9 dar a volta ao mundo sem apanhar avi\u00f5es, de facto n\u00e3o os apanho. Mas se falarmos de um projeto em que o objectivo \u00e9 seguir a vida do Fern\u00e3o de Magalh\u00e3es, e se eu quero ir \u00e0 Micron\u00e9sia, n\u00e3o vou embarcar numa nau de 1500 para l\u00e1 chegar a partir do Chile. E \u00e9 obvio que quando se trata de conhecer bem um itiner\u00e1rio, que \u00e9 prioritariamente o meu objectivo, n\u00e3o faz sentido andar de avi\u00e3o. H\u00e1 quem diga que tenho medo, mas n\u00e3o \u00e9 verdade.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Est\u00e1 constantemente a sair do pa\u00eds para cumprir os seus projetos. Pode dizer-se que n\u00e3o tem uma rotina normal, um dia a dia igual a uma pessoa com uma vida dita est\u00e1vel?<br><\/strong>J\u00e1 s\u00e3o 17 anos assim, nem penso nisso. Qualquer coisa que se fa\u00e7a durante 17 anos torna-se uma rotina. J\u00e1 me parece t\u00e3o rotineira a vida que levo, como a um empregado de escrit\u00f3rio lhe parece a sua.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-4658631 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"4658631\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-1507205\" data-id=\"1507205\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-a8277b4 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"a8277b4\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><h1 style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;Escolhi essa ideia rom\u00e2ntica de andar com<br \/>uma mochila \u00e0s costas \u00e0 volta do mundo&#8221;<\/strong><\/h1><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-caa8003 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"caa8003\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-fa29c96\" data-id=\"fa29c96\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-97472bf elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"97472bf\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Quando chega a um pa\u00eds diferente qual \u00e9 a primeira coisa que procura?<br \/><\/strong>Vivo de sensa\u00e7\u00f5es imediatas e cada pa\u00eds tem a sua caracter\u00edstica. E eu n\u00e3o procuro, as coisas caem-me em cima. Por exemplo, ao chegar a um pa\u00eds dos tr\u00f3picos sinto logo aquele bafo de calor h\u00famido. Reparo no clima. Mas, se chegar \u00e0 China, a primeira coisa em que reparo \u00e9 nos olhos em bico das pessoas. Cada caso \u00e9 um caso.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Percorreu \u00c1frica de Sul a Norte. A realidade do continente choca-o?<br \/><\/strong>O que me choca \u00e9 ver as imagens que passam na televis\u00e3o. Essa quest\u00e3o de \u00c1frica ser subdesenvolvida somos n\u00f3s que a vemos dessa maneira. Posso dizer que claro que h\u00e1 coisas bastante duras em \u00c1frica, como infraestruturas degradadas e coisas do g\u00e9nero. Mas \u00c1frica \u00e9 um continente rico. Existe \u00e9 um grande fosso entre os ricos e os pobres.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><strong>A televis\u00e3o condiciona a maneira como vemos o mundo?<br \/><\/strong>Claramente. Choca-me a import\u00e2ncia que a televis\u00e3o tem na cultura ocidental. Pensamos o mundo por aquilo que vemos na televis\u00e3o e essa n\u00e3o \u00e9 totalmente a realidade. A grande busca no meu percurso tem sido n\u00e3o ser condicionado, ter a pureza do olhar, n\u00e3o ir com preconceitos j\u00e1 predefinidos. Para isso \u00e9-me essencial n\u00e3o ver televis\u00e3o, n\u00e3o ver as not\u00edcias porque, a\u00ed, s\u00f3 se fala de situa\u00e7\u00f5es extremas.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Considera-se um aventureiro?