{"id":147,"date":"2023-04-24T14:21:46","date_gmt":"2023-04-24T14:21:46","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/?p=147"},"modified":"2023-04-26T12:43:49","modified_gmt":"2023-04-26T12:43:49","slug":"sofia-branco","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/sofia-branco\/","title":{"rendered":"Sofia Branco"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"147\" class=\"elementor elementor-147\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-a32373f elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"a32373f\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-e670e2c\" data-id=\"e670e2c\" 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A escrita \u00e9 a sua paix\u00e3o. Autora do livro <em>Mulheres e a Guerra Colonial<\/em> e presidente do Sindicato de Jornalistas, Sofia Branco recorda o testemunho de quem sofreu com o conflito e desmistifica quest\u00f5es do jornalismo atual, assumindo uma atitude solid\u00e1ria perante os jovens que, nos dias de hoje, tentam entrar no setor.<\/strong><\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><\/p><p><strong>Quais s\u00e3o para si os grandes desafios que enfrenta hoje o jornalismo? E como podem ser ultrapassados?<br \/><\/strong>S\u00e3o tantos. A precariedade \u00e9 um grande desafio porque cada vez mais se trabalha em condi\u00e7\u00f5es cada vez menos seguras. Quando se tem menos seguran\u00e7a e menos conforto a trabalhar, menos liberdade se tem e a liberdade no jornalismo \u00e9 muito importante. Hoje h\u00e1 muito menos acompanhamento dos jovens que entram no jornalismo, h\u00e1 pessoas a trabalhar nas reda\u00e7\u00f5es que n\u00e3o conhecem o \u00f3rg\u00e3o de comunica\u00e7\u00e3o e n\u00e3o conhecem assuntos relacionados com o pa\u00eds. O facto de terem ali algu\u00e9m ao lado que lhes explicava era importante e isso est\u00e1 a perder-se.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Quais os temas em que o jornalismo se v\u00ea mais desafiado?<br \/><\/strong>Os do poder, embora eu ache que \u00e9 mais dif\u00edcil investigar assuntos relacionados com o poder econ\u00f3mico. Ningu\u00e9m foge muito daquele padr\u00e3o que s\u00e3o hoje as not\u00edcias. Acho que a aposta devia ser na investiga\u00e7\u00e3o, mas, apesar disso, quando \u00e9 feita, \u00e9 mais debru\u00e7ada sobre o poder pol\u00edtico. Os jornalistas, para al\u00e9m do esfor\u00e7o e do tempo que t\u00eam para despender numa investiga\u00e7\u00e3o, t\u00eam de convencer os s\u00edtios onde trabalham que aquilo que est\u00e3o a fazer tamb\u00e9m \u00e9 importante. Muitos n\u00e3o est\u00e3o para isso, o que \u00e9 uma pena.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Como encarou este desafio a que se prop\u00f4s de ser presidente do Sindicato dos Jornalistas? O que a motivou?<br \/><\/strong>\u00a0Eu acho que o sindicalismo \u00e9 muito importante e acho que as pessoas hoje em dia t\u00eam uma ideia errada do sindicalismo. \u00c9 como o feminismo e o facto de eu ser feminista. J\u00e1 estou habituada a ideias pr\u00e9-concebidas. O sindicato \u00e9 pouco representativo [da classe]. Sendo otimista, um quarto estar\u00e3o sindicalizados. Defendemos que \u00e9 importante haver um coletivo, e ainda por cima \u00e9 uma profiss\u00e3o em que as pessoas negoceiam os seus pr\u00f3prios contratos individualmente. N\u00f3s tent\u00e1mos fazer uma lista de um grupo mais heterog\u00e9neo. Desde janeiro, conseguimos um n\u00famero de s\u00f3cios superior ao dos dois anos anteriores, e isso \u00e9 importante. Eu acho que \u00e9 pouco, gost\u00e1vamos que mais gente se tivesse sindicalizado, nomeadamente jovens.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Existe imparcialidade no jornalismo?<br \/><\/strong>Existe \u00e0s vezes. Os jornalistas s\u00e3o pessoas e como tal n\u00e3o s\u00e3o objetivos. Sim, tens de ouvir todos os pontos de vista de um determinado assunto. Sim, tens de lhe dar voz. Mas tamb\u00e9m acho que pode e deve defender determinadas causas. O jornalismo defende liberdade, igualdade, diversidade e, portanto, \u00e9 preciso equacionar certas quest\u00f5es. Se imparcialidade quer dizer olhar para os diferentes pontos da quest\u00e3o, n\u00e3o privilegiar um sobre o outro, isso obviamente deve existir. \u00c9 uma luta todos os dias.