Oradores

Irene Cadime
(Escola de Psicologia da Universidade do Minho, Portugal)
Por que é que algumas crianças respondem à intervenção na leitura e outras não? Fatores envolvidos e desafios para a educação

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No contexto da educação inclusiva preconizada pelo Decreto-Lei n.º 54/2018, que defende a participação e a aprendizagem de todos os alunos através de medidas de apoio ajustadas às suas necessidades, a identificação precoce e a intervenção nas dificuldades de leitura assumem particular relevância. Contudo, apesar dos avanços significativos neste domínio, observa-se uma grande variabilidade nos resultados obtidos pelas crianças. Enquanto algumas apresentam progressos rápidos e sustentados, outras revelam uma resposta limitada, mesmo quando participam em programas baseados na evidência. Compreender as razões subjacentes a estas diferenças constitui um dos principais desafios da investigação e da prática educativa. Nesta conferência serão apresentados os principais fatores associados à resposta à intervenção, incluindo características cognitivas e linguísticas das crianças, a presença de dificuldades concomitantes, fatores motivacionais e socioemocionais, bem como aspetos relacionados com o contexto familiar e escolar. Serão ainda discutidos resultados recentes da investigação que ajudam a compreender porque é que crianças com perfis aparentemente semelhantes podem seguir trajetórias de aprendizagem distintas. Partindo de uma perspetiva multidisciplinar, serão analisadas as implicações destes conhecimentos para a avaliação, a tomada de decisão educativa e a construção de respostas mais individualizadas e eficazes. A conferência procurará, assim, contribuir para uma reflexão informada sobre como promover o sucesso na aprendizagem da leitura e responder à diversidade de necessidades que caracteriza as salas de aula atuais.

Oradora

Irene Cadime

Irene Cadime é Professora Auxiliar na Escola de Psicologia da Universidade do Minho e Investigadora nas áreas do desenvolvimento da criança, dificuldades de aprendizagem e avaliação psicológica. Doutorada em Psicologia da Educação pela Universidade do Minho, desenvolve investigação centrada nos fatores que influenciam a aprendizagem da leitura, a resposta à intervenção, o desenvolvimento linguístico e a construção e validação de instrumentos de avaliação. É autora de numerosos artigos científicos, livros e capítulos de livro publicados em revistas e editoras internacionais de referência, colaborando regularmente em projetos de investigação nacionais e internacionais dedicados à promoção da literacia e do sucesso educativo.


Enrique Martín-Criado
(Universidad Pablo de Olavide, Sevilha, Espanha)
As derivas da sociologia da educação crítica

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A sociologia da educação crítica tem dado importantes contribuições para a compreensão das dinâmicas classistas no sistema de ensino. No entanto, a ênfase na crítica política pode conduzir a derivas perigosas para a análise sociológica. A presente palestra irá focar-se nestas últimas, especialmente no “funcionalismo crítico”. Estas derivas explicam-se pelas disputas simbólicas no espaço da esquerda: quanto mais “crítico” e “sofisticado” na crítica, maior é o prestígio acumulado.

Orador

Enrique Martín-Criado

Enrique Martín-Criado é um sociólogo espanhol e Professor Catedrático na Universidad Pablo de Olavide, em Sevilha. Doutorou-se em Sociologia pela Universidad Complutense de Madrid com a tese Estratégias de juventude, posteriormente publicada sob o título Producir la juventud. Ao longo da sua carreira leccionou também nas universidades de Granada e Sevilha. A sua actividade de investigação atravessa a teoria social, a sociologia da educação, a metodologia qualitativa, as dinâmicas familiares e as relações laborais. Entre as suas publicações, é possível destacar o livro La escuela sin funciones: crítica de la sociología de la educación crítica (2010). Mais recentemente, no texto “Tres derivas de la sociología crítica” (2024), explora o modo como a emergência de uma racionalidade inculpatória, conspirativa e populista reflecte o défice de autocrítica na teoria crítica, criando atalhos e armadilhas epistemológicas que comprometem a consistência e a própria potencialidade transformadora do estudo da educação.


