{"id":166,"date":"2023-04-24T15:12:44","date_gmt":"2023-04-24T15:12:44","guid":{"rendered":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/?p=166"},"modified":"2023-04-26T12:35:03","modified_gmt":"2023-04-26T12:35:03","slug":"mario-augusto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/mario-augusto\/","title":{"rendered":"M\u00e1rio Augusto"},"content":{"rendered":"\t\t<div data-elementor-type=\"wp-post\" data-elementor-id=\"166\" class=\"elementor elementor-166\">\n\t\t\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-126ab54 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"126ab54\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-37848d4\" data-id=\"37848d4\" 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Um entrevistador nato que foi &#8216;Sentado no Mocho&#8217;.<\/strong><br><\/p>\n<p><strong><br><\/strong><\/p>\n<p><strong>O M\u00e1rio \u00e9 provavelmente o portugu\u00eas mais conhecido em Hollywood. Como \u00e9 conviver com as estrelas?<br><\/strong>Se considerarmos que se calhar n\u00e3o h\u00e1 portugueses l\u00e1 em Hollywood\u2026 Pelo menos conhe\u00e7o mais algumas do que o comum dos mortais, mas n\u00e3o sou assim t\u00e3o conhecido quanto possa parecer. Ao longo dos 20 e tal anos em que fa\u00e7o estas coisas acabei por me aperceber que elas s\u00e3o pessoas perfeitamente normais. Tamb\u00e9m t\u00eam dor de dentes, levam os filhos \u00e0 escola, \u00e0s vezes t\u00eam de fazer contas \u00e0 vida. Nunca encarei essas coisas como estando ali a trabalhar com estrelas. Estou a fazer um trabalho, e elas tamb\u00e9m est\u00e3o a fazer um trabalho, que \u00e9 dar uma entrevista, \u00e0s vezes um bocadinho formatada\u2026<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Como foi a sua primeira grande entrevista?<br><\/strong>A primeira de todas foi em Portugal. Foi a um ator ou a realizador franc\u00eas que veio promover um filme, era o Jean-Jacques\u2026 A segunda foi a uma atriz, Miriam Daveau, que agora desapareceu do mapa. A primeira fora do pa\u00eds foi com o James Bond, em Londres. Foi fascinante porque era a primeira vez que sa\u00eda do pa\u00eds. Conhecia Espanha e pouco mais. Foi uma entrevista para a RTP. Nessa altura tibe a oportunidade de trabalhar com o saudoso Raul Dur\u00e3o. Tive a sorte de ir com pessoas que estavam habituadas a viajar e a conhecer s\u00edtios.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>A entrevista \u00e9 um g\u00e9nero jornal\u00edstico imprevis\u00edvel?<br><\/strong>Depende, j\u00e1 que nem sempre me sinto jornalista a fazer aquilo. Sinto-me mais <em>entertainer<\/em>, tal como eles est\u00e3o a ser, porque nem sempre posso fazer as perguntas que me apetecia fazer. Por exemplo, quando h\u00e1 uns dias fui entrevistar o Johnny Depp, disseram-me logo: \u201cperguntas pessoais n\u00e3o, muito menos sobre a filha\u201d, que esteve doente h\u00e1 muito pouco tempo. Portanto, h\u00e1 uma s\u00e9rie de condicionantes que fazem com que o nosso trabalho seja menos jornal\u00edstico e mais <em>media<\/em>\/<em>entertainer<\/em>.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Qual foi a melhor e a pior entrevista que fez?<br><\/strong>A pior digo sempre que \u00e9 a mesma: Steven Seagal, que \u00e9 um canastr\u00e3o da pior esp\u00e9cie. Respondia \u201csim\u201d, \u201cn\u00e3o\u201d, \u201ctalvez\u201d. A melhor \u00e9 muito dif\u00edcil, destacaria um pacote das melhores: a Meryl Streep \u00e9 sempre um encanto, o Al Pacino \u00e9 fant\u00e1stico, o Dustin Hoffman tamb\u00e9m, o Robbin Williams \u00e9 muito bom, o Michael Douglas\u2026 Normalmente s\u00e3o eles que s\u00e3o mais acess\u00edveis. Tenho encontrado alguns fant\u00e1sticos, mas um dos que guardo mais mem\u00f3ria \u00e9 do Jack Lennon, que morreu h\u00e1 muitos anos. Foi uma entrevista que fiz h\u00e1 15 anos e que recordo com algum fasc\u00ednio, por aquilo que ele me dizia e contava.