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Escritora, jornalista na Ag\u00eancia Lusa e presidente do Sindicato. Com qual das atividades se sente mais realizada?<br \/><\/strong>Escritora. Quando tu vais ler um livro e vais faz\u00ea-lo num tempo que n\u00e3o tens, d\u00e1s muito de ti, e hoje o que sinto no jornalismo \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 tempo para se dizer tudo aquilo que se devia dizer. O livro d\u00e1-te isso. Claro que demoras imenso tempo a faz\u00ea-lo. O \u00faltimo que fiz, <em>As Mulheres e a Guerra Colonial<\/em>, demorou dois anos. Mas depois, quando v\u00eas o livro nas tuas m\u00e3os, \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o muito grande. Tamb\u00e9m me sinto realizada com o jornalismo, \u00e9 aquilo que eu fa\u00e7o diariamente e, dentro do que fa\u00e7o, h\u00e1 coisas de que gosto e coisas de que n\u00e3o gosto. E com os sindicatos \u00e9 igual, h\u00e1 coisas que n\u00e3o podes mudar porque j\u00e1 l\u00e1 tens pessoas a trabalhar h\u00e1 muito tempo, t\u00eam um historial.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Relembra alguma situa\u00e7\u00e3o que tenha mar<\/strong><strong>cado, ao longo da sua carreira?<br \/><\/strong>Uma investiga\u00e7\u00e3o que fiz sobre mutila\u00e7\u00e3o genital feminina, quando estava a trabalhar no <em>P\u00fablico<\/em>. Nunca tinha feito propriamente nada de grande envergadura, sempre pensei que no meu pa\u00eds a mutila\u00e7\u00e3o feminina era imposs\u00edvel. Na verdade, nunca encontrei uma resposta, mesmo hoje ainda n\u00e3o sabemos se aconteceu efetivamente em Portugal. Essa investiga\u00e7\u00e3o foi feita por mim em sil\u00eancio, sem contar a ningu\u00e9m, e acho que deve ser um exemplo. Quando eu fui entregar o trabalho ao diretor do <em>P\u00fablico<\/em>, tinha sessenta mil caracteres. Na altura, ocupou sete p\u00e1ginas nos jornais e foi capa. Desencadeou mudan\u00e7as na sociedade muito importantes, chegou a ser discutido inclusivamente no parlamento. Foi um trabalho muito premiado e acho que \u00e9 revelador daquilo que um jornalista pode fazer individualmente.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-23034d2 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"23034d2\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6dedb72\" data-id=\"6dedb72\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-e551e29 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"e551e29\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><h1 style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;O jornalismo \u00e9 um exerc\u00edcio<br \/>cont\u00ednuo de reflex\u00e3o&#8221;<\/strong><\/h1><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-2df762e elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"2df762e\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-f94309d\" data-id=\"f94309d\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-b657c8d elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"b657c8d\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>Como \u00e9 que o Sindicato dos Jornalistas encara a pol\u00e9mica em que o\u00a0<em>Correio da Manh\u00e3<\/em>\u00a0est\u00e1 envolvido, sobre n\u00e3o poder escrever sobre o caso Jos\u00e9 S\u00f3crates?<br \/><\/strong>Aquela decis\u00e3o judicial de provid\u00eancia cautelar abre um precedente grave, independentemente daquilo que n\u00f3s achamos ou deixamos de achar acerca do que o\u00a0<em>Correio da Manh\u00e3<\/em>\u00a0faz. N\u00e3o cabe ao poder judicial limitar a liberdade de imprensa daquela maneira, porque o que eles est\u00e3o a fazer \u00e9 limitar\u00a0<em>a priori<\/em>. Ou seja, antes de ser publicado j\u00e1 est\u00e3o a dizer que n\u00e3o podem. O que n\u00f3s achamos \u00e9 que isso limita o direito e o poder de informar. Quando se publica alguma coisa sobre algu\u00e9m, a pessoa envolvida tem meios judiciais para se processar o jornal, o jornalista, e portanto isso deve ser feito\u00a0<em>a posteriori<\/em>. Acho que houve pouca solidariedade entre a comunica\u00e7\u00e3o social por ser o\u00a0<em>Correio da Manh\u00e3<\/em>.