Cleyton Hércules Gontijo
(Universidade de Brasília – UnB, Brasil)
Da investigação às práticas: favorecendo o desenvolvimento do pensamento crítico e criativo em matemática no contexto escolar

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Esta palestra discute a urgência de transitar de um modelo de ensino pautado na repetição e na memorização para uma abordagem que privilegie o desenvolvimento do pensamento criativo e crítico em matemática. A fundamentação pauta-se nos elementos que caracterizam as pesquisas sobre criatividade: a pessoa (o potencial criativo do estudante), o processo (as estratégias mentais mobilizadas), o produto (a originalidade e utilidade das soluções) e o ambiente (o clima de sala de aula que favorece a dúvida e a descoberta). Será apresentado um modelo de intervenção baseado em oficinas para estimular o pensamento criativo e crítico em matemática, que utilizam a resolução, a elaboração e a redefinição de problemas matemáticos como eixos centrais. O objetivo é oferecer subsídios teóricos e práticos para que a sala de aula se transforme em um ecossistema investigativo, onde o conhecimento signifique, acima de tudo, abrir caminhos para uma aprendizagem autônoma, autêntica e profundamente conectada com os desafios contemporâneos.

Orador

Cleyton Hércules Gontijo

Cleyton Hércules Gontijo é Professor Titular na Universidade de Brasília – UnB, com lotação no Departamento de Matemática. É professor do Mestrado Profissional em Matemática em Rede Nacional – PROFMAT, do Programa de Pós-Graduação em Educação da UnB (mestrado e doutorado) e do Programa de Pós-Graduação em Educação Matemática no Tocantins. Possui licenciatura em Ciências e Matemática pelo Centro Universitário de Brasília, mestrado em Educação pela Universidade de Brasília e doutorado em Psicologia pela Universidade de Brasília (2007). É líder do Grupo PI: Pesquisas e Investigações em Educação Matemática. Tem experiência na área de Matemática, com ênfase em Educação Matemática, atuando principalmente nos seguintes temas: criatividade em matemática; pensamento crítico e criativo em matemática (resolução, elaboração e redefinição de problemas) e avaliação em matemática.


Rui Marques
(Instituto Padre António Vieira, Portugal)
Educação Relacional – o regresso ao essencial

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A Educação Relacional convida-nos a regressar ao essencial: reconhecer que aprender e ensinar são processos profundamente humanos, construídos na relação. Nesta conferência, refletiremos sobre o papel da confiança, da escuta, da pertença e da cooperação na aprendizagem e no bem-estar, e sobre como as Escolas Superiores de Educação podem preparar profissionais capazes de criar relações que acolhem, desafiam e fazem crescer.

Orador

Rui Marques

Rui Marques é licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, mestre em Ciências da Comunicação e Indústrias Culturais pela Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Católica Portuguesa e doutorado em Sociologia Económica e das Organizações pelo Instituto Superior de Economia e Gestão. No seu trabalho de doutoramento explorou modelos de governação integrada tomando como estudos de caso o Centro Nacional de Apoio ao Imigrante e a Comissão de Protecção de Crianças e Jovens da Amadora. Foi Director de Programas do Canal 1 e da RFM, e Director Adjunto da TVI. Promoveu iniciativas de intervenção social e política como a “Missão Paz em Timor” – Lusitânia Expresso e foi, em 2002, nomeado Alto-Comissário Adjunto para a Imigração e Minorias Étnicas. É Administrador da Forum Estudante, dirige o Instituto Padre António Vieira e coordena a Academia de Líderes Ubuntu.