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Depois de alguns anos de entrevistas, escreveu dois livros onde relata v\u00e1rios desses epis\u00f3dios. Porque \u00e9 que decidiu partilhar a sua experi\u00eancia?<br><\/strong>Neste caso foi um desafio que me foi lan\u00e7ado por um editor. Estava com receio de desencadear o processo de escrita, porque sou demasiado viciado em escrita para televis\u00e3o e para r\u00e1dio. Tinha algum medo de n\u00e3o fazer bem o trabalho, porque escrever para o papel \u00e9 mais complexo, obriga a passar tudo para l\u00e1: as emo\u00e7\u00f5es t\u00eam de l\u00e1 estar, sen\u00e3o o leitor n\u00e3o sabe. Em televis\u00e3o n\u00e3o, depende da forma como colocamos a voz, como entoamos, da forma como tentamos mostrar as imagens. Na altura o editor sugeriu-me o livro. Eu confesso que era coisa que j\u00e1 me tinha passado pela cabe\u00e7a, mas levei meio ano a digerir a ideia, a ponderar. Passado um ano, tinha quase metade do livro escrito. Em dois meses fiz o que faltava. Um m\u00eas depois, como sobrou material, at\u00e9 pensei \u201cisto \u00e9 engra\u00e7ado, vou fazer outro!\u201d. E assim foi! A sensa\u00e7\u00e3o do papel, de poder ver uma coisa escrita por n\u00f3s \u00e9 quase como ter um filho. A televis\u00e3o \u00e9 uma coisa ef\u00e9mera. A minha reportagem acaba no dia em que vai para o ar. O livro n\u00e3o. A inten\u00e7\u00e3o foi permitir que o resultado da venda do livro fosse para uma causa \u2013 a Associa\u00e7\u00e3o Portuguesa de Paralisia Cerebral. Eu tenho uma filha com este problema, a Rita, e achei que era uma forma de alertar. Neste momento, os livros j\u00e1 deram mais de 30 mil euros para ajudar crian\u00e7as com paralisia, o que \u00e9 tamb\u00e9m gratificante para mim.<\/p>\n<p><br><\/p>\n<p><strong>Como avalia o papel do cinema na abordagem a esse tema?<br><\/strong>O cinema \u00e9 entretenimento puro e duro. \u00c9 comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do entretenimento. De vez em quando, o cinema aborda de forma ligeira as defici\u00eancias. H\u00e1 casos fant\u00e1sticos como o \u201cM\u00e1scara\u201d, de Peter Bogdanovich, o \u201cEncontro de irm\u00e3os\u201d, que tamb\u00e9m \u00e9 sobre um tipo de defici\u00eancia. Curiosamente, sobre paralisia cerebral n\u00e3o h\u00e1 nenhum filme, talvez porque \u00e9 uma defici\u00eancia pouco apelativa para o entretenimento. \u00c9 muito abrangente\u2026 uma situa\u00e7\u00e3o de paralisia cerebral pode paralisar completamente uma crian\u00e7a, em que ela apenas mexe os olhos, ou outra que s\u00f3 aos 20 anos descobre que tem paralisia cerebral porque a m\u00e3o n\u00e3o fecha como deve fechar. Portanto, a paralisia cerebral resume-se \u00e0 morte de uma quantidade de c\u00e9lulas e quanto maior for essa mancha de morte, mais complexa se torna a doen\u00e7a. Ontem, quando fui fazer a entrevista, encontrei pela primeira vez uma jovem jornalista com paralisia cerebral. Quando ela entrou apercebi-me de imediato que ela tinha alguma defici\u00eancia motora. Era francesa e est\u00e1 a trabalhar normalmente.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-246e8e1 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"246e8e1\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-aaf1c29\" data-id=\"aaf1c29\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-d37c19e elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"d37c19e\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<blockquote><h1 style=\"text-align: center\"><strong>&#8220;Nem sempre posso fazer<br \/>as perguntas que me apetecia fazer&#8221;<\/strong><\/h1><\/blockquote>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-45760cb elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"45760cb\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-cfd505a\" data-id=\"cfd505a\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-6887cb3 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"6887cb3\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p><strong>J\u00e1 pensou realizar um filme sobre esta tem\u00e1tica, uma vez que a vive de perto?