O aumento absoluto e relativo da população idosa; o reconhecimento da sua heterogeneidade interna e da consequente diversidade de necessidades e interesses; a constante reflexão sobre o lugar dos mais velhos e sobre os seus direitos de cidadania; as mudanças societais subjacentes ao incremento da procura por serviços e cuidados formais e informais; são alguns dos fatores que sustentam o aumento das respostas sociais e de saúde, bem como a crescente diversidade das mesmas.
Existe um certo consenso em relação às vantagens destas respostas serem de base comunitária, permitindo que as pessoas vivam a última etapa do seu ciclo vital nos lugares que lhe são familiares e em interação com as pessoas que lhe são significativas. Este entendimento começa a aplicar-se, também, ao acolhimento residencial, que se quer cada vez mais próximo das formas de habitação mais tradicionais e personalizadas, começando a surgir alternativas às estruturas residenciais que têm predominado nas últimas décadas.
Assim, em várias instâncias (académicas, sociais, políticas, legais) tem vindo a ser reforçado o direito a envelhecer na comunidade e a necessidade de implementar respostas que evitem o acolhimento residencial (como o apoio domiciliário) ou a repensar o tipo de oferta residencial (coresidências, residências assistidas, habitação colaborativa). Envelhecer com os outros, de todas as gerações, é um direito e um pressuposto que acarreta vantagens para toda a sociedade.