Rogério Costa
(Escola de Educação e Ciências Sociais da Universidade de Leiria e Oeste, Portugal)
Quem revê o revisor? Inteligência artificial, julgamento e responsabilidade na construção do conhecimento

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Em agosto de 2026, o MIT publicou o relatório do seu Ad Hoc Committee on AI Use in Teaching, Learning, and Research Training. Um dos seus princípios orientadores é a humildade: a inteligência artificial generativa tornou-se uma tecnologia de utilização generalizada há menos de quatro anos e expandiu-se desde então a praticamente todos os domínios, a uma velocidade que dificulta a observação dos seus efeitos e a adaptação das instituições. O relatório admite que serão inevitáveis correções de rumo, algumas delas profundas. Esta condição coloca à academia uma questão particular: como aprendemos e ensinamos perante uma tecnologia que continua a transformar-se enquanto procuramos compreender os seus efeitos?

A inteligência artificial generativa já está profundamente integrada no trabalho académico, com uma utilização particularmente disseminada entre os estudantes: no Reino Unido, 94% dos estudantes de licenciatura inquiridos em 2025 afirmaram utilizá-la para apoiar trabalho sujeito a avaliação. Docentes e investigadores recorrem também a estes sistemas em tarefas de ensino, avaliação, investigação e escrita científica. Até a revisão por pares começa a ser afetada: em 2025, a Nature noticiou casos de manuscritos com instruções ocultas destinadas a influenciar ferramentas de IA utilizadas na revisão.

É neste contexto que a capacidade de trabalhar criticamente com IA ganha particular relevância. O 4D AI Fluency Framework, desenvolvido pelos professores Rick Dakan e Joseph Feller em colaboração com a Anthropic, organiza essa relação em quatro competências interligadas: Delegation, Description, Discernment e Diligence. O AI Fluency Index, publicado pela Anthropic em 2026, recorreu a este framework para analisar 9830 conversas anonimizadas com Claude. Apenas 8,7% das conversas apresentavam confirmação de factos ou afirmações relevantes e 15,8% questionavam o raciocínio do modelo. Estes dados não medem a população académica, mas tornam visível uma questão central: utilizar uma ferramenta com fluência não garante avaliar criticamente aquilo que ela produz.

A conferência percorre os quatro Ds a partir das exigências do trabalho académico: decidir o que delegar à IA, saber descrever o problema, avaliar criticamente o que ela produz e assumir responsabilidade pelo resultado. Para estudantes, docentes e investigadores, estas competências traduzem-se em práticas concretas de verificação, confrontação com evidência, questionamento de pressupostos, confirmação de referências e reconhecimento das situações em que não se deve recorrer à ferramenta.

Esta perspetiva tem implicações pedagógicas e curriculares incontornáveis. Obriga a repensar o que ensinamos, como ensinamos e como avaliamos quando parte das operações intelectuais pode ser delegada a sistemas de IA. Exige tornar explícitos os critérios de verificação e criar oportunidades para os praticar. Num cenário em que um instrumento pode já rever, resumir, argumentar ou avaliar antes de nós, permanece uma questão: quem revê o revisor?

Orador

Rogério Costa

Rogério Paulo Pais da Costa é professor adjunto na Escola de Educação e Ciências Sociais da Universidade de Leiria e Oeste, onde coordena o Departamento de Matemática e Ciências da Natureza. Integra Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior (CNIPES) e coordena o Grupo de Tecnologias Educativas da MetaRed TIC Portugal. Entre 2002 e 2006, foi vice-presidente do conselho diretivo da Escola Superior de Educação de Leiria, tendo criado o Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) e coordenado o programa de Utilização Pedagógica das TIC nas escolas públicas do 1.º ciclo do distrito de Leiria. Em 2006, assumiu a direção da Unidade de Ensino a Distância (UED), onde estruturou os primeiros cursos de licenciatura e mestrado a distância da instituição. De 2013 a 2015, foi consultor do Ministério da Educação de Angola, em Luanda, na área da educação a distância e das tecnologias educativas. As suas áreas de interesse incluem comunidades de prática, tecnologias educativas, educação a distância, inteligência artificial na educação e inovação pedagógica.