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Qual a motiva\u00e7\u00e3o que a levou a escrever o livro\u00a0<em>As Mulheres e a Guerra Colonial<\/em>?<br \/><\/strong>Fizemos alguns trabalhos longos na Lusa a prop\u00f3sito da guerra colonial e do 25 de Abril, sobre as independ\u00eancias, e eu entrevistei uma vez um amigo que escreveu um livro que falava sobre testemunhos em Mo\u00e7ambique, Guin\u00e9 e Angola. Eram tr\u00eas palcos e havia sempre uma mulher enfermeira paraquedista em cada um dos palcos. Estranhei haver t\u00e3o poucas mulheres e tantos homens e faltava-me um lado mais social quando se fala na guerra, que eu acho que as mulheres podiam dar. Assim surgiu a ideia, que depois foi sendo consolidada porque as mulheres contam mais hist\u00f3rias do quotidiano e conseguem ver o que \u00e9 que a guerra mudou na vida das fam\u00edlias. Para mim foi importante contrariar a regra.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Que tipo de obst\u00e1culos surgiram quando abra\u00e7ou o projeto?<br \/><\/strong>O contacto com elas foi mais f\u00e1cil do que eu estava \u00e0 espera, mas depois envolveu toda uma negocia\u00e7\u00e3o. H\u00e1 hist\u00f3rias em que foi f\u00e1cil e elas quiseram mesmo contar, n\u00e3o fizeram nenhum tipo de exig\u00eancias, mas h\u00e1 ouras que foram muito negociadas e eu achei que lhes devia isso. \u00c9 a hist\u00f3ria delas que se vai transformar em livro. H\u00e1 muitas mulheres que contariam a sua hist\u00f3ria com o marido ao lado e eu nunca quis nenhuma hist\u00f3ria contada assim, porque a iria condicionar muito. Invariavelmente, a primeira coisa que elas me diziam era \u00abn\u00e3o tenho nada para lhe contar\u00bb. As mulheres tendem a inviabilizar-se e t\u00eam pouco h\u00e1bito de se colocarem no papel de protagonista, mas no final sentem-se bem por contar.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Rev\u00ea as mulheres do tempo da guerra colonial nas mulheres da atualidade?<br \/><\/strong>Sim, acho que a guerra teve um efeito interessante na emancipa\u00e7\u00e3o da vida delas, mas as mulheres n\u00e3o s\u00e3o hoje emancipadas, ainda n\u00e3o t\u00eam igualdade de direitos. O que \u00e9 mais cr\u00edtico \u00e9 que elas acham que t\u00eam. Acho isso preocupante, que se seja convencido que se tem. Os \u00edndices de viol\u00eancia, no namoro e dom\u00e9stica, s\u00e3o assustadores. Sendo assim, n\u00e3o h\u00e1 igualdade de circunst\u00e2ncia. H\u00e1 igualdade na lei, o problema \u00e9 na pr\u00e1tica.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Encontra semelhan\u00e7as entre o Portugal na guerra colonial e o Portugal da atualidade?<br \/><\/strong>Mudou muita coisa, tamb\u00e9m era o tempo da ditadura e agora n\u00e3o \u00e9. Continua a haver a ideia do \u201crespeitinho\u201d, de n\u00e3o se questionar as coisas ou questionar muito pouco, apesar de hoje termos liberdade para o fazer.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>O que \u00e9 que fica, em si, das 49 mulheres que protagonizam o livro?<br \/><\/strong>S\u00e3o todas hist\u00f3rias que eu nunca vou esquecer e, por outro lado, representam toda uma s\u00e9rie de hist\u00f3rias que n\u00e3o est\u00e3o l\u00e1. A ideia foi tra\u00e7ar um retrato que implicasse mulheres que com determinadas caracter\u00edsticas que eu achava importantes e que na pr\u00e1tica se confirmou nas pessoas que vinham falar comigo e diziam que se reviam ali.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>As dificuldades que encontrou no in\u00edcio do seu percurso s\u00e3o id\u00eanticas \u00e0s que os jovens de agora encontram? O que mudou?