<br \/><\/strong>N\u00e3o, n\u00e3o me considero. Ser aventureiro, definitivamente, n\u00e3o tem nada a ver com viajar e explorar o mundo. Aventura \u00e9 fazer o que quer que seja quando sabemos que temos quase todas as probabilidades contra n\u00f3s. Naquilo que fa\u00e7o h\u00e1 muito poucas probabilidades contra mim. \u00c9 um desporto de massas, milhares de pessoas fazem aquilo que eu fa\u00e7o. O que \u00e9, realmente, uma grande aventura \u00e9 p\u00f4r um filho ao mundo e conseguir que ele cres\u00e7a e encontre um mundo melhor do que aquele que temos agora.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Alguma vez se arrependeu da vida que escolheu?<br \/><\/strong>H\u00e1 uma frase que diz: n\u00e3o tenho direito de me arrepender daquilo que fiz, s\u00f3 tenho o direito de me arrepender daquilo que n\u00e3o tentei fazer. Chega? [risos]<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Quantas l\u00ednguas fala fluentemente?<br \/><\/strong>As mais f\u00e1ceis. As latinas: Portugu\u00eas, Franc\u00eas, Italiano e Espanhol. E, claro, o Ingl\u00eas. Mas o sorriso serve para todo mundo, \u00e9 uma l\u00edngua universal.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Como est\u00e1 intelectualmente o nosso pa\u00eds?<br \/><\/strong>Em rela\u00e7\u00e3o aos anos em que eu cresci, em que t\u00ednhamos sa\u00eddo do 25 de Abril, o que chegava, dos adultos aos jovens, era um exemplo de contesta\u00e7\u00e3o, de interven\u00e7\u00e3o, de empenho, de compromisso, de grandes lutas partid\u00e1rias. O pa\u00eds estava dividido em ideologias. Portanto, os jovens criaram um ambiente intelectualmente efervescente. Mas, hoje em dia, os adultos j\u00e1 n\u00e3o est\u00e3o metidos nisso. Est\u00e3o apenas interessados em bens materiais. Vejo que o pa\u00eds est\u00e1 muito ap\u00e1tico. Muito empenhado em ter e mostr\u00e1-lo e pouco em ser e viv\u00ea-lo.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Que pa\u00edses aconselharia aos jovens portugueses que decidam fazer Erasmus?<br \/><\/strong>Aconselho a irem para os pa\u00edses mais pobres poss\u00edvel. Para que, quando algu\u00e9m se lembrar de se queixar que somos pobres e que nos falta tudo, pelo menos esses, que estiveram, por exemplo, na Rom\u00e9nia ou na Mold\u00e1via, percebam a sorte que \u00e9 viver neste pa\u00eds.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>L\u00e1 fora, ainda somos conhecidos como o pa\u00eds do Eus\u00e9bio e da Am\u00e1lia?<br \/><\/strong>Agora somos o pa\u00eds do Figo e do Cristiano Ronaldo. E \u00e9 quando somos alguma coisa. Temos de reconhecer que somos muito pequeninos. Talvez se tiv\u00e9ssemos uma\u00a0<em>pizza<\/em>, que \u00e9 um produto mundialmente conhecido. Mas temos os past\u00e9is de bacalhau que n\u00e3o saem daqui. N\u00e3o temos dimens\u00e3o. Se estiver na Am\u00e9rica Latina pensam que sou brasileiro. L\u00e1 sabem que toda a gente fala espanhol menos no Brasil, em que toda a gente fala portugu\u00eas (at\u00e9 na escola prim\u00e1ria sabem isso). Quando digo que sou portugu\u00eas associam logo ao Brasil, n\u00e3o t\u00eam no\u00e7\u00e3o. Mas tenho orgulho em ser portugu\u00eas, para o bem e para o mal.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2bd785b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2bd785b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a6430df\" data-id=\"a6430df\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-4030191 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"4030191\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00a0<\/p><hr \/><p><strong>Akad\u00e9micos 40 (28 de janeiro de 2010)<br \/>Entrevista por: <\/strong>Andr\u00e9 Mendon\u00e7a e Filipa Ara\u00fajo<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/*! elementor &#8211; v3.12.1 &#8211; 02-04-2023 *\/ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=&#8221;.svg&#8221;]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} Gon\u00e7alo Cadilhe Jornalista e Cronista de viagens Gon\u00e7alo Cadilhe h\u00e1 17 anos que viaja pelos quatro cantos do mundo. 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