Pedro Silva — Comentador da Conferência de Enrique Martín-Criado

Professor Catedrático na Escola de Educação e Ciências Sociais da Universidade de Leiria e Oeste, investigador integrado do Centro de Investigação e Intervenção Educativas da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto, e investigador do CICS.NOVA.IPLeiria. É licenciado em Sociologia pelo ISCTE e mestre em Análise Social da Educação pela Universidade de Boston, tendo obtido doutoramento e agregação em Ciências da Educação pela Universidade do Porto. Com experiência etnográfica, desenvolve investigação em torno da relação escola-família, da educação e mediação interculturais, e das tecnologias de informação e comunicação em contexto socioeducativo.

Miguel Ribeiro — Comentador da Conferência de Cleyton Hércules Gontijo

Miguel Ribeiro é licenciado em Matemática pela Universidade da Beira Interior, mestre em Matemática Pura pela Universidade de Coimbra, com mestrado e doutoramento em Educação Matemática pela Universidade de Huelva (Espanha). É professor na Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (Brasil). Desenvolveu três projetos de pós-doutoramentos relacionados com a formação de professores, as tecnologias e o livro didático, a melhoria da qualidade do ensino e da aprendizagem matemática e a avaliação e o feedback. Entre outras atividades e funções, é editor da Zetética, representante eleito do Brasil como membro do comité internacional do International Group for the Psychology of Mathematics Education e co-presidente da Red Iberoamericana de Conocimiento Especializado del Profesorado de Matemáticas.

José Carlos Marques — Comentador da Conferência de Rui Marques

José Carlos Marques é doutorado em Sociologia pela Universidade de Coimbra e agregado em Sociologia pela Universidade Nova de Lisboa. É Professor Catedrático – e, desde Maio de 2025, Director – da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais do Instituto Politécnico de Leiria, onde lecciona na área da Sociologia e da Metodologia de Investigação. É investigador efectivo do Centro Interdisciplinar em Ciências Sociais (CICS.NOVA) e os seus interesses de investigação incidem sobre a emigração portuguesa, a imigração em Portugal, as políticas de imigração portuguesa, a migração qualificada e o processo de integração dos imigrantes na sociedade portuguesa.

Graça Sêco — Comentadora da Conferência de Irene Cadime

Graça Sêco é Professora Associada da ESECS-ULO. Licenciada em Psicologia, é mestre e doutorada em Ciências da Educação pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra, onde exerceu funções docentes. Entre 2008 e 2024 foi Coordenadora do Serviço de Apoio ao Estudante na ESECS-IPL. Entre inúmeras publicações científicas, é co-autora de Necessidades Educativas Especiais: Manual de Apoio para Docentes (2021) e“Serviços de Apoio Psicológico no Ensino Superior: contextualização, atualidade e desafios para o futuro” (2024). As suas áreas de actuação e investigação privilegiam a promoção do sucesso académico, a adaptação e transição para o ensino superior, o suporte social e o apoio psicológico/psicopedagógico a estudantes. 

Rita Cadima — Comentadora da Conferência de Rogério Costa

Rita Cadima é doutorada em Engenharia Multimédia e Professora Coordenadora na Universidade de Leiria e Oeste. É membro integrado do CIDMA — Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações. Participou em diversos projetos de I&D financiados, desenvolvendo investigação principalmente nas áreas de e-Learning, Educação Matemática, Aprendizagem Colaborativa apoiada por Tecnologias, Inovação e Partilha de Conhecimento em Contextos Educativos. Foi Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Leiria (2014–2022), Directora da Unidade de Ensino a Distância (2013–2018) e Coordenadora do Mestrado em Utilização Pedagógica das TIC (2010–2014).