<br \/><\/strong>Havia dificuldades, mas eu penso que hoje existam mais. Hoje faz-me muita confus\u00e3o aquela coisa de andar a saltar de est\u00e1gio em est\u00e1gio, que \u00e9 uma coisa que n\u00e3o acontecia na minha altura. H\u00e1 um abuso em rela\u00e7\u00e3o aos estagi\u00e1rios, s\u00e3o usados para fazerem determinados trabalhos que n\u00e3o lhes d\u00e3o a compet\u00eancia e s\u00e3o muito pouco acompanhados. A precariedade \u00e9 maior ainda e os novos jornalistas sentem-se reticentes em dizer aquilo que pensam. Se eu achava que era mau na minha altura, hoje \u00e9 pior a n\u00e3o ser que as rela\u00e7\u00f5es laborais se modifiquem.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Como v\u00ea a juventude de hoje?<br \/><\/strong>Vive num tempo muito acelerado, \u00e9 mais vol\u00e1til, est\u00e1 mais suscet\u00edvel a uma s\u00e9rie de abusos e tem de arranjar formas de se autonomizar. Acho que tem de refletir sobre si pr\u00f3pria, tal como todas as outras gera\u00e7\u00f5es anteriores, para perceber que caminhos \u00e9 que tem de tomar. Eu acho que se est\u00e1 a tornar muito individualista e isso assusta.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Sabemos que a taxa de desemprego no setor da comunica\u00e7\u00e3o e jornalismo \u00e9 elevada. Como \u00e9 que explica o facto de, ainda assim, haver tanta gente a concorrer a estes cursos?<br \/><\/strong>\u00c9 extraordin\u00e1rio. \u00c9 uma profiss\u00e3o interessante, h\u00e1 quem diga. Mas \u00e9 uma profiss\u00e3o muito fantasiada, sobretudo pelo meio da televis\u00e3o. O jornalismo \u00e9 de facto uma profiss\u00e3o muito interessante, d\u00e1-te oportunidade de conhecer pessoas, de refletires sobre o mundo, d\u00e1 alguma autonomia de escolheres sobre o que \u00e9 que vais escrever. O jornalismo tamb\u00e9m tem muito poder e esse poder deve ser exercitado com responsabilidade, procurando a diversidade, como eu acho que falta. H\u00e1 uma s\u00e9rie de informa\u00e7\u00f5es sobre a realidade de uma reda\u00e7\u00e3o que n\u00e3o \u00e9 transmitida e acho que vos faz falta esse tipo de esclarecimento.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Olhando para tr\u00e1s, sente que cumpriu todas as suas metas?<br \/><\/strong>Todas n\u00e3o, ainda tenho muito mais para fazer. O jornalismo, para mim, \u00e9 um exerc\u00edcio cont\u00ednuo de reflex\u00e3o e uma tentativa de mudar a sociedade para melhor, informando para que haja a capacidade de se tomarem decis\u00f5es conscientemente. Para mim, esta tarefa n\u00e3o se esgota nunca. Eu acho que, quando se \u00e9 jornalista, \u00e9-se jornalista para toda a vida. Talvez seja uma forma um pouco mais apaixonada de ver as coisas, mas n\u00e3o me vejo em nenhum outro papel.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-ef3952b elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"ef3952b\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-6ee74a9\" data-id=\"6ee74a9\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-67472d1 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"67472d1\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00a0<\/p><hr \/><p><strong style=\"font-size: 1rem\">Akad\u00e9micos 70 (19 de novembro de 2015)<br \/><\/strong><strong>Entrevista por:<\/strong> In\u00eas Andr\u00e9 e Susana Silva<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/*! elementor &#8211; v3.12.1 &#8211; 02-04-2023 *\/ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=&#8221;.svg&#8221;]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} Sofia Branco Presidente do Sindicato dos Jornalistas A luta pela igualdade entre homens e mulheres \u00e9 algo que a motiva todos os dias. A escrita \u00e9 a sua paix\u00e3o. Autora do livro Mulheres e a Guerra Colonial e presidente do Sindicato de Jornalistas, [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4604,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-147","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4604"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=147"}],"version-history":[{"count":26,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1435,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/147\/revisions\/1435"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=147"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=147"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=147"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}