<br \/><\/strong>Nunca me passou pela cabe\u00e7a, mas \u00e9 uma ideia engra\u00e7ada. A paralisia ter\u00e1 que ser um caso, uma hist\u00f3ria pessoal. Tenho pensado noutras coisas. Ando a tentar fazer uma hist\u00f3ria, um grande document\u00e1rio sobre paralisia cerebral com um colega para a SIC. Temos j\u00e1 feito o fim da reportagem, mas n\u00e3o sabemos como \u00e9 que vai ser o in\u00edcio, nem como vai desenvolver-se. \u00c9 o caso de uma jovem que eu conhe\u00e7o que tem paralisia cerebral, que \u00e9 engenheira, e que foi m\u00e3e de g\u00e9meos. Portanto, vamos terminar a reportagem com o nascimento dos filhos.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Vai-se ao cinema hoje como se ia antigamente?<br \/><\/strong>Acho que essencialmente mudou o ritual do cinema. Era impens\u00e1vel, quando comecei a ser cin\u00e9filo, ir ao cinema s\u00f3 por ir, s\u00f3 porque n\u00e3o tinha nada para fazer. N\u00e3o, ia porque sabia o que ia ver. Mudou radicalmente a forma de mostrar cinema, agora com o multiplex. Por exemplo, h\u00e1 um no Porto, o maior complexo de salas de cinema do pa\u00eds, onde passam 120 sess\u00f5es por dia. Quando eu comecei a ser cin\u00e9filo, o Porto tinha umas dez a 15 salas e havia 20 sess\u00f5es por dia. As condi\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas era muito deficientes, agora melhorou muito tecnicamente e regrediu como prazer cin\u00e9filo. Antigamente, ir ao cinema era um acto social. Agora n\u00e3o, vai-se ao cinema como quem vai comprar rebu\u00e7ados. O cinema como ind\u00fastria tamb\u00e9m alterou muito. Alteraram-se as regras do jogo com a hist\u00f3ria dos DVD e dos downloads, e vai mudar muito nos pr\u00f3ximos cinco a seis anos. Eu, que tenho 45 anos, j\u00e1 pondero quando vou comprar um CD. Hoje j\u00e1 penso que \u00e9 melhor fazer um\u00a0<em>download<\/em>. S\u00f3 compro aquilo com que quero muito ficar. H\u00e1 discos que j\u00e1 s\u00f3 compro por\u00a0<em>download<\/em>\u00a0porque fica mais barato, porque n\u00e3o ocupa espa\u00e7o. No cinema, vai acontecer exatamente isso, vamos guardar a nossa cinoteca num disco duro. Neste momento, o DVD j\u00e1 \u00e9 um mercado muito maior do que a distribui\u00e7\u00e3o de cinema. A greve dos argumentistas prende-se exatamente com isso, porque eles querem ter fatia do dinheiro dos DVD, dos\u00a0<em>downloads<\/em>\u2026<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>A greve dos guionistas, que levou ao cancelamento dos Globos de Ouro, pode por em causa a ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica?<br \/><\/strong>N\u00e3o, de todo. Acho que a resolu\u00e7\u00e3o vai ser a ced\u00eancia de parte a parte. Os est\u00fadios v\u00e3o ceder a alguns pedidos dos guionistas, at\u00e9 porque est\u00e3o quase a chegar os \u00d3scares e era muito complicado se eles os cancelassem. Os Globos de Ouro ainda v\u00e1 que n\u00e3o v\u00e1\u2026 Os \u00d3scares s\u00e3o o feriado nacional do cinema. Agora o que \u00e9 impressionante \u00e9 a capacidade de mobiliza\u00e7\u00e3o que aqueles sindicatos t\u00eam.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Se n\u00e3o fosse jornalista, o que seria?<br \/><\/strong>N\u00e3o sei\u2026 Acho que sou jornalista por uma s\u00e9rie de casualidades. Mas gostava, seguramente, de estar ligado a estas \u00e1reas do audiovisual. At\u00e9 porque n\u00e3o me considero um\u00a0<em>hardnews<\/em>. Tive uma sorte danada. Tenho uma profiss\u00e3o por prazer. Ser de Espinho e ter vingado numa \u00e1rea t\u00e3o competitiva e t\u00e3o dif\u00edcil, ao longo destes anos todos, at\u00e9 a mim me espanta. Fiz sempre as coisas por gozo, prazer e muito trabalho!<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>\u00a0<\/strong><strong>Para quando o M\u00e1rio Augusto ator ou realizador?<br \/><\/strong>Ator nunca! Acho que n\u00e3o tenho jeito nenhum para interpretar e \u00e0s vezes espanta-me como \u00e9 que fa\u00e7o determinadas palha\u00e7adas na televis\u00e3o. Ainda h\u00e1 dias o Johnny Depp me disse que nunca via os filmes depois, porque tinha vergonha daquilo que faz. Eu percebo a situa\u00e7\u00e3o, porque ele \u00e9 extremamente t\u00edmido e quando lhe ligam a luz ele l\u00e1 deve passar-se para o outro lado e fica no \u201cPiratas das Cara\u00edbas\u201d. Como realizador\u2026 acho que gostava de um dia experimentar alguma coisa, a brincar, n\u00e3o a s\u00e9rio.<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>Que entrevista ainda sonha fazer?<br \/><\/strong>Uma que ainda falta para a minha cole\u00e7\u00e3o \u00e9 a Clint Eastwood. H\u00e1 tamb\u00e9m um senhor que gostaria imenso de entrevistar, o Paul Newman. E h\u00e1 muitos outros\u2026<\/p><p>\u00a0<\/p><p><strong>A vida de M\u00e1rio Augusto enquadra-se em que g\u00e9nero?<br \/><\/strong>Numa com\u00e9dia rom\u00e2ntica.<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<section class=\"elementor-section elementor-top-section elementor-element elementor-element-87b1401 elementor-section-boxed elementor-section-height-default elementor-section-height-default\" data-id=\"87b1401\" data-element_type=\"section\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-container elementor-column-gap-default\">\n\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-column elementor-col-100 elementor-top-column elementor-element elementor-element-a606390\" data-id=\"a606390\" data-element_type=\"column\">\n\t\t\t<div class=\"elementor-widget-wrap elementor-element-populated\">\n\t\t\t\t\t\t<div class=\"elementor-element elementor-element-f673ed8 elementor-widget elementor-widget-text-editor\" data-id=\"f673ed8\" data-element_type=\"widget\" data-widget_type=\"text-editor.default\">\n\t\t\t\t<div class=\"elementor-widget-container\">\n\t\t\t\t\t\t\t\t\t<p>\u00a0<\/p><hr \/><p><strong>Akad\u00e9micos 23 (31 de janeiro de 2008)<br \/>Entrevista por: <\/strong>\u00c2ngela Duarte, Pedro Jer\u00f3nimo e S\u00f3nia Olaio<\/p>\t\t\t\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/div>\n\t\t\t\t\t<\/div>\n\t\t<\/section>\n\t\t\t\t<\/div>\n\t\t","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\/*! elementor &#8211; v3.12.1 &#8211; 02-04-2023 *\/ .elementor-widget-image{text-align:center}.elementor-widget-image a{display:inline-block}.elementor-widget-image a img[src$=&#8221;.svg&#8221;]{width:48px}.elementor-widget-image img{vertical-align:middle;display:inline-block} M\u00e1rio Augusto Jornalista Vinte anos de carreira e mais de duas mil entrevistas realizadas, fazem de M\u00e1rio Augusto um dos portugueses mais conhecidos entre as estrelas de Hollywood. Um entrevistador nato que foi &#8216;Sentado no Mocho&#8217;. O M\u00e1rio \u00e9 provavelmente o portugu\u00eas mais [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":4604,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-166","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-sem-categoria"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/166","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4604"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=166"}],"version-history":[{"count":23,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/166\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1407,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/166\/revisions\/1407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=166"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=166"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/sites.ipleiria.pt\/sentadosnomocho\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=166"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}