Lentes, Ministros e Profetas: a Escola entre Ciência, Política e Cultura

Tiago Brandão Rodrigues

Tiago Brandão Rodrigues (1977) cresceu em Paredes de Coura, e é actualmente Director-Geral do grupo Kyaia e Professor Catedrático Convidado de Ciências Sociais, Políticas e Territoriais na Universidade de Aveiro. É também Presidente do Conselho Geral da Universidade Politécnica de Viana do Castelo e Presidente do Conselho de Ética do Comité Olímpico de Portugal. Foi Ministro da Educação, também com a tutela da Juventude e do Desporto (2015-2022), e, posteriormente, Deputado, tendo presidido à Comissão Parlamentar de Ambiente e Energia (2022–2024). Trabalhou entre 2010 e 2015 como investigador em oncologia na Universidade de Cambridge. Tem um doutoramento em Metabolismo Cerebral e uma licenciatura em Bioquímica, tendo realizado o seu doutoramento em colaboração com centros de investigação em Dallas, Madrid e Coimbra. Foi ainda Adido Olímpico da Missão Portuguesa durante os Jogos Olímpicos de Londres 2012.

Paulo Peixoto

Paulo Peixoto é Professor Associado com Agregação da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Estudos Sociais, integrando a linha temática “Culturas urbanas, sociabilidades e participação”. É Pró-reitor da Universidade de Coimbra para a inovação pedagógica, políticas inclusivas, voluntariado e repúblicas. É membro da Comissão de Ética da Universidade de Coimbra e integra o Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior. Foi Presidente da Associação Portuguesa de Sociologia, Provedor do Estudante da Universidade de Coimbra, Director Executivo do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Coordenador do Observatório das Políticas de Educação e Formação (OP. Edu) e Presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior (SNESup).

Tiago de Oliveira Cavaco

Tiago de Oliveira Cavaco é formado em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa e estudou Teologia no Seminário Baptista de Queluz. Fundador da editora musical FlorCaveira em 1999, trabalhou em televisão durante uma década, fez crítica literária para as revistas Atlântico e Ler, e é colunista no Observador. É Pastor Baptista e tem-se dedicado desde 2007 a abrir novas igrejas e ajudar antigas. Publicou o seu primeiro livro em 2013, chamado Felizes Para Sempre e Outros Equívocos Acerca do Casamento e, desde então, outros títulos têm sido editados sobretudo no Brasil.

Dina Alves — Dinamização da Tertúlia

Dina Alves é Professora Auxiliar da Escola de Educação e Ciências Sociais da Universidade de Leiria e Oeste e investigadora integrada do Centro de História da Cultura e da Sociedade da Universidade de Coimbra. É doutorada em História Moderna pela Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, com a tese Violência, criminalidade e justiça em sociedades rurais na Época Moderna. O concelho de Óbidos, 1736-1806. Especialmente enquadrada pela história das práticas, das ideias e das instituições na Época Moderna, a sua investigação envolve temas como crime e justiça, violência e sociabilidade, educação e história local.


Editores Convidados do 1º número da Revista Investigação, Práticas e Contextos em Educação

Celina Tenreiro Vieira

Doutorada em Educação, investigadora no CIDTFF da UA e autora de múltiplas publicações sobre pensamento crítico, educação em ciências e matemática e formação de professores. Tem participado em vários projetos de investigação e na formação inicial e continuada de professores de Portugal e outros países. As suas propostas concretas de recursos, estratégias e atividades promotoras do Pensamento Crítico e Criativo (PCC) são uma referência na mudança de práticas educativas em vários países.

Rui Marques Vieira

Professor e investigador da Universidade de Aveiro, atualmente com outras funções de interesse público, é autor de obras e múltiplos artigos científicos em educação, nas áreas da didática das ciências, formação de professores, inovação pedagógica e PCC. Tem estado envolvido em projetos nacionais e internacionais e participado ativamente na construção de políticas e práticas educativas inovadoras.


Ensinar Valores, Criar Mudança: uma abordagem prática à igualdade e à inovação social

Sinopse

Como transformar valores europeus em experiências concretas de aprendizagem? Neste workshop, os participantes irão explorar a igualdade enquanto valor democrático e ponto de partida para a inovação social na educação. A partir de situações concretas vivenciadas em contextos educativos, serão convidados a identificar desafios relacionados com desigualdade, participação e inclusão. Com base no Social Innovation Competence Framework, desenvolvido no âmbito do projeto EU-SIDE, vão reconhecer as competências de inovação social necessárias para lhes responder e conceber uma atividade pedagógica simples e aplicável em sala de aula. O workshop adota uma abordagem prática e participativa, articulando valores europeus, desafios educativos, competências de inovação social e ação pedagógica, com o objetivo de que cada participante termine a sessão com uma proposta concreta que possa adaptar ao seu contexto educativo.

Susana Sardinha Monteiro

Susana Sardinha Monteiro é doutora, mestre e licenciada em Direito. É Professora Auxiliar na Universidade de Leiria e Oeste, investigadora integrada no Instituto Jurídico Portucalense (Pólo de Leiria) e investigadora colaboradora no Centro de Estudos em Educação e Inovação (CI&DEI). Os seus principais interesses de investigação centram-se no Direito da União Europeia, na Resolução Alternativa de Conflitos e na Educação, com particular interesse pelas relações entre cidadania europeia, valores democráticos e educação, bem como pelo sucesso académico, pela inovação pedagógica e pela qualidade do ensino superior. Tem desenvolvido atividade científica nestas áreas, com publicações em livros e revistas nacionais e internacionais, e participado como oradora em diversas conferências.

Dina Tavares

Dina Tavares é doutorada em Matemática e Aplicações e Professora Auxiliar na Universidade de Leiria e Oeste. É investigadora do CIDMA — Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações e do CI&DEI — Centro de Estudos em Educação e Inovação. Desenvolve investigação e intervenção nas áreas da Educação Matemática, formação de professores, pensamento computacional, STEM/STEAM, inovação pedagógica e cálculo fracionário. Tem participado, como investigadora e como team-leader, em diversos projetos nacionais e internacionais nas áreas da educação, formação de professores e desenvolvimento curricular, nomeadamente em contextos de cooperação internacional (Cabo-Verde, Moçambique, Angola, Timor). É coordenadora dos projetos Erasmus+ EU-SIDE, ELEVATE-WISE e EURO4VET. Foi Subdiretora e Diretora Interina da Escola Superior de Educação e Ciências Sociais (2021-2025).

Hugo Menino

Hugo Menino é professor associado da Universidade de Leiria e Oeste, doutorado em Formação de Professores e investigador Integrado no Centro de Investigação em Educação e Inovação, tendo participado em diversos projetos de I&D financiados pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia e em projetos europeus, nas áreas da didática e formação de professores. É autor de diversos artigos científicos, livros e capítulos de livro publicados em revistas e editoras nacionais e internacionais de referência. Possui ainda uma vasta experiência em projetos internacionais na área da educação para o desenvolvimento, na avaliação externa de escolas, bem como em funções de liderança e gestão, tendo desempenhado, entre outras, as funções de subdiretor, coordenador de cursos de graduação e pós-graduação, coordenador de departamento e presidente do conselho pedagógico.

Rita Cadima 

Rita Cadima é doutorada em Engenharia Multimédia e Professora Associada na Universidade de Leiria e Oeste. É membro integrado do CIDMA — Centro de Investigação e Desenvolvimento em Matemática e Aplicações. Participou em diversos projetos de I&D financiados, desenvolvendo investigação principalmente nas áreas de e-Learning, Educação Matemática, Aprendizagem Colaborativa apoiada por Tecnologias, Inovação e Partilha de Conhecimento em Contextos Educativos. Foi Vice-Presidente do Instituto Politécnico de Leiria (2014–2022), Directora da Unidade de Ensino a Distância (2013–2018) e Coordenadora do Mestrado em Utilização Pedagógica das TIC (